Posts com Tag ‘gilberto kassab’

 

Rede Brasil Atual

Uma semana antes de ser personagem de capa da edição de São Paulo da revista Veja, a Vejinha, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, investiu R$ 493 mil dos cofres da administração municipal na compra de uma publicação do Grupo Abril, o mesmo de Veja. Segundo revelou o blogue de Luis Nassif, a aquisição de assinaturas da Nova Escola diretamente da Fundação Victor Civita foi publicada em 20 de setembro no Diário Oficial do Município.

Menos de dez dias depois, Kassab teve o corpo estampado em capa da Vejinha que questionava: “Será que estamos sendo justos com ele?”. Em reportagem, a revista questionava se os altos índices de rejeição do prefeito, que encerra mandato em dezembro, correspondem aos resultados da atual gestão, que, no entender do Grupo Abril, são positivos.

A compra liberada em 20 de setembro não foi a primeira. A consulta ao Diário Oficial do Município mostra que ao todoum contrato firmado por meio da Secretaria Municipal de Educação prevê destinar R$ 1.233.540 este ano à Fundação Victor Civita, meta que já foi atingida. Em 14 de julho a publicação oficial registrou a estimativa de que outros R$ 740.124 fossem destinados à entidade do Grupo Abril.

Nova Escola é uma publicação querida de governos em geral. Em 2009, a organização não governamental Ação Educativa chamou atenção para um contrato firmado sem licitação pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) para a compra de 220 mil assinaturas no valor de R$ 3,7 milhões. A FDE, que pertence ao governo estadual paulista, é agora investigada pelo Ministério Público sobre a possibilidade de compra fraudulenta de mochilas que foram distribuídas aos alunos da rede pública.

Fernando Haddad (PT) escolheu a polêmica a respeito da proibição pela Prefeitura de São Paulo do sopão da madrugada para apontar sua artilhar sobre o prefeito Gilberto Kassab.

Haddad afirmou que é a primeira vez que a Prefeitura criminalizou a caridade na cidade.

O petista declarou que o prefeito anda ocupado perseguindo ambulantes e moradores de rua.

 

Em um prazo de 30 dias, a Prefeitura de São Paulo quer acabar com a distribuição do sopão para moradores de rua realizada por 48 instituições que oferecem o serviço voluntário nas vias públicas da região central.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, as entidades sociais poderão ser punidas caso não aceitem o convite de distribuir o alimento nas nove tendas da Prefeitura, como são conhecidos os espaços de convivência social que atendem os moradores de rua durante o dia.

O secretário de Segurança Urbana, Edsom Ortega, disse que as instituições que insistirem em continuar oferecendo comida na via pública para a população de rua serão “enquadradas administrativamente e criminalmente”.

A afirmação foi feita por Ortega durante uma reunião com representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) e da Associação Viva o Centro na quarta-feira da semana passada. Procurado ontem pela reportagem, o secretário informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria antecipar que tipo de crime ou infração administrativa as entidades estariam cometendo.

A intenção da Prefeitura é fazer que os moradores de rua procurem os albergues à noite, onde são oferecidas refeições. O advogado Kleber Luiz Zanchim, da Associação Viva o Centro, disse que as entidades podem ser punidas apenas administrativamente pela distribuição irregular de alimentos.

“A Vigilância Sanitária impede a promoção de práticas que possam sujar a via pública. As entidades podem ser multadas e ter os veículos apreendidos”, disse. Segundo o advogado, as instituições não podem ser processadas criminalmente por fornecer comida na rua. “Só se esse alimento causar algum malefício para o morador de rua, como uma intoxicação alimentar ou sua morte”, explicou o advogado.

Para o superintendente da Associação Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida, a medida proposta pela Prefeitura irá tratar o morador de rua com dignidade. “Eles poderão se alimentar sentados em cadeiras e usando talheres. Nas ruas isso é impossível”, disse Almeida. Segundo ele, a distribuição de comida pelas entidades colabora para que os moradores de rua não procurem pelos serviços oferecidos pela Prefeitura.

A instituição Anjos da Noite, que há 23 anos distribui alimentos para moradores de rua da região central, é contra a proposta da Prefeitura. “Amar o próximo é crime agora?”, questionou o presidente da Anjos da Noite, Kaká Ferreira, de 59 anos.

