Arquivo da categoria ‘Merenda Escolar’

do Os Amigos do Presidente Lula

O Ministério Público entrou na Justiça na terça-feira com uma ação civil pública contra os envolvidos no suposto esquema de fraude na merenda escolar em Pindamonhangaba, a 140 km da capital paulista, cidade natal do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Foram denunciadas 19 pessoas, incluindo o prefeito João Antônio Salgado Ribeiro (PPS) e o cunhado de Alckmin, Paulo César Ribeiro. Na investigação, Paulo César era apontado como responsável por direcionar a contratação da empresa Verdurama, que fornecia merenda. A Verdurama, suspeita de ser pivô do esquema, também foi denunciada na ação. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A Verdurama ganhou, em 2006, uma concorrência de R$ 6,8 milhões para fornecimento de merenda. O caso era investigado desde 2007 pelo Ministério Público. Constam ainda na ação Lucas Ribeiro, sobrinho de Lu Alckmin, Marcelo dos Santos, ex-diretor de licitações, e Silvio Serrano, ex-secretário de Finanças. Outras duas investigações envolvendo a prefeitura de Pindamonhangaba estão em andamento no Ministério Público. Uma delas, criminal, também é sobre o caso da merenda escolar. Há ainda uma investigação que apura suposta fraude na contratação da Sisp, empresa de informática que tem contrato de R$ 774 mil com a prefeitura. Paulo César também aparece nesse segundo inquérito como suspeito de tráfico de influência para favorecer a empresa.

do O TERROR DO NORDESTE de TERROR DO NORDESTE

Presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, o deputado Lira Maia (DEM-PA) driblou toda a base governista e conseguiu aprovar a convocação do ministro Antonio Palocci para depor sobre suas consultorias público-privadas. Não é a primeira vez que o parlamentar é acusado de entortar as regras para conseguir seus objetivos. Ele é alvo de 13 processos no STF. É recordista na matéria entre seus pares, um craque.Lira Maia responde a nove inquéritos e a quatro ações penais no Supremo. Na maioria dos processos, é acusado de crimes de responsabilidade (pelo período que foi prefeito de Santarém). As acusações variam de desvio de dinheiro do Fundeb (educação) a superfaturamento de merenda escolar, passando por formação de quadrilha.

 

Há uma ação por crime contra a Lei de Licitações, um inquérito por emprego irregular de verbas ou rendas públicas, outro por peculato (desvio de recursos), três por crime contra a organização do trabalho e um por crime praticado por funcionário público contra a administração em geral.

Havia um outro inquérito (inq 2858), por prestação de contas fora do prazo legal (crime de responsabilidade), mas prescreveu.

 

Lira Maia não sofreu nenhuma condenação, por ora, mas tampouco foi julgado. Alguns processos estão em fase final. Na ação penal 517, relatada pelo ministro Ayres Britto, foram concluídas as diligências no dia 11 de maio passado e as partes estão apresentando suas alegações finais. A acusação apresentou as suas esta semana. Agora é a vez da defesa, que tem 15 dias.

O deputado se diz perseguido pelo Ministério Público. “Todos os processos foram abertos com motivação política”, disse Lira Maia aos repórteres Eduardo Bresciani e Mariângela Galucci, no dia 11 de maio.

 

Na ocasião, ele estava em evidência porque foi um dos líderes da aprovação do plebiscito para separação do estado de Tapajós na Câmara. Ele é o deputado federal mais votado no que seria o novo Estado e tem chances de virar governador.

Os governistas devem recorrer da convocação de Palocci ao presidente da Câmara, o petista Marco Maia (RS). A novela, porém, pode não parar aí, pois ainda caberia recurso da eventual decisão de Maia à Comissão de Constituição e Justiça. Logo, se não houver acordo entre governo e oposição, Palocci poderá fazer muita “cera” antes de depor sobre os R$ 20 milhões que sua consultoria individual faturou nos últimos anos.

 

É improvável, mas há chance de a Justiça julgar Lira Maia antes que a comissão presidida por ele tome o depoimento de Palocci. Parece ser mais fácil que as necessárias explicações do ministro para seus negócios que misturam o público e o privado sejam divulgadas pelo Ministério Público do que pelo Congresso.

