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O presidenciável Aécio Neves (PSDB/MG ou RJ ? ) fez um discurso de oposição por mais de 30 minutos e, em nenhum momento, se dispôs a apresentar alternativas aos problemas nacionais. Limitou-se apenas a repetir os ataques vazios constantemente publicados nos veículos da “grande imprensa”.

Quando terminou, o senador Lindbergh Ferias (PT/RJ) fez um aparte demolidor. Constatou que em mais de meia hora de discurso, Aécio, em nenhum momento, citou as palavras povo, pessoas, gente, emprego, miséria e inclusão social.

Bom! Não é novidade para ninguém que o PSDB não gosta do povo brasileiro. Os tucanos só defendem a alta burguesia, bancos privados e o capital internacional

Veja como foi o aparte: http://youtu.be/PPIAlvaq_oE

 

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Marcio Lacerda disse (09/08) que vai ampliar sua política de proteção aos moradores de rua. Sadismo explícito ou humor negro de péssimo gosto? Difícil imaginar como o prefeito mais desumano que já governou Belo Horizonte pode “ampliar” sua política em relação aos cidadãos em situação de rua, mas faço um esforço: demolindo o que restou do Centro de Referência e salgando o terreno; fixando facões po

ntudos e afiados sob os viadutos, passarelas e pontes; tomando tudo, mas tudo mesmo, inclusive as roupas que estiverem usando; pedindo a população que lhes negue até mesmo água; ordenando à guarda municipal que lhes molhem os cobertores com águas servidas ou enviando-os para a Síria.

Recordemos a infeliz declaração do “humano” candidato ao Estado de Minas de 31/05/2011:

“É preciso uma campanha para que não distribuam comida. O morador de rua cadastrado recebe um cartão da prefeitura que dá direito a comida gratuita nos restaurantes populares. Há algumas centenas nesse modelo. Montamos esquema para atendê-los no fim de semana. Não precisa de ninguém dar comida, eles não estão passando fome. Têm café da manhã, almoço e sopa à noite. O morador de rua pode procurar o centro de referência dele. Além disso, criamos um critério em que o morador de rua não pode se estabelecer na via. Ele pode, no máximo, ficar com o cobertor. A prefeitura tem a obrigação e o direito de recolher todos os utensílios que ele estiver carregando. “

Marcio Lacerda também se esqueceu de explicar que a contratação de 600 médicos não foi por ato de vontade, mas resultado da intimação do MPE e deu-se sob ameaça de processo por improbidade administrativa: MPE obriga Lacerda a contratar médicos.

Área social é enfatizada por candidatos à Prefeitura de BH

As políticas sociais estiveram na pauta dos principais candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte. Enquanto o candidato Patrus Ananias (PT) anunciou reforços para o combate à fome e assistência social em Belo Horizonte, o candidato à reeleição, Marcio Lacerda (PSB), destacou propostas para ampliação da rede de proteção social que já em curso.

Patrus pretende distribuir bolsas no valor de R$ 50 reais para famílias com renda por pessoa inferior a R$ 70 reais, para beneficiar parte da população carente não incluída no Programa Bolsa Família.

A medida é focada no Programa Brasil sem Miséria, do governo federal. “Nós temos o compromisso de avançar e de fazer de Belo Horizonte a primeira capital sem miséria do Brasil, em sintonia com as prioridades do governo Dilma Rousseff”, comentou, em reunião no comitê de campanha. Patrus disse que poderá aumentar de 33 para 70 o número dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) na capital.

Proteção

Ampliar a política de proteção aos moradores de rua, melhorar o atendimento especializado na saúde e investir no ensino infantil são parte da “rede de proteção social”, destacada por Marcio Lacerda ontem durante visita ao Hoje em Dia.

“Dos 600 médicos recém contratados, 135 são para consultas especializadas, então o que precisamos fazer agora é distribuir melhor esses centros especializados na cidade. Também criamos uma rede de transportes para pacientes e aumentamos as equipes que acompanham pessoas doentes em casa. Quanto às creches, aumentamos muito o PIB per capita das 196 conveniadas”, declarou.

