Arquivo da categoria ‘Governos do PT’

Os demotucanos estão mais loucos que antes. No governo Lula criaram um movimento de caráter golpista chamado “CANSEI” para atacar o presidente.

Agora criaram um “movimento” no twitter com a tag #abaixodecreto, protestando contra a possibilidade de Dilma Rousseff aprovar o valor do salário mínimo sem necessidade de passar pelo Poder Legislativo. E lógico, estão contra a garantia de que em 2012 o salário mínimo seja de R$ 620. Já viram a direita a favor de aumento do salário mínimo? Sempre dizem que é eleitoreiro ou populista. Duvida?

Em 2010 a oposição votou contra o aumento do salário mínimo. Dizia ser eleitoreiro

E eu achando que eles estavam CANSADOS. Pena que os argumentos deles mostrem o contrário:

 

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Como pode ser visto, a manifestação pode ser resumida a xingamentos contra a Presidenta Dilma e partidos da base governista.

Se vingar a ideia de manifestação real, eu gostaria de propor o nome do movimento: EXAUSTOS. Já que CANSEI não vingou

Já possuem até vídeo no youtube:

 

Obs.: Por pedidos, retirei as fotos

Estava lendo os “blogs sujos”, e dei uma olhada nos “limpinhos” também. Em um desses últimos havia um post sobre uma tuitada que o Serra deu sobre a criação do PROTEC pelo Governo Dilma.

Serra escreveu no seu twitter:
“Parabéns ao governo pelo anúncio do Protec  – o Prouni do ensino técnico, que propus na campanha. Bolsa para pagar anuidades do ensino técnico”
E também:
“Bem, fiz certa ironia, que nem todos compreenderam: o governo do PT copiou uma idéia nossa – Protec -  que, na campanha, eles atacavam.”
PORÉM, eis que descubro que o PROTEC foi um Projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Antonio Palocci.

Tal informação pode ser conferida no endereço eletrônicohttp://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=379572
Segue abaixo um “cópia e cola” do contido nessa página da Câmara:
“Projeto de Lei e Outras Proposições

Consulta Tramitação das Proposições
Proposição: PL-2551/2007

Autor: Antonio Palocci – PT /SP

Data de Apresentação: 05/12/2007

Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário

Regime de tramitação: Prioridade

Situação: MESA: Arquivada.

Ementa: Autoriza o Poder Executivo a criar o Programa de Educação Profissional Técnica de Nível Médio para Todos – PROTEC, e dá outras providências.

Indexação: Criação, Programa, Educação Profissional, Educação Técnica, Nível Médio, isenção, imposto de renda, pessoa jurídica, (CSLL), (PIS), instituição privada de ensino, escola particular, concessão, bolsa de estudo, curso técnico, limitação, renda per capita, estudante. isenção fiscal, entidade,

Despacho:

13/12/2007 – Às Comissões de Educação e Cultura; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RICD) e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) – Art. 24, II Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II Regime de Tramitação: Ordinária
Legislação Citada
Apensados

PL 4442/2008

PL 7395/2010

Última Ação:

Data
31/1/2011 -  Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA) -  Arquivado nos termos do Artigo 105 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
Andamento

Obs.: o andamento da proposição fora desta Casa Legislativa não é tratado pelo sistema, devendo ser consultado nos órgãos respectivos.

Data

5/12/2007 PLENÁRIO  (PLEN)

Apresentação do Projeto de Lei pelo Deputado Antonio Palocci (PT-SP).(íntegra)

13/12/2007 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)

Às Comissões de Educação e Cultura; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RICD) e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) – Art. 24, II Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II Regime de Tramitação: Ordinária (íntegra)

13/12/2007 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)

Encaminhamento de Despacho de Distribuição à CCP para publicação.

19/12/2007 COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES  (CCP)

Encaminhada à publicação. Publicação Inicial no DCD de 20/12/07 PÁG 67875 COL 02(publicação)

20/12/2007 Comissão de Educação e Cultura  (CEC)

Recebimento pela CEC.

27/3/2008 Comissão de Educação e Cultura  (CEC)

Designado Relator, Dep. Carlos Abicalil (PT-MT)

28/3/2008 Comissão de Educação e Cultura  (CEC)

Prazo para Emendas ao Projeto (5 sessões ordinárias a partir de 31/03/2008)

9/4/2008 Comissão de Educação e Cultura  (CEC)

Encerrado o prazo para emendas ao projeto. Não foram apresentadas emendas.