Segundo Ferreira, muitos moradores de rua não querem ir para os espaços da Prefeitura. “Nesse caso eles ficam sem comer? Uma coisa não anula a outra. Podemos oferecer a comida para quem está nas tendas, mas queremos atender os moradores que não vão para os albergues à noite”, afirmou Ferreira. Segundo ele, a entidade ainda não recebeu o convite da Prefeitura.

 

Nota do frasesdadilma: Não duvidem: Se José Serra ganhar as eleições, ele criará algum ‘programa social’ em parceria com alguma empresa privada (Nestlé) para distribuir o sopão aos moradores de rua. É a mercantilização da caridade.

Diante de centenas de militantes, o PT oficializou neste sábado, 2, a candidatura do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, à Prefeitura de São Paulo. O lançamento ocorreu no 18º Encontro Municipal do PT, realizado pela manhã, no Expo Center Norte. Estiveram presentes grandes nomes do partido, como o ex-presidente Lula, o presidente do PT, Rui Falcão, o ministro da Educação Aloízio Mercadante, deputados, senadores e membros do diretório estadual e municipal. O ex-presidente Lula sentou-se ao lado de Haddad e de sua mulher, Marisa Letícia, e foi ovacionado ao chegar ao local.

Haddad lembrou da sua participação na gestão da prefeita Marta Suplicy, do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff. O pré-candidato apresentou os eixos de sua campanha: saúde e educação, que segundo Haddad são problemas crônicos da capital paulista, e o transporte e a moradia, que para ele tornaram-se problemas agudos durante as gestões de José Serra e Gilberto Kassab. O ex-ministro da Educação afirmou que São Paulo precisa de um planejamento de longo prazo que integre estes quatro eixos. Para tanto, Haddad disse que o seu programa de governo para São Paulo está sendo construído junto com a população, a partir de visitas que realiza desde fevereiro a todas as regiões da capital.

Haddad não poupou críticas as gestões de Serra e Kassab, e afirmou que a atual administração “despreza os pobres, ignora a classe média e engana os ricos”. Também fez referência ao fato do pré-candidato do PSDB, José Serra, ter deixado a prefeitura de São Paulo por duas vezes para concorrer à presidência da República. “Ao contrário de alguns eu vibro de felicidade em pensar na possibilidade de ser prefeito de São Paulo. Não sou profissional de eleições”, frisou.

Veja o discurso do candidato na íntegra:

Queridas companheiras e companheiros do PT,

Acabo de receber, emocionado, mais uma grande prova de confiança de vocês. Por isso, tenho a alma cheia de energia e plena dos sentimentos mais profundos. Sinto força, sinto coragem e o calor do desafio. Sinto-me, antes de tudo, honrado com a missão que vocês me confiaram.

E tenham certeza que não vou decepcioná-los, jamais. Seja na campanha que brevemente se inicia; seja na vitória que conquistaremos juntos; seja na tarefa de mudar São Paulo e recolocá-la no patamar de onde nunca deveria ter saído.

Minhas primeiras palavras são, necessariamente, de agradecimento. Agradecimento a vocês, companheiras e companheiros de partido, guerreiros destemidos dessa batalha que se inicia. Agradecimento a nossos dirigentes, que conduzem, com a força de sua liderança, este grande partido que nasceu paulistano, apaixonou o Brasil e inspira respeito no mundo. Agradecimento ao meu grande líder, amigo e conselheiro, presidente de honra do PT e presidente de honra do Brasil, Luis Inacio Lula da Silva, que sempre me apoiou e me deu provas comoventes de confiança.

Provas que, graças a Deus, eu soube transformar em desafios e, seguidamente, em realizações e vitórias.

Quero fazer um agradecimento todo especial a minha querida mulher Ana Estela, e a meus amados filhos Carolina e Frederico, que encarnam, em corpo e alma, o sentimento que mais prezo: a força agregadora da família, de onde retiro toda energia para as minhas caminhadas.

Vejo na figura dos meus filhos, jovens ávidos de futuro; e na figura de Ana Estela, mulher forte, moderna, trabalhadora e independente, a representação de dois grupos de paulistanos, para os quais vou olhar com prioridade e afinco : a juventude e as mulheres.

Pois, mesmo governando para todos, quero ser o prefeito da juventude; e o prefeito das mulheres. O prefeito das corajosas e lutadoras mulheres de São Paulo.

Mulheres que já têm como representante máxima, a grande presidenta e grande brasileira, Dilma Rousseff. Uma mulher que honra nosso país, que honra nosso partido e que muito me honra com o seu apoio.