Marcio Lacerda destacou a importância de se ampliar os programas sociais voltados aos moradores de rua. De acordo com ele, cerca de 500 já são cadastrados na prefeitura e têm direito a alimentação gratuita nos restaurantes populares. “Vamos procurar entidades para nos ajudar a oferecer refeições completas para eles nos fins de semana”.

Programa eleitoral

Com 14 minutos 19 segundos de tempo de televisão, Marcio destacou que os depoimentos de cidadãos serão grande parte de seus programas partidário. Foram levantados 72 pontos positivos de sua gestão que irão nortear os roteiros.

Já Patrus terá 8 minutos e 22 segundos na TV. “Fundamental pra nós, mais do que o tempo, é a qualidade. Vamos apresentar com toda a clareza as nossas propostas, compromissos e prioridades”, diz.

 

Estudo divulgado nesta quinta-feira (19) pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) com diversos indicadores socioeconômicos compilados mostra que, entre 2003 e 2009, a pobreza no Brasil caiu 36,5%, o que significa que 27,9 milhões de pessoas saíram da condição nesse período. Segundo a OIT, são consideradas pobres aquelas pessoas cuja renda fica abaixo de meio salário mínimo mensal per capita.

“A redução da pobreza entre os trabalhadores e trabalhadoras esteve diretamente associada ao aumento real dos rendimentos do trabalho, sobretudo do salário mínimo, à ampliação da cobertura dos programas de transferência de renda e de previdência e assistência social – que contribuíram para o aumento do rendimento domiciliar – e também pelo incremento da ocupação, principalmente do emprego formal”, diz o documento da OIT.

A OIT dedica especial atenção ao programa Bolsa Família, do governo federal. Segundo o organismo internacional, entre 2004 e 2011, a cobertura do Bolsa Família dobrou: passou de 6,5 milhões de famílias beneficiadas para 13,3 milhões, com o investimento de R$ 16,7 bilhões em recursos só em 2011.

De acordo com a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), o Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda condicionada da América Latina em número de beneficiários – cerca de 52 milhões de pessoas, o correspondente a quase a metade das 113 milhões de pessoas beneficiadas na região.

Extrema pobreza

Apesar da redução geral da pobreza, o Brasil ainda tem 8,5% de sua população vivendo em condições de extrema pobreza – ou seja, com renda mensal per capita entre R$ 1 e R$ 70. O total de brasileiros nessa condição é de 16,27 milhões de pessoas, segundo estimativa elaborada pelo IBGE com base nos resultados preliminares do Censo 2010.

O documento mostra ainda que o Nordeste tem 9,61 milhões de pessoas extremamente pobres, ou seja, 59,1% do total nacional.

A incidência da extrema pobreza na região era de 18,1%, mais do que o dobro daquela correspondente ao conjunto do país (8,5%). A segunda região com maior incidência de extrema pobreza é a região Norte (16,8%). Por outro lado, a incidência da extrema pobreza era menor nas regiões Sul (2,6% da população), Sudeste (3,4%) e Centro-Oeste (4%). (com portal UOL)

Post atualizado: Surgiu novas informações sobre o envolvimento do governador Beto Richa.

Governador de Goiás, Marconi Perillo:

Conversas gravadas pela Polícia Federal mostram que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cobrou do ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso a fatura pelo apoio à eleição do governador Marconi Perillo (PSDB). No diálogo, o bicheiro e o ex-auxiliar do governador discutem a partilha da verba publicitária do Detran, segundo Edivaldo, no valor total de R$ 1,6 milhão. Cachoeira lembra da participação que teve na campanha de Perillo e exige a maior fatia do bolo.

— Quem lutou e pôs o Marconi lá fomos nós — diz Cachoeira.