Abaixo, a relação e os links para os processos envolvendo o deputado Lira Maia:

Inquéritos

2742 (sob segredo de Justiça): – relator Ricardo Lewandowiski
2762: – relatora Cármen Lúcia
2875: – relator Joaquim Barbosa
2991: – relator Celso de Mello
3036: – relator Celso de Mello
3049: – relator Gilmar Mendes
3057/3058 (apensados): – relator Gilmar Mendes
2941 (sob segredo de Justiça): – relator Gilmar Mendes

Ações penais:
484: – relator Ayres Britto
517: – relator Ayres Britto
518: – relator Ayres Britto
524: – relator Ricardo Lewandowiski

Alô, Ministério Público Federal e Estadual do Pará, alô CGU… o dinheiro dos cofres públicos para merenda e educação das criancinhas do Pará está sendo alvo de estranhos contratos sem licitação com empresas de limpeza e de merenda. Depois a tucanada diz que não tem dinheiro para pagar melhor os professores.

A jornalista Ana Célia Pinheiro pegou em flagrante no diário oficial do estado. Vejam o que ela conta em seu blog:

É incrível, absolutamente espantoso, mas, rigorosamente verdadeiro: enquanto o tucano Nilson Pinto deu um pulo bem ali, ó, pra tomar posse na Câmara dos Deputados, em Brasília, seu vice, Cláudio Ribeiro, resolveu estourar a boca do balão.

De uma canetada só, Cláudio assinou quase R$ 3,6 milhões em dispensas de licitação.

Isso mesmo, você não leu errado, não: foram quase R$ 3,6 milhões em dispensas de licitação na Seduc em apenas UM dia – e neste comecinho de ano e de governo.

As dispensas são para serviços de limpeza e merenda escolar e tiveram como felizes contempladas as empresas M.A. Rezende da Costa Locações, Amazônia Norte Comercial e Serviço Ltda. E Servisan Ltda.

Tudo publicadinho no Diário Oficial…:

DIÁRIO OFICIAL Nº. 31846 de 02/02/2011
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
DISPENSAS DE LICITAÇÕES
Número de Publicação: 200716
GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
SECRETARIA ADJUNTA DE GESTÃO
NÚCLEO DE LICITAÇÃO

DISPENSA DE LICITAÇÃO
Processo n.º 399.865/2011
Dispensa de Licitação: 001/2011-
Partes: Secretaria de Estado de Educação/SEDUC e a M. A. Resende da Costa Locações.
Objeto: Prestação de serviços gerais de apoio à escola, compreendendo os serviços de limpeza, conservação, preparo e distribuição diária de merenda nas escolas estaduais administradas pela SEDUC.
Valor Global: R$ 1.946.261,34 (hum milhão, novecentos e quarenta e seis mil, duzentos e sessenta e um reais e trinta e quatro centavos).
Fundamento Legal: Art. 24, inciso IV da Lei nº. 8.666/93.
Data da Assinatura: 26/01/2011.
Cláudio Cavalcanti Ribeiro
Secretario de Estado de Educação em execício

DISPENSA DE LICITAÇÃO
Processo n.º 399.870/2011
Dispensa de Licitação: 002/2011-NLIC/SEDUC
Partes: Secretaria de Estado de Educação/SEDUC e a Amazônia Norte Comercial e Serviço Ltda.
Valor Global: R$ 775.770,00 (setecentos e setenta e cinco mil, setecentos e setenta reais).
Data da Assinatura: 26/01/2011.
Cláudio Cavalcanti Ribeiro
Secretario de Estado de Educação em execício

DISPENSA DE LICITAÇÃO
Processo n.º 399.855/2011
Dispensa de Licitação: 003/2011-NLIC/SEDUC
Partes: Secretaria de Estado de Educação/SEDUC e a SERVI SAN LTDA.
Objeto: Prestação de serviço de limpeza e conservação de áreas externas, internas, bem como, o preparo e distribuição de merenda nas escolas estaduais administradas pela SEDUC.
Valor Global: R$ 486.830,00 Data da Assinatura: 26/01/2011.
Cláudio Cavalcanti Ribeiro
Secretario de Estado de Educação em execício

DISPENSA DE LICITAÇÃO
Processo n.º 399.860/2011
Dispensa de Licitação: 004/2011-NLIC/SEDUC
Partes: Secretaria de Estado de Educação/SEDUC e a SERVI SAN LTDA.
Objeto: Prestação de serviço de limpeza das dependências da SEDUC sede, bem como, o serviço de capinação da área externa.
Valor Global: R$ 353.377,00 Fundamento Legal: Art. 24, inciso IV da Lei nº. 8.666/93.
Data da Assinatura: 26/01/2011.
Cláudio Cavalcanti Ribeiro
Secretario de Estado de Educação em execício

