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Randolfe destaca postura do ‘JB’ em “momentos difíceis da história”

Recortei da matéria somente o que interessa:

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou nesta segunda-feira (16) que a posição de independência nos momentos mais difíceis da história é o que mais o impressiona na trajetória de 120 anos do  Jornal do Brasil.

A mesma postura de independência, de acordo com o senador, se repetiu no Estado Novo (1937-1945) e no regime militar instaurado em 1964. Em 2 de abril daquele ano, enquanto o conjunto dos jornais noticiava a implantação de novo governo no país, o  Jornal do Brasil circulou com a manchete: “Goulart resiste no Sul e Congresso empossa Mazzilli”.

- O jornal destacou que o que estava ocorrendo naquele momento era concretamente um golpe militar e civil. Foi o Jornal do Brasil o único a veicular a verdade naquele 2 de abril de 1964.

Randolfe citou várias outras manchetes do JB em momentos críticos da vida política do país, como a de 14 de dezembro de 1968, um dia depois da edição do Ato Institucional 5 (AI-5), com destaque para a decretação do recesso do Congresso Nacional por tempo ilimitado.

- No cantinho da página estava lá: “Ontem foi o dia dos cegos” – lembrou Randolfe.

Para o senador, em diferentes episódios da vida política nacional, o JB tomou posição clara pela democracia e “não titubeou em relação a isso, nem ocupou a posição cômoda da neutralidade”.

 

Randolfe crê que o povo brasileiro é bobo, que é um povo sem memória. Como ele pode achar que nós esquecemos que o Jornal do Brasil, o Globo, Estado de São Paulo, Folha da Manhã, Correio da Manhã, entre outros apoiaram a ditadura?

O que Randolfe faz é tirar o cabeçalho do contexto, agradando assim o Jornal do Brasil, que sempre adotou postura golpista. O que mais envergonha é que o senador é membro de um partido que se diz de esquerda e socialista, o famoso PSOL, que agora faz oposição se unindo com a direita.

Vejam o editorial do Jornal do Brasil no dia 01 de abril de 1964 e me digam: tem cabimento dizer que o jornal apoia a democracia?

Apresentação: “Surgiu a ideia de criar uma série de postagens intituladas “PIGLEAKS” onde serão copiadas as matérias do PIG que visavam atacar os movimentos sociais, políticas benéficas para a população brasileira e também as que defendiam o golpe cívico-militar.

Contextualização:

Em 13 de Março de 1964, o então presidente da república João Goulart, ou Jango como era conhecido, reuniu na Central do Brasil, Centro do Rio de Janeiro, aproximadamente 150 mil pessoas entre sindicalistas, organizações de trabalhadores, servidores públicos, militares, estudantes, entre outros. Seu interesse era apresentar a decisão do governo federal de implementar reformas que anteriormente foram bloqueadas pelo congresso, como a reforma agrária, bancária, administrativa, universitária e eleitoral. Jango, havia conseguido naquela ocasião a desaprovação e oposição dos setores dominantes do país ao convocar as massas para implementar tais reformas. Essa atitude de Jango, faz com que os seguimentos conservadores da sociedade Brasileira, utilizassem contra ele um discurso anticomunista. Movimentos de mulheres ligadas à Igreja assim como vários seguimentos do clero, foram as ruas em apoio à uma burguesia conservadora, e contra um presidente que se mostrava contra os interesses maiores dos donos de terras, principalmente.

A primeira dessas demonstrações de não aceitação das ideias de Jango, e em defesa da burguesia brasileira, aconteceu no dia 19 de março de 1964, em São Paulo, dia de São José, padroeiro da Família. Ela levou às ruas 500 mil pessoas. Em 2 de abril, a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, agora denominada “Marcha da Vitória”, levou às ruas do Rio de Janeiro um milhão de pessoas, que receberam os militares do “Golpe de 64″ de braços abertos, como a proteção da família… Ou seria de seus bens, da “ameaça” vermelha, o comunismo.

 

No Jornal do Brasil, no dia primeiro de abril de 1964, saiu a convocação daMarcha da Família com Deus pela Liberdade:

Acompanhem mais do #PIGLeaks em: http://frasesdadilma.wordpress.com/tag/pigleaks/

Apresentação:

“Surgiu a ideia de criar uma série de postagens intituladas “PIGLEAKS” onde serão copiadas as matérias do Partido da Imprensa Golpista que visam atacar os movimentos sociais, políticas benéficas para a população brasileira e também as antigas matérias que defendiam o golpe cívico-militar.

O resumo do livro “A esquerda e o golpe de 64, de Dênis de Moraes” sobre a mídia :

Com poucas exceções, os veículos de comunicação funcionavam como correias de transmissão da máquina de propaganda ideológica anticomunista e antijanguista. Isto é, ao apresentarem o real social, atuavam nos conflitos e tomavam partido claramente. Realizavam, assim o que Muniz Sodré chama de “duplicação da História”: no real histórico, os “mass media” recolhem a matéria-prima (o fato) que, reprocessada sob a forma de notícia, vai tecer um real próprio, específico do código informativo e capaz de gerar efeitos de poder.

O jogo ideológico no discurso dos “media” se processa através da emissão de mensagens que apresentam alguns aspectos da realidade em detrimento de outros, levando à eliminação ou ao obscurecimento de fatos.

O Jornal do Brasil, para quem viveu a época, sabe que sempre apoiou a ditadura militar e foi um dos braços midiáticos que atacava diariamente o governo do presidente João Goulart. Possuía a linha reacionária igual ao jornal O Globo e Estadão.

Segue abaixo o editorial intitulado “Fora da Lei” do Jornal do Brasil no dia que foi dado o golpe, ou seja, dia 1 de abril de 1964. Mas não se enganem, eles tratam como fora da lei o governo Jango e não o Golpe Cívico-Militar, estranho?

Twitter: @Porra_Serra_

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Apresentação: “Surgiu a ideia de criar uma série de postagens intituladas “PIGLEAKS” onde serão copiadas as matérias do PIG que visavam atacar os movimentos sociais, políticas benéficas para a população brasileira e também as que defendiam o golpe cívico-militar. A Folha de São Paulo em 1964 possuía uma coluna chamada “Política na Opinião Alheia” em que citava assuntos de outros jornais. Alguns deles são: Estado de São Paulo, Diário da Manhã, Última Hora, Jornal do Brasil, Gazeta, Diário de Notícias e outros. Selecionei 4 deles para mostrar como o Partido da Imprensa Golpista tem em sua essência o caráter golpista. Segue a coluna da Folha de São Paulo dos dias 01 de abril até 04 de abril de 1964. Lembrando que o Golpe Militar foi dado no dia 1º do mês. Comentários: Infelizmente não pude preencher todos os jornais nos dias que escolhi, pois como pode ser visto, a digitalização dos jornais da Folha de São Paulo apresentam uma baixa qualidade. Gostaria de citar o Leonel Brizola e para isso fiz a imagem abaixo com sua incrível frase:

 

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