12/12/2008 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)

Apense-se a este o PL-4442/2008.(íntegra)

1/6/2010 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)

Apense-se a este(a) o(a) PL-7395/2010.(íntegra)

17/12/2010 Comissão de Educação e Cultura  (CEC)

Devolvida sem Manifestação.

31/1/2011 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA)

Arquivado nos termos do Artigo 105 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.”

Pois é, caro PHA.
O Çerra agora vai pedir desculpas pelo twitter?
É assim que o Çerra quer ser o grande líder da oposição no Brasil?
Muito tucano vai rir quando ler esta matéria.
Em tempo: sabemos que o Palocci não pode ver um repórter (notadamente da Globo) que logo quer falar. Mas, contra fatos não há argumentos: o projeto é dele.

Conversa Afiada

“Eu decidi que é um dever do Estado brasileiro proporcionar a todos as condições de acesso regular e seguro aos medicamentos requiridos. Hoje, no momento em que meu governo completa um mês, eu tenho a satisfação de honrar esse compromisso que eu assumi”, comemorou.

Ao apontar dados referentes às duas doenças, a presidente enfatizou que desde que tratados, os portadores de diabetes e hipertensão podem levar uma vida normal e ativa e que, nesse sentido, o governo trabalha para que o tratamento não seja interrompido. Além disso, lembrou a presidente, a distribuição de tais medicamentos por meio da rede de farmácias particulares irá desonerar o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Essas duas doenças prejudicam cada vez mais a saúde de homens e mulheres em nosso país. Em 2009, para a gente ter uma ideia, elas juntas foram responsáveis por 34% do total de óbitos no Brasil. Cerca de 30% da população adulta nem sabe que possui diabetes ou hipertensão”, afirmou.

Após a cerimônia, a presidente Dilma Rousseff concedeu uma rápida entrevista aos jornalistas e afirmou que “no primeiro mês [de governo] foi muito trabalho e acredito que é uma indicação da quantidade de trabalho que terei nos próximos”.

Portaria

O evento marcou também o anúncio do credenciamento da drogaria de número 15 mil no Aqui Tem Farmácia Popular, que atualmente beneficia, por mês, cerca de 1,3 milhão de pessoas em todo país. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou a portaria que regulamenta a distribuição gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes, bem como estabelece o prazo máximo — até o dia 14 deste mês – para que as farmácias conveniadas se adaptem às novas regras.

De acordo com o Ministério da Saúde, o orçamento anual do programa Aqui Tem Farmácia Popular é de R$ 470 milhões, e o impacto dessa nova medida será definido com base nas informações do sistema de gerenciamento do programa.

Presente em mais de 2,5 mil municípios, o programa Farmácia Popular foi criado em 2004 com o objetivo de oferecer medicamentos essenciais a um baixo custo para a população, melhorando o acesso e beneficiando uma maior quantidade de pessoas. Os medicamentos podem ser adquiridos na rede “Aqui Tem Farmácia Popular”, onde o cidadão deve apenas apresentar um documento com foto, CPF e a receita médica para ter acesso ao benefício.

Fonte: Blog do Planalto

Parlamentares oposicionistas, para “cumprir tabela”, chamou o discurso da presidenta Dilma, ao encaminhar mensagem ao Congresso, de genérico, de discurso de intenções, sem detalhar…

Os repórteres do PIG ouviram, engoliram e levaram a sério esses comentários errados e preguiçosos da oposição, por mau jornalismo e ignorância.

O discurso é uma apresentação da mensagem, pronunciado à nação e ao parlamento. A mensagem completa é detalhada em um camalhaço de 416 páginas, entregue ao presidente do Congresso logo após o discurso, bem na vista dos repórteres do PIG.

A imprensa “pagou o mico” de semear a ignorância e publicar os comentários inúteis e errados dos oposicionistas sem corrigi-los… ou eles queriam que no discurso fossem lidas as 416 páginas, batendo o recorde de Fidel Castro em discursos longos?

José Eduardo Dutra (presidente do PT) respondeu: a oposição sabe que não caberia detalhar em discurso, mas “tem que reclamar”.

A mensagem completa de 416 páginas foi disponibilizada no blog do Planalto, e pode ser pega neste link aqui do Planalto.