Companheiras e companheiros,

O grande arquiteto Villanova Artigas tem uma frase que sintetiza muito o que penso sobre uma cidade; e que ativa uma certa angústia que sinto, hoje, como paulistano. Diz Artigas:  ”a casa não termina na soleira da porta”. Digo eu: nossa cidade é a nossa grande casa; é o grande teto e o grande abrigo de nossa família.

É o nosso lar estendido e ampliado, pois a moradia transcende a residência – e a porta da rua é apenas uma tênue fronteira entre os espaços público e privado. Nestes dois espaços nós vivemos – e nestes dois espaços nós temos o direito de ser feliz.

E o que aconteceu nos últimos nove anos, na vida do cidadão paulistano?

Nossa vida melhorou dentro de casa e piorou da porta da rua para fora. Por que isso ocorreu? Porque nós, paulistanos, sentimos, dentro de casa, os efeitos de uma forma humana e competente de governar, impulsionada pelas políticas de Lula e Dilma.
E sentimos na rua, no corpo de nossa cidade, no nosso lar estendido, os efeitos de uma forma incompetente e insensível de gerir os problemas urbanos. Ficamos presos entre dois tempos e entre dois estilos distintos – e cidade e cidadão foram os que mais sofreram.

Lula fez mais que recuperar décadas perdidas pelo país. Lula trouxe esperança e progresso para dentro da casa do brasileiro e do paulistano. Trouxe mais comida, mais educação, mais consumo, mais eletrodoméstico, mais emprego, mais crédito, menos inflação e mais estabilidade.

Paradoxalmente, enquanto tudo isso acontecia, a cidade de São Paulo teve, seguidamente, algumas das administrações mais medíocres de sua história.

Não soube enfrentar os desafios no transporte, na saúde, na segurança, na educação e na moradia.

Graças a Deus, esta triste realidade não contaminou o espírito imbatível do paulistano, que agora cobra mudanças e exige o fim deste paradoxo.

Minhas amigas e meus amigos,

Por que a cidade de São Paulo não se favoreceu, como poderia, desse período de prosperidade brasileira?

Porque seus dirigentes ficaram à margem da história. Não tiveram visão estratégica. Não planejaram, nem realizaram à altura dos desafios e das necessidades de nossa cidade. Em lugar da ação, preferiram o conformismo. Em lugar da gestão, o projeto pessoal.

Em lugar da vontade, a anemia de espírito. Em lugar do amor a São Paulo, o descaso. Em lugar do compromisso, o cinismo. Os ventos da grande onda de progresso nacional sopraram para dentro das empresas e, a partir delas, para dentro das residências, promovendo prosperidade.

Mas estes mesmos ventos foram obstruídos na dimensão pública, no espaço urbano de São Paulo. A administração local construiu uma redoma oligárquica e patrimonialista, que, por meio de uma operação política cuidadosa, bloqueou a respiração de novos ares e a celebração de novos tempos.

Não sendo capaz de, por conta própria, promover uma agenda de desenvolvimento sustentável, ela negou-se à parceria para não dividir os louros do sucesso.

Ao invés de tratar a cidade como morada, tratou-a como depósito, e apinhou alí os trastes de sua mediocridade. A imagem é forte, mas não me ocorre outra. Nas filas da saúde, no caos do transporte público, na antiquada organização das escolas, a sensação é de confinamento.

Tudo marcado pelo desperdício de tempo e pelo desconforto. Por ironia, nesta cidade historicamente desigual, mesmo os mais abastados vivem, hoje, a sensação de insegurança, confinados nas suas residências ou imobilizados no trânsito infernal.

A falta de investimentos soa cruel e injustificável porque isso ocorre exatamente quando a cidade tem um orçamento recorde, bancado pelas empresas e famílias paulistanas na forma de altos impostos, taxas e multas.

Os princípios da administração pública moderna, como a transparência, a participação, o controle social e a descentralização são estranhos à atual administração.

E a falta de projeto aliada à falta de visão revelam o modo como o poder público se relaciona com a sociedade.Temos uma prefeitura que despreza os pobres, ignora a classe média e engana os ricos. Como cidadãos, não importa a classe social, sentimo-nos todos neste mesmo barco, à deriva. É o triste democratismo do infortúnio.