Amigos do Presidente Lula

Os demotucanos adoram meter a mão na merenda das criancinhas, vejam:

Tucanos já protagonizam 1º escândalo de 2011: Merendas escolares e cunhado de Alckmin

 

O DEM gosta de roubar merenda das criancinhas


José Dirceu

Registro, sem comentários, e à espera das conclusões da Justiça a respeito das investigações do caso: a polícia fez uma operação de busca e apreensão na casa do empresário Paulo César Ribeiro, cunhado do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). O empresário está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) sob a suspeita de integrar cartel acusado de superfaturar preços da merenda em contratos com prefeituras, inclusive com a de Pindamonhangaba, terra natal dos Alckmin e na qual o governador já foi prefeito.

O inquérito contra o empresário, cunhado do governador Alckmin, é conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPE-SP.

E o caso Alstom, ainda sem um desfecho

Também na virada do ano, uma juíza da 13ª Vara da Fazenda paulista determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), Robson Marinho e de mais 10 pessoas. Todas são investigadas por suspeita de terem recebido propina da Alstom em troca de contratos com estatais do governo tucano paulista, entre as quais as companhias do Metrô e Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Robson, figura de destaque da nata do tucanato, ex-chefe da Casa Civil da administração Mário Covas, já teve conta bancária secreta que lhe é atribuída bloqueada na Suíça. Ele nega irregularidades e afirma que seu patrimônio é compatível com sua renda.

A Alstom, vocês se lembram, é aquela conhecida multinacional investigada nos últimos dois anos pela Justiça européia – da Suíça e da França – sob a acusação de ter azeitado corrupção. A multi é acusada de pagar desde os anos 90 gordas propinas a políticos do PSDB e a integrantes dos governos tucanos de São Paulo para obter milionários contratos com empresas do Estado, muitos destes vencidos ou renovados ilicitamente.

É investigada na Europa, mas aqui, desde que o escândalo eclodiu há mais de dois anos, os governos tucanos do Estado colocaram uma pedra em cima. Não instauraram nenhuma apuração nas empresas alvo das denúncias, impedem que a Justiça apure o caso e derrubam os pedidos de CPI na Assembléia Legislativa – prática adotada, aliás, em relação a mais de 60 pedidos de investigação de irregularidades nos últimos 16 anos em que governam o Estado.

 

Leia mais sobre escândalos das merendas do PSDB/DEM

Indio da Costa (DEM/RJ) e Kassab (DEM/SP):

http://frasesdadilma.wordpress.com/2011/01/07/o-dem-gosta-de-roubar-merenda-das-criancinhas/

INDIO DA COSTA :

O deputado Índio da Costa (DEM-RJ)  foi um dos alvos da CPI na Câmara dos Vereadores que investigou superfaturamento e má-qualidade nos alimentos comprados para a merenda escolar.

Relátório da vereadora do PSDB Andréia Gouvêia Vieira

O relatório de Andrea concluiu que a licitação para a compra de gêneros alimentícios para a merenda, entre julho de 2005 e junho de 2006, realizada pela Secretaria Municipal de Administração e pela Secretaria Municipal de Educação, no valor de R$ 75.204.984,02, causaram prejuízo aos cofres públicos. 99% do fornecimento ficaram concentrados numa única empresa, a Comercial Milano, que apresentou uma engenhosa combinação de preços em suas propostas. A licitação ocorreu num único dia, mas foi dividida 10 coordenadorias de educação (CREs). O “curioso” foi que esta empresa ofertou preços diferentes para o mesmo alimento. O preço do frango da proposta da Milano, por exemplo, para Santa Cruz, era cerca de 30 % mais caro do que o preço ofertado para Campo Grande. Detalhe: em Santa Cruz a Milano não teve concorrentes e em Campo Grande sim. Como ela soube da falta de concorrentes, um mistério. E a Prefeitura aceitou isso! Pagou à mesma empresa, pela mesma mercadoria, preços muito diferentes. Essa foi a característica geral dessa licitação: uma combinação de preços que otimizaram os ganhos de uma única empresa fornecedora em prejuízo dos cofres públicos.

Na primeira parte do relatório, a CPI concluiu que o então Secretário de Administração, Índio da Costa, deveria ter cancelado a licitação porque as regras do edital levaram a um resultado que contrariou o objetivo inicial de atrair dezenas de pequenos comerciantes locais a vender para as escolas dos bairros, descentralizando o fornecimento, e pelo melhor preço. Ao contrário, a licitação acabou por provocar a maior concentração de entrega de gêneros alimentícios na história da merenda escolar.