Deputado federal de Goiás, Carlos Alberto Leréia:

O contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, mandou entregar propina “embrulhada em jornal” para o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). A PF assinala que Cachoeira manda Geovani (Pereira da Silva), seu contador, “passar dinheiro para o deputado Lereia, não sendo possível identificar a que título”. Interceptações telefônicas da PF flagraram diálogos entre Cachoeira e Leréia. Também caiu no grampo o contador Geovani,, que está foragido. O contraventor o chama de Geo e pede a ele que providencie pagamentos em dinheiro vivo para Leréia.

Senador de Tocantins, Ataídes de Oliveira:

As escutas da Operação Monte Carlo mostram uma relação de grande amizade do senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) com o contraventor Carlos Cachoeira. O senador empresta avião, marca encontros para tomar vinhos e fazer negócios de milhões.

Deputado federal do Paraná, Fernando Francischini:

Havia uma troca de informações entre o grupo de Carlinhos Cachoeira e o Deputado Fernando Fracischini (PSDB-PR). As informações eram passadas por um policial federal chamado Tomé para Idalberto, o Dadá, que informava o senador Demóstenes Torres. O grupo também comenta que Francischini está mudando o título eleitoral para Brasília para candidatar à Governador.

Ex-governador e candidato a prefeito de São Paulo, José Serra [1] [2]:

[1] O Ministério Público de São Paulo e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o contraventor Carlinhos Cachoeira investigam um possível favorecimento do grupo do bicheiro em São Paulo, na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e durante o mandato de José Serra (PSDB) no governo do Estado (2007-2010) e na prefeitura paulistana (2004-2006). De acordo com reportagem da revista Isto É na edição desta semana, a suspeita é de a construtora Delta, que seria o braço operacional de Cachoeira, teria sido favorecida com a ampliação do número de contratos durante essas administrações.

[2] “Grupos educacionais que eram irrelevantes, mas que construíram boas conexões políticas com o PSDB, receberam verdadeiras fortunas”, diz Ernani de Paula. O caso que mais chama a atenção, segundo ele, é o da Faculdade Sumaré, que já soma quase R$ 70 milhões em repasses. Em seguida, há o do grupo Uniesp, que recebeu pouco mais de R$ 60 milhões.

Senador e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves:

O Estadão divulgou grampos da Operação Monte Carlo que comprovam que, atendendo aos pedidos do ex-demo Demóstenes Torres, ele ajudou a nomear uma prima do mafioso Carlinhos Cachoeira ao governo mineiro. A matéria é de Fausto Macedo: “Escutas telefônicas da Polícia Federal revelam que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) intercedeu diretamente junto a seu colega, Aécio Neves (PSDB-MG), e arrumou emprego comissionado para uma prima do empresário [o Estadão ainda insiste neste rótulo] do jogo de azar Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Mônica Beatriz Silva Vieira, a prima do bicheiro, assumiu em 25 de maio de 2011 o cargo de Diretora Regional da Secretaria de Estado de Assistência Social em Uberaba”.
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Governador de Tocantins, Siqueira Campos [1] [2]:
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[1] Sócio do contraventor Carlinhos Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), o empresário Marcelo Henrique Limírio doou R$ 300 mil para o Comitê Financeiro Único do PSDB no Tocantins, partido do governador Siqueira Campos, conforme revelou consulta feita pelo CT ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa informou ainda que o depósito da doação foi feito em dinheiro no dia 29 de outubro, ou seja, após as eleições de 2010.
 [2] “Mais um governador apareceu nas escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Desta vez, segundo revelam os relatórios da investigação, foi José Wilson Siqueira Campos (PSDB), do Tocantins. O tucano é citado em um diálogo entre Carlinhos Cachoeira e Gleyb Ferreira, sócio e braço-direito do contraventor, que está preso acusado de explorar jogos de azar em Goiás e no Distrito Federal. Na conversa, Cachoeira afirma ter um encontro marcado com Siqueira Campos e diz que um dos assuntos seria sobre Deuselino Valadares, que na época era chefe da Superintendência da Polícia Federal em Goiânia.
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Governador do Pará, Simão Jatene:
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O Ministério Público abriu investigação para apurar a ligação do Governo Jatene, do PSDB, com a Delta Construção, de Carlinhos Cachoeira. Jatene firmou contrato pagando preço absurdo para a empresa a título de aluguel de veículos para a Polícia Militar do Pará. O valor que o governo do Pará paga de aluguel, dava para comprar a frota toda de veículos para as Polícias Militar e Civil.
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Governador do Paraná, Beto Richa:
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[1] Interceptações de e-mails feitas pela Polícia Federal durante a operação Monte Carlo revelam que dois parceiros do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, planejavam, em 2010, o restabelecimento de uma loteria estadual no Paraná. Um dos envolvidos na conversa é o argentino Roberto Coppola, sócio da empresa Larami, que controlou o serviço de loterias on-line do Paraná entre 2002 e 2004. Em correspondência com o ex-cunhado de Cachoeira, Adriano Aprigio de Souza, no dia 5 de outubro de 2010, ele escreve sobre um suposto encontro para tratar do assunto com o então governador eleito Beto Richa (PSDB).
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[2] Revista Época diz que Carlinhos Cachoeira teria indicado o Secretário de Segurança do Paraná