Minhas amigas e meus amigos,

Eu tenho um coração paulistano que sente a dor dos que estão sofrendo. Vejo o sofrimento de meus conterrâneos, especialmente dos mais pobres, aumentado por dois problemas crônicos: a saúde e a educação. E por dois problemas que se tornaram agudos: o transporte e a moradia.

Nenhum destes problemas terá solução se atacado isoladamente. São Paulo pede uma solução global, que passa, simultaneamente, por um planejamento de longo prazo e ações emergenciais integradas nestas áreas.

O programa de governo que estou elaborando junto com vocês, e com setores de várias áreas do pensamento urbano, terá soluções concretas e específicas que serão brevemente anunciadas.

Desde já, neste período de pré-campanha, estamos pensando a cidade imaginando uma prefeitura que se abra da sua soleira para fora, aproveitando o que São Paulo tem de melhor: a sua vitalidade criativa.

Por isso, estamos construindo um programa de governo a partir da população. Desde fevereiro percorremos os bairros da cidade, vendo os problemas de perto, ouvindo e falando com os moradores, com as lideranças, os acadêmicos, os técnicos, com toda a gente.

É gratificante ver o grande time de pessoas generosas e interessadas em contribuir para
realizar o sonho de uma nova São Paulo.

Todos convergindo na ideia de vivermos numa São Paulo mais moderna, capaz de produzir políticas públicas inovadoras, que volte a ser referência em soluções urbanas.

As ideias surgidas deste debate serão apresentadas no devido tempo. Por ora, temos as diretrizes que submeteremos logo mais à aprovação dos delegados deste encontro.

Todas elas estão ancoradas nas consultas populares e destinadas à construção de uma cidade mais justa e inclusiva, mais criativa e ambiciosa, mais tolerante, aberta, democrática.

Companheiros e companheiras,

Eu estou e estarei trabalhando de manhã à noite, como fazem vocês, para realizar as mudanças que nossa cidade precisa. São Paulo cansou de prefeitos de meio-expediente e de prefeitos de meio-mandato.

Ao contrário de alguns, eu vibro de felicidade só em pensar na possibilidade de ser prefeito da minha querida São Paulo. Não sou alpinista político, nem profissional de eleições. Jamais usarei a prefeitura como trampolim ou degrau de interesses pessoais. Mas como forma de servir à cidade onde nasci e a que mais amo. A principal lição que aprendi na vida pública é que o maior prazer que ela nos dá é a capacidade de fazer obras em favor da população, em especial dos mais pobres.

É isso que realiza e gratifica um homem público – não o carreirismo neurótico e obsessivo ou a ganância do enriquecimento fácil.
Fiz o ProUni com o presidente Lula, e me senti feliz. Fiz escolas técnicas com o presidente Lula, e exultei de felicidade. Fiz universidades com o presidente Lula e me senti realizado. Elaborei, junto com a presidenta Dilma, o programa Ciência Sem Fronteiras, que está dando bolsa de estudos para 100 mil estudantes em universidades estrangeiras, e vibrei de emoção, como, se eu mesmo, fosse um jovem bolsista.

Participei da reconstrução física, moral e financeira de São Paulo, com a grande prefeita Marta Suplicy, e me senti mais paulistano do que nunca. Sei que é possível São Paulo ter uma gestão muito melhor, tanto pela experiência que tive com Marta, como pela experiência que tive como ministro nos governos Lula e Dilma. Quando o senhor, meu caro presidente, me confiou a condução da educação do Brasil, assumi a missão com a consciência de que não seria uma tarefa fácil.

Mas tinha meu desejo enorme de fazer. E contava com o estímulo e o respaldo de um líder que, por não ter tido acesso à educação formal na infância, sonhava em produzir, no seu governo, a grande virada da educação brasileira.

E foi pela força desse incentivo que o Brasil vive hoje um outro patamar na educação. São mais de um milhão de jovens de baixa renda estudando em faculdades particulares, pelo ProUni. Dobramos o número de vagas nas universidades federais.

Seu governo foi recordista na oferta de cursos profissionalizantes. Criamos o Fundeb, aumentando os investimentos da creche ao ensino médio. Em seis anos, os investimentos em educação neste país triplicaram.

Quando deixei o ministério em janeiro deste ano, já estávamos administrando um orçamento de 80 bilhões de reais, o dobro do orçamento de São Paulo.