Como evidência incontestável do prejuízo aos cofres públicos, o relatório revelou que o pregão presencial adotado depois da instalação da CPI pelo sucessor do Secretário Índio, um ano depois, possibilitou uma economia de cerca de R$ 11 milhões na compra da mesma merenda escolar.

Durante o processo licitatório, segundo o relatório da CPI, foram identificadas diversas irregularidades no registro das atas das reuniões de entrega, abertura e verificação de documentos. Chamou a atenção o fato de a empresa Milano ter sido a única a ter acesso aos documentos das empresas concorrentes ainda durante o período em que a Comissão de Licitação analisava a documentação dia 23 de março de 2005, enquanto os pedidos de vista das demais só ocorreram após o dia 31 do mesmo mês, quando já havia sido anunciado o julgamento dos documentos.

Uma das empresas eliminadas – a única que conseguiu na Justiça liminar para que a Secretaria de Administração não destruísse sua proposta de preços – mostrou, quase um ano depois, quando a Justiça obrigou a abertura do envelope, que se não tivesse sido desabilitada, teria vencido a Milano em vários quesitos, com condições mais vantajosas para o Município.

A Prefeitura não conseguiu demonstrar, de forma objetiva, como a empresa Milano conseguiu um resultado tão favorável. A única explicação dada pelo
então Secretário de Administração, Índio da Costa, e pelos diretores da Milano, de que o acerto se deu em virtude do estudo das concorrências anteriores, levou a CPI a duas conclusões:

1- Se era possível antecipar resultados, houve falha nas regras do edital.

2- Se a Administração municipal aceitou pagar, pelo mesmo produto, preços significativamente diferenciados, sem que houvesse uma explicação objetiva para esse fato – custo de logística, por exemplo – não cumpriu um dos preceitos da licitação que é comprar pelo menor preço.

As duas conclusões deveriam ter levado a Secretaria de Administração a, obrigatoriamente, cancelar a licitação.

Na segunda parte do relatório apresentado pela vereadora Andrea Gouvêa Vieira, a CPI concluiu que houve omissão, negligência e despreparo na fiscalização do contrato assinado com a empresa Milano, que reiteradamente entregou, durante todo o ano, carne bovina e frango fora das condições exigidas, trazendo complicações ao funcionamento já precário de muitas escolas, dificultando o preparo das refeições, e, em muitas ocasiões reduzindo a quantidade de alimento, principalmente carne e frango, no prato das crianças.

Depoimentos de merendeiras e o relatório das visitas às escolas feito pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE), enviado à CPI, comprovaram a omissão da Secretaria de Educação que, apesar da continuada e permanente reclamação das escolas, não se posicionou de forma adequada para exigir o cumprimento do contrato.

Ao contrário, disse a CPI, o total de multas, de R$ 8.330,28, ao longo do ano, num contrato de R$ 75 milhões, claramente induziu a empresa Milano a insistir na entrega do alimento fora dos padrões contratuais, diante de tão pequena penalização.

Documento em poder da CPI revelou que auditoria da Controladoria Geral do Município responsabilizou a Secretaria de Educação pela fragilidade no acompanhamento da execução do contrato, vindo ao encontro das conclusões da CPI.

O documento propôs as devidas ações para responsabilização civil e criminal dos infratores, em especial dos dois secretários – de Administração e de Educação, principais responsáveis, no mínimo, pela relapsia no trato da coisa e do dinheiro públicos. O primeiro, Índio da Costa, ao homologar uma licitação cujo resultado era evidentemente contrário ao interesse da administração; e a segunda, Sonia Mograbi, ao negligenciar por completo a fiscalização da execução do contrato. “Em ambos os casos, é de ser aferida tanto a responsabilidade pessoal dos secretários quanto a dos agentes a eles subordinados, quer na condução da licitação, que levou à elaboração do contrato, no caso da SMA, quer na fiscalização e acompanhamento da sua execução, no caso da SME”.

Além do Ministério Público Estadual, a CPI encaminhou o relatório ao Ministério Público Federal, uma vez que parte dos recursos da merenda escolar são repasses de verba do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Também foram encaminhadas cópias do relatório à Delegacia de Polícia Fazendária, ao Tribunal de Contas do Município e à Prefeitura do Rio.