Amigos do Presidente Lula

 

Mensagem publicada no Twitter do ex-governador José Serra, supostamente criada pelo apresentador de televisão Marcelo Tas, fez com que o ministro da Educação, Fernando Haddad, se pronunciasse, neste sábado (29).
No dia 19 de janeiro, Serra publicou em seu Twitter esta frase, atribuindo a autoria a Tas.
Todavia, a mensagem não estava mais publicada no perfil do apresentador do CQC neste sábado.

Haddad chamou de “histeria” as críticas da oposição. “Se teve falhas pontuais que podem ser superadas, você vai abdicar de um projeto transformador em função da histeria promovida por algumas pessoas com interesse político nisso? Eu acho realmente uma pena que algumas pessoas tenham dedicado tanto esforço para promover histeria ao invés de compreender a envergadura do projeto que está em curso”, criticou. Haddad também relembrou a Serra o papel que ele ocupa na história política recente do País. “Ele tem de responder pela administração dele. Acho pequeno a pessoa que pretendeu governar o País se aliar ao que tem de menor para fazer uma crítica desse tipo”.

O ministro acompanhou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em compromissos nas cidades mineiras de Viçosa e Ubá. Lula recebeu o título de doutor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), nesta sexta-feira (28), e uma comenda da Prefeitura de Ubá, neste sábado.

Fonte: Brasília Confidencial

Nota da CGU sobre matéria da revista Veja

1. A matéria publicada na última edição da revista Veja sobre a Controladoria-Geral da União é, obviamente, uma reação à carta-resposta (não divulgada pela revista) que o Ministro-Chefe da CGU, Jorge Hage, enviou-lhe nos últimos dias de 2010, diante da edição de “Retrospectiva” do final do ano passado

2. Isso não obstante e tendo em conta o respeito que a CGU deve aos profissionais que integram seus quadros e, ainda, à opinião publica que sempre acompanhou e reconheceu o seu trabalho sério e republicano, passamos a repor aqui (tendo em vista que a revista nos nega o espaço para resposta) a verdade sobre cada uma das afirmações contidas na matéria:

a) A revista afirma que a CGU produziu, recentemente e de última hora, um Relatório de Auditoria sobre a FUNASA com o intuito de ajudar o Partido dos Trabalhadores a afastar dali o PMDB.
A VERDADE: o repórter Bernardo Melo Franco, do jornal Folha de S. Paulo, pesquisou no site da CGU relatórios pré-existentes, que remontam a 2002, sobre diversos processos de Tomadas de Contas Especiais, envolvendo inúmeros órgãos do governo. O interesse do repórter pelos processos referentes à Funasa só pode ser explicado por ele próprio.

Significativamente, no mesmo final de semana em que circulou o exemplar da revista com a matéria que aqui se contesta, também o jornal “O Estado de S. Paulo”, publicou, como manchete principal, a matéria intitulada “Alvos de disputa no segundo escalão somam R$ 1,3 bi em irregularidades”, utilizando a mesma fonte de dados: os relatórios disponíveis desde sempre no site da CGU. A reportagem do “Estadão”, porém, diferentemente da da “Folha”, direciona seu foco para vários órgãos controlados, segundo a matéria, por diferentes partidos, inclusive o PT, o que demonstra:

1) que tais publicações não se deveram a iniciativas da CGU, e sim dos jornais:

2) o caráter republicano das ações da CGU, que se realizam sem levar em conta o partido eventualmente interessado; e

3) a credibilidade que, por isso mesmo, têm os nossos trabalhos.

b) A revista sustenta que a CGU se omitiu de atuar em episódios como o chamado “mensalão”.
AVERDADE: não compete à CGU, um órgão do Executivo, fiscalizar a conduta de membros do Poder Legislativo. Todavia, todos os fatos denunciados à época envolvendo órgãos do Executivo como alvos de desvios (que serviriam para pagamento de propinas a parlamentares) foram objeto de amplas auditorias por parte da CGU. Só para dar um exemplo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos passou por auditorias amplas e minuciosas, acompanhadas, pari passu, pelo Ministério Publico, que resultaram em dezenas de relatórios, amplamente divulgados à época e disponíveis também, desde então, no site da CGU. Os caminhos para consultar todos esses relatórios no site foram mostrados ao repórter da Veja, que recebeu toda a assistência e atenção, durante cerca de duas horas, inclusive sendo recebido pelo próprio ministro, sendo-lhe entregue, ainda, uma relação completa das demissões, inclusive de diretores da ECT, ocorridas em conseqüência das irregularidades constatadas pela auditoria da CGU.

c) A revista afirma que a CGU se apressou em inocentar a ex-ministra Erenice Guerra, de irregularidades denunciadas na mídia, durante a última campanha eleitoral.