do Brasil de Fato:

Os sinais de turbulência da crise capitalista estão afetando a vida dos trabalhadores em todo o mundo. Assistimos a governos impostos pelo FMI e Banco Mundial na Itália e Grécia, retirada de direitos sociais em todos os países, repressão à população que não aceita perder direitos conquistados, e governos que insistem em aplicar novas medidas neoliberais.

A economia de Minas Gerais atende aos interesses internacionais. Ao invés de produzir para o povo, nossa economia está centrada na produção de matéria-prima para exportação, produtos agrícolas e minerais. Diminuindo a demanda externa por conta da crise, haverá desemprego, recessão, e a conta ficará com o povo.

Para sustentar o modelo que privilegia o lucro das grandes empresas e investidores, o governo mineiro aumenta seu endividamento. De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida consolidada líquida de Minas Gerais com a União passou de R$ 13,6 bilhões, em 2000, para R$ 62,1 bilhões em 2011 – crescimento de 356,30%, enquanto a média de todos os estados foi de 110,51%. Paralelamente, a população enfrenta crescentes cortes nos gastos com políticas públicas sociais como educação, saúde e segurança.

Em Minas somos governados pela direita que se associa aos interesses mais conservadores do país. Temos uma elite que construiu tanta hegemonia na sociedade a ponto de aprofundar a agenda neoliberal e dar novo fôlego à privatização do Estado e dos serviços públicos. É o que se vê nos recentes projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) nos serviços de abastecimento de água e saneamento, segurança e saúde.

O modelo implementado em Minas, tido pelos ricos do Brasil como vitrine para os demais estados, mostra-se incapaz de financiar e promover um desenvolvimento que seja justo e solidário e de satisfazer as necessidades do povo, como terra, moradia, emprego, educação pública, transporte público, saúde pública de qualidade.

Mas o povo não é bobo. As lutas do último ano foram importantes demonstrações de força dos trabalhadores brasileiros. Ainda que constituam passos iniciais de um longo e contínuo processo de acúmulo, as movimentações abalaram a enorme hegemonia das forças conservadoras no nosso país.

O povo de Minas também foi protagonista nessa conjuntura, realizando ações que descortinaram as contradições do projeto político da direita e trouxeram para mais perto a possibilidade de construção de outro projeto, a serviço dos interesses populares.

Nesse sentido, foi emblemática a luta dos profissionais da educação pelo cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional, que, no nosso estado, resultou na mais longa greve de 2011, de 112 dias. Bem como a ampla rede de movimentos sociais e sindicatos que se articularam em apoio à luta pela educação e pela valorização dos profissionais – denominada “Quem luta educa” – e que seguem juntos, desde então, no planejamento e execução de lutas conjuntas e na solidariedade às ações das categorias e organizações.