KASSAB:

Desvios de verbas que podem chegar a R$ 300 milhões por ano

Promotores de Justiça e policiais civis de São Paulo e Minas Gerais cumpriram ontem 21 mandados de busca e apreensão, atrás de provas contra um cartel que fornece merenda escolar para 30 prefeituras nos dois estados, inclusive as das capitais. O esquema investigado inclui, além da formação de cartel, lavagem de dinheiro, pagamento de propinas a servidores públicos, falsificação de notas fiscais e fraude em licitações.

Em São Paulo, Belo Horizonte e outras cinco cidades paulistas e mineiras os agentes apreenderam computadores e documentos.

A investigação começou em 2008, quando foi constatado o pagamento irregular de R$ 15 milhões, pela Prefeitura de Ribeirão das Neves (MG), a uma fornecedora de merenda.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, empresas fornecedoras de merenda procuravam o candidato melhor colocado na disputa pela Prefeitura e ofereciam financiamento para a campanha. Quando ele assumia o cargo, favorecia a empresa contratando o fornecimento de alimentos para escolas.

Temos prova de que isso aconteceu na gestão de Gilberto Kassab (São Paulo) e também em Belo Horizonte”, disse o promotor Silvio Antônio Marques, titular da Promotoria de Patrimônio Público do MP.

A Prefeitura de São Paulo alega que há quase um ano foi realizada nova licitação para fornecimento de merenda e que algumas empresas saíram, enquanto outras, que não teriam nenhum “impedimento”, permanecem atuando.

outra do Kassab:

A empresa que fornece frutas, legumes, hortaliças e ovos usados na merenda escolar da rede municipal de São Paulo obteve seu contrato -que já passa de R$ 73 milhões- em uma concorrência suspeita.


Um funcionário dela representou formalmente uma empresa adversária no pregão da gestão Gilberto Kassab (DEM) para adquirir os alimentos in natura. Ele apresentou e negociou as propostas da concorrente -que perdeu e permitiu ao verdadeiro patrão do funcionário ganhar a disputa.


A situação, documentada em atas no “Diário Oficial”, é indício de que, na prática, não houve competição entre as empresas, dizem especialistas.
O contrato da prefeitura com a Ceazza Distribuidora de Frutas, Verduras e Legumes, firmado no final de 2006, tem validade até maio deste ano. Ela foi a vencedora da licitação com um preço 0,1% inferior ao da JJ Comercial e 0,7% inferior ao da Pontual Comercial Agrícola.


No pregão, a Pontual foi representada por Ezequiel Aparecido Rodrigues de Oliveira, que é empregado formal do grupo Ceazza há oito anos.


Especialistas em licitação ouvidos pela reportagem avaliam que essa condição sinaliza um vínculo que pode ter frustrado a disputa. Mas eles se dividem quanto à comprovação.
Professor da Fatec, Paulo Boselli diz que ela é suficiente para caracterizar uma “irregularidade por fraude à competição”. O fato de um funcionário ter acesso prévio à proposta e à estratégia da concorrente também é contestado. “Afinal, será que ele estava defendendo os interesses da empresa A ou B?”
O advogado Carlos Ari Sundfeld avalia que a situação “é um indício” de “acordo” que merece investigação, mas que ela “não é suficiente, por si só, para caracterizar a irregularidade”.


Segundo Sundfeld, são frequentes os acertos entre empresas antes de licitações para fazer “jogo de cena” e aparentar “uma disputa que não existe”.
O objetivo, diz, além da divisão de mercado, é garantir que a concorrência não seja dada como “fracassada”. Ou seja, dar legitimidade para que ela seja mantida pelo poder público.


A lei de licitações considera crime (sujeito a até quatro anos de detenção) “frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório”.
O contrato obtido pela Ceazza faz parte do modelo de autogestão da merenda escolar, pelo qual a prefeitura adquire os alimentos e seus servidores preparam a refeição dos alunos.


A administração Kassab também adota outro modelo, em mais de dois terços das escolas, pelo qual todos os serviços são terceirizados -a empresa compra os produtos, prepara a merenda e a entrega.


Esse contrato terceirizado já é investigado pela Promotoria por suspeita de conluio entre as concorrentes no pregão de maio de 2007, além da má qualidade de serviços e produtos.


O Ministério Público Estadual inclusive já recomendou que a prefeitura substitua esse modelo pelo de autogestão.


Uma das empresas investigadas é a SP Alimentação, a quem a Ceazza é ligada. Eloizo Gomes Afonso é sócio de ambas. Com uma, fornece a comida escolar terceirizada. Com outra, vende os alimentos para a autogestão.


Fonte: Macro ABC, Boteko Vermelho, Blog do Favre, O Dia e FSP