Companheiros e companheiras,

S. Paulo quer mudança, São Paulo quer o novo. Mas quer o novo com experiência – o novo  já testado em grandes desafios.
Quer o novo em boa companhia, cercado e apoiado pelos melhores e maiores líderes que este país produziu nos últimos tempos.
O que significa ser apoiado por Lula ? Significa ter o apoio do maior líder popular de nossa história, um homem que com garra e coração reescreveu a história do país.E se este homem me apóia, tenho a obrigação de não decepcioná-lo e ter a ousadia de reinventar a forma de administrar S. Paulo.

O que significa ser apoiado por Dilma? Significa ser apoiado pela presidenta que sucedeu um gigante, e que, mesmo assim, está abrindo seu espaço próprio, apaixonando e surpreendendo os brasileiros com sua força, firmeza e capacidade de fazer. Significa, portanto, que, eleito prefeito, terei que surpreender positivamente os paulistanos, assim como Dilma surpreendeu os brasileiros.

O que significa ser apoiado por Marta Suplicy? Significa ser apoiado por uma prefeita que em pouco tempo tirou São Paulo do caos, reergueu nossa cidade e inaugurou uma nova forma de governar.

O que significa ser apoiado por vocês? Significa ser apoiado pelo maior partido de massa do Brasil – o partido que tem mobilizado o país para fazer suas grandes transformações. Um partido que, como eu, sabe fazer parcerias e que espera, assim como eu também espero, coligar-se com outras forças progressistas, para vencermos as eleições e governarmos juntos em favor de São Paulo.

Minhas amigas e meus amigos,

Hoje, entre as grandes cidades do mundo, São Paulo está entre as que menos inova, que menos possui instrumentos modernos de administrar e que menos oferece soluções urbanas criativas. Entre outras carências, é uma das grandes cidades mundiais com menos metrô, menos recursos tecnológicos na educação, menos automação no controle do trânsito e menos tecnologia da habitação aplicada no setor de moradia popular.

É por isso que o paulistano quer mudança, é por isso que o paulistano quer o novo. Mas o paulistano quer o novo que traga boas idéias – que traga soluções novas para os velhos problemas. Quer o novo capaz de acompanhar as mudanças que vive o Brasil. Que ajude a diminuir a desigualdade, a distribuir mais renda, a diminuir os impostos, a incentivar o empreendedor. Quer o novo capaz de solucionar o apagão dos transportes, que maltrata as paulistanas e os paulistanos. O novo que sabe que para resolver o problema do transporte é preciso manejar, ao mesmo tempo, soluções caras e complexas e soluções simples e baratas.

Companheiras e companheiros,

Ao longo de sua história, São Paulo construiu-se como uma metrópole única no Brasil, e nas Américas, por seu vigor e empreendedorismo.

A atual administração não honrou este legado – não respeita nosso passado, não melhora nosso presente e pode, mesmo, comprometer nosso futuro. São Paulo quer continuar sendo a cidade das oportunidades e não a cidade do oportunismo político. São Paulo quer ser a cidade que mostra os novos caminhos ao Brasil, e não a cidade que não sabe para aonde caminhar.

São Paulo quer ser a cidade que não pode parar e não a cidade que não pode se locomover. São Paulo quer ser a cidade das grandes inovações sociais e tecnológicas e não a cidade das deformações e injustiças sociais profundas. São Paulo que ser a cidade líder do ensino de qualidade e não a  cidade que maltrata alunos e professores. São Paulo quer ser a cidade do conhecimento e não a cidade da mesmice e do atraso. São Paulo quer ser a cidade-mãe, que acolhe suas crianças com creche, comida, saúde e não a cidade-madrasta-má que nega alegria, segurança e conforto aos seus filhos. São Paulo quer ser a cidade-lar, a cidade-moradia, a cidade-ninho que dá teto seguro a seus filhos, sem enchentes, sem tragédia e com bom saneamento.
Quero ser prefeito, exatamente, para ajudar minha cidade a realizar seus sonhos e recuperar sua vocação de vanguarda. Um prefeito apaixonado por sua cidade e entusiasmado com seu trabalho. Com a alegria e a felicidade de ser prefeito 60 minutos por hora, 24 horas por dias, 365 dias por ano. Um prefeito com um coração palpitando de felicidade por comandar a cidade mais brasileira e mais cosmopolita do Brasil.

Uma cidade, como disse muito bem o  rap  cantado há pouco : de bandeirantes, de imigrantes e de mutantes; uma metamorfose ambulante que sabe, sempre, inovar e renovar. Nós somos o novo, e vamos fazer São Paulo mudar!

Muito obrigado e rumo à vitória!