Precisamos de um Projeto Popular, que significa a solução dos problemas do povo com mudanças estruturais. Essas mudanças somente serão possíveis com força própria da classe trabalhadora. Para isso, movimentos sociais, populares, sindicais, estudantis e lideranças do nosso estado realizam o IV Encontro dos Movimentos Sociais de 27 a 30 de abril.

As manifestações do poder popular devem ser fortalecidas e, para isso, nada melhor do que resgatar o sentido combativo do 1º de maio, como dia de luta das trabalhadoras e dos trabalhadores em Minas, no Brasil e no mundo.

do histórias pra boi acordar de historiaspraboiacordar

No dia 06/03/2012, Demóstenes Torres (DEM-GO) proferiu um discurso no Senado Federal, no qual ele tentou, sem sucesso, se eximir das acusações de corrupção. Num aparte, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) saiu em defesa do colega e declarou todo o seu respeito e admiração por aquele que estava sendo acusado de colocar o mandato de senador a serviço das atividades criminosas de um bicheiro:

do Senado Federal

O Sr. Aécio Neves (Bloco/PSDB – MG) – Ilustre Senador Demóstenes, para nós que o conhecemos e o conhecemos em profundidade talvez soasse desnecessária sua presença hoje na tribuna do Senado Federal para tratar dessa questão. Compreendo a iniciativa de V. Exª de falar ao Brasil, de prestar os devidos esclarecimentos aos brasileiros, em primeiro lugar, porque V. Exª é uma figura nacional; aos goianos que, por duas vezes, o trouxeram a esta Casa; e, por último, a seus pares. A serenidade, Senador Demóstenes que V. Exª demonstra, acompanhada da clareza de seu pronunciamento e da firmeza com que se coloca perante seus Pares só confirmam o caráter de V. Exª e isso torna-se ainda mais relevante porque vem emoldurado pela unanimidade das manifestações dos seus Pares de todas as vertentes políticas. V. Exª é um homem digno, sempre agiu dessa forma em todos os cargos públicos que ocupou. E digo mais, V. Exª, Senador Demóstenes, é dos mais preparados e destemidos homens públicos deste País e, por isso mesmo, dos mais respeitados. Esteja seguro, V. Exª, a sua família, aqueles que como eu tanto o admiram, de que será desta forma que V. Exª continuará a ser visto pelos brasileiros, pelos goianos e pelos seus Pares: com respeito e enorme admiração.

Esta é a prática de Aécio Neves: quando a corrupção bate à porta do PT, ele levanta o discurso da “honestidade”, da “moralidade”, da “ética” e da “transparência”. Mas quando a corrupção está do seu lado, o discurso muda.

Para Aécio Neves, o senador Demóstenes Torres nem precisava tentar explicar as gravações feitas pela Polícia Federal e que revelaram suas negociações com um bicheiro. O ex-governador mineiro se dispôs a abrir mão das investigações e a absolver Demóstenes sem maiores problemas, pelo simples fato de ambos fazerem parte de partidos aliados.

A mesma coisa aconteceu quando um suplente de senador do Rio Grande do Norte, João Faustino (PSDB-RN), estava sendo investigado e chegou a ser preso pela Polícia Federal. Aécio Neves se mostrou indignado com as acusações de corrupção envolvendo seu aliado. Leia aqui.

Depois, quando as escandalosas denúncias de corrupção envolvendo o PSDB vieram a tona com o livro “A Privataria Tucana”, o senador mineiro também não deu importância e até pareceu conivente com as falcatruas do PSDB durante a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso. Leia aqui.

Sua atuação como governador de Minas Gerais durante dois mandatos também não foi nenhum exemplo de transparência ou combate à corrupção: sua gestão guarda a triste marca de ser o período em que menos se apurou denúncias de irregularidades. Leia aqui.

Com uma prática política caracterizada pelo afago dos aliados encrencados, Aécio Neves não tem nenhuma credibilidade para empunhar a bandeira contra a corrupção.