A VERDADE: as denúncias apuradas e descartadas pela CGU nesse caso foram aquelas desprovidas de quaisquer fundamentos. No caso do DNPM, por exemplo, a mídia indicou possível favorecimento à empresa do esposo da ex-ministra, cujas multas aplicadas pelo órgão teriam sido canceladas indevidamente. Logo se verificou que a própria área jurídica do DNPM havia reconhecido erro na aplicação das multas e recomendado à direção seu cancelamento para o necessário recálculo, o que foi feito. As multas foram, então, novamente impostas e vinham sendo pagas regularmente pela empresa em questão. Não havia, portanto, fundamento para que o caso fosse levado adiante. O mesmo se deu (ausência de fundamento) com as denúncias sobre a EPE e o BNDES. Outros casos, mais sérios e mais complexos, denunciados pela mídia na mesma ocasião, continuam sendo investigados, como o que envolve a empresa MTA e a ECT, cujos resultados serão divulgados em breves dias.

d) A Veja diz, quanto aos cartões de pagamento, que a ação da CGU se limitou a elaborar uma cartilha com orientações e passou a investigar gastos de “integrantes da administração tucana”.

A VERDADE: além de elaborar a cartilha, dirigida a todos os gestores que lidam com suprimento de fundos, todas as denúncias (inclusive as que envolveram ministros) sobre irregularidades com esse tipo de gasto foram apuradas e tiveram seus resultados amplamente divulgados na mídia. Três ministros devolveram gastos considerados impróprios para serem feitos com o cartão e uma ministra teve que deixar o governo, como amplamente divulgado à época. E tudo isso está também disponível a qualquer cidadão, no site da CGU. O que a revista não registra é que foi do Governo Lula, por proposta da CGU, a iniciativa de dar transparência a esse tipo de gasto, divulgando tudo na internet para fiscalização da sociedade, exatamente para corrigir possíveis desvios e distorções. E quem delimitou o escopo dos trabalhos, inclusive retroagindo ao segundo mandato do Governo FHC, não foi a CGU, mas a própria “CPMI dos Cartões Corporativos”, que, por meio da aprovação do Requerimento nº 131, de 12 de março de 2008, estabeleceu que o seu objetivo seria analisar a regularidade dos processos de prestações de contas de suprimento de fundos dos últimos 10 anos.

e) A revista afirma que o caso “Sanguessugas” surgiu de denúncias na imprensa.

A VERDADE: a Polícia Federal, o Ministério Público e toda a imprensa, sabem que a “Operação Sanguessuga”, assim como tantos outros casos que desaguaram em operações especiais para desmantelar esquemas criminosos, foi iniciada a partir de fiscalizações da CGU nos municípios. Aliás, a mesma matéria do jornal “O Estado de S. Paulo” citada no item “a” desta nota enumera muitos desses casos, em retranca de apoio à matéria principal, intitulada “Ações da CGU norteiam as megaoperações da PF”.

f) A revista atribui ao Ministro-Chefe da CGU, afirmação de que este órgão dá “prioridade ao combate da corrupção no varejo”.

A VERDADE: O que foi dito ao repórter foi que nos pequenos municípios o cidadão comum sente mais diretamente os desvios de merenda escolar e medicamentos do que os efeitos dos grandes escândalos ocorridos nos grandes centros (o que é aliás fácil de entender). Não se disse que a CGU prioriza isso ou aquilo, pois ela combate a corrupção com a mesma prioridade, independentemente do tamanho de cada caso.

g) A reportagem da Veja tece considerações absurdas sobre relatório referente a auditoria em projeto de cooperação técnica internacional celebrado entre o Ministério da Integração Nacional e a FAO, no exercício de 2002.

A VERDADE: a eventual ocorrência de divergências entre as equipes de auditoria e as chefias de cada Coordenação, embora não sejam freqüentes, são naturais no processo de homologação dos relatórios. O processo usual é que por meio do debate se tente alcançar o consenso. Quando o consenso não é possível, o importante é que o processo se dê de forma transparente. Ora, a própria reportagem se encarrega de esclarecer que a direção da Secretaria Federal de Controle Interno (unidade da CGU) expressou seu entendimento divergente por escrito e fundamentadamente, tendo ficado também registrado nos autos a opinião dos demais servidores. Neste caso, como em tudo o mais, as coisas se fazem na CGU com plena observância do princípio da transparência.

h) A revista afirma ter havido atrito entre a CGU e a Polícia Federal durante a Operação Navalha, e que a CGU estaria “contribuindo para atrasar o desfecho do trabalho”.

A VERDADE: Isso nunca ocorreu. Prova disso, é que a Subprocuradora-Geral da República encarregada do caso afirmou, por mais de uma vez, que sem os relatórios de CGU não teria sido possível oferecer denúncia contra os acusados. E outra prova é que as punições foram rapidamente aplicadas no caso pela CGU, inclusive a declaração de inidoneidade da principal construtora envolvida.

Como se vê, a realidade é muito diferente do que se lê na revista.
Estes esclarecimentos que fazemos agora não serão encaminhados à Revista, pela simples razão de que ela se recusa a publicar nossas respostas. Contudo, a CGU se sentiu na obrigação de prestá-los, como já dito no início, em respeito aos seus servidores e à opinião pública em geral.

Assessoria de Comunicação Social

Ainda que o Senado brasileiro venha a ratificar o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas EUA-Brasil (TSA, na sigla em inglês), o governo dos Estados Unidos não quer que o Brasil tenha um programa próprio de produção de foguetes espaciais. Por isso, além de não apoiar o desenvolvimento desses veículos, as autoridades americanas pressionam parceiros do país nessa área – como a Ucrânia – a não transferir tecnologia do setor aos cientistas brasileiros.

A restrição dos EUA está registrada claramente em telegrama que o Departamento de Estado enviou à embaixada americana em Brasília, em janeiro de 2009 – revelado agora pelo WikiLeaks ao GLOBO. O documento contém uma resposta a um apelo feito pela embaixada da Ucrânia, no Brasil, para que os EUA reconsiderassem a sua negativa de apoiar a parceria Ucrânia-Brasil, para atividades na Base de Alcântara no Maranhão, e permitissem que firmas americanas de satélite pudessem usar aquela plataforma de lançamentos.

Além de ressaltar que o custo seria 30% mais barato, devido à localização geográfica de Alcântara, os ucranianos apresentaram uma justificativa política: “O seu principal argumento era o de que se os EUA não derem tal passo, os russos preencheriam o vácuo e se tornariam os parceiros principais do Brasil em cooperação espacial” – ressalta o telegrama que a embaixada enviara a Washington.

A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que “embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil“. Mais adiante, um alerta: “Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil“.

O Senado brasileiro se nega a ratificar o TSA, assinado entre EUA e Brasil em abril de 2000, porque as salvaguardas incluem concessão de áreas, em Alcântara, que ficariam sob controle direto e exclusivo dos EUA. Além disso, permitiriam inspeções americanas à base de lançamentos sem prévio aviso ao Brasil. Os ucranianos se ofereceram, em 2008, para convencer os senadores brasileiros a aprovarem o acordo, mas os EUA dispensaram tal ajuda.

Os EUA não permitem o lançamento de satélites americanos desde Alcântara, ou fabricados por outros países mas que contenham componentes americanos, “devido à nossa política, de longa data, de não encorajar o programa de foguetes espaciais do Brasil”, diz outro documento confidencial.

Viagem de astronauta brasileiro é ironizada

Sob o título “Pegando Carona no Espaço”, um outro telegrama descreve com menosprezo o voo do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Cesar Pontes, à Estação Espacial Internacional levado por uma nave russa ao preço de US$ 10,5 milhões – enquanto um cientista americano, Gregory Olsen, pagara à Rússia US$ 20 milhões por uma viagem idêntica.

A embaixada definiu o voo de Pontes como um gesto da Rússia, no sentido de obter em troca a possibilidade de lançar satélites desde Alcântara. E, também, como uma jogada política visando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Num ano eleitoral, em que o presidente Lula sob e desce nas pesquisas, não é difícil imaginar a quem esse golpe publicitário deve beneficiar.

Essa pode ser a palavra final numa missão que, no final das contas, pode ser, meramente ‘um pequeno passo’ para o Brasil” – diz o comentário da embaixada dos EUA, numa alusão jocosa à célebre frase de Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, dizendo que seu feito se tratava de um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a Humanidade.