Post atualizado: Surgiu novas informações sobre o envolvimento do governador Beto Richa.

Governador de Goiás, Marconi Perillo:

Conversas gravadas pela Polícia Federal mostram que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cobrou do ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso a fatura pelo apoio à eleição do governador Marconi Perillo (PSDB). No diálogo, o bicheiro e o ex-auxiliar do governador discutem a partilha da verba publicitária do Detran, segundo Edivaldo, no valor total de R$ 1,6 milhão. Cachoeira lembra da participação que teve na campanha de Perillo e exige a maior fatia do bolo.

— Quem lutou e pôs o Marconi lá fomos nós — diz Cachoeira.

Deputado federal de Goiás, Carlos Alberto Leréia:

O contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, mandou entregar propina “embrulhada em jornal” para o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). A PF assinala que Cachoeira manda Geovani (Pereira da Silva), seu contador, “passar dinheiro para o deputado Lereia, não sendo possível identificar a que título”. Interceptações telefônicas da PF flagraram diálogos entre Cachoeira e Leréia. Também caiu no grampo o contador Geovani,, que está foragido. O contraventor o chama de Geo e pede a ele que providencie pagamentos em dinheiro vivo para Leréia.

Senador de Tocantins, Ataídes de Oliveira:

As escutas da Operação Monte Carlo mostram uma relação de grande amizade do senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) com o contraventor Carlos Cachoeira. O senador empresta avião, marca encontros para tomar vinhos e fazer negócios de milhões.

Deputado federal do Paraná, Fernando Francischini:

Havia uma troca de informações entre o grupo de Carlinhos Cachoeira e o Deputado Fernando Fracischini (PSDB-PR). As informações eram passadas por um policial federal chamado Tomé para Idalberto, o Dadá, que informava o senador Demóstenes Torres. O grupo também comenta que Francischini está mudando o título eleitoral para Brasília para candidatar à Governador.

Ex-governador e candidato a prefeito de São Paulo, José Serra [1] [2]:

[1] O Ministério Público de São Paulo e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o contraventor Carlinhos Cachoeira investigam um possível favorecimento do grupo do bicheiro em São Paulo, na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e durante o mandato de José Serra (PSDB) no governo do Estado (2007-2010) e na prefeitura paulistana (2004-2006). De acordo com reportagem da revista Isto É na edição desta semana, a suspeita é de a construtora Delta, que seria o braço operacional de Cachoeira, teria sido favorecida com a ampliação do número de contratos durante essas administrações.

[2] “Grupos educacionais que eram irrelevantes, mas que construíram boas conexões políticas com o PSDB, receberam verdadeiras fortunas”, diz Ernani de Paula. O caso que mais chama a atenção, segundo ele, é o da Faculdade Sumaré, que já soma quase R$ 70 milhões em repasses. Em seguida, há o do grupo Uniesp, que recebeu pouco mais de R$ 60 milhões.

Senador e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves:

O Estadão divulgou grampos da Operação Monte Carlo que comprovam que, atendendo aos pedidos do ex-demo Demóstenes Torres, ele ajudou a nomear uma prima do mafioso Carlinhos Cachoeira ao governo mineiro. A matéria é de Fausto Macedo: “Escutas telefônicas da Polícia Federal revelam que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) intercedeu diretamente junto a seu colega, Aécio Neves (PSDB-MG), e arrumou emprego comissionado para uma prima do empresário [o Estadão ainda insiste neste rótulo] do jogo de azar Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Mônica Beatriz Silva Vieira, a prima do bicheiro, assumiu em 25 de maio de 2011 o cargo de Diretora Regional da Secretaria de Estado de Assistência Social em Uberaba”.
.
Governador de Tocantins, Siqueira Campos [1] [2]:
.
[1] Sócio do contraventor Carlinhos Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), o empresário Marcelo Henrique Limírio doou R$ 300 mil para o Comitê Financeiro Único do PSDB no Tocantins, partido do governador Siqueira Campos, conforme revelou consulta feita pelo CT ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa informou ainda que o depósito da doação foi feito em dinheiro no dia 29 de outubro, ou seja, após as eleições de 2010.
 [2] “Mais um governador apareceu nas escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Desta vez, segundo revelam os relatórios da investigação, foi José Wilson Siqueira Campos (PSDB), do Tocantins. O tucano é citado em um diálogo entre Carlinhos Cachoeira e Gleyb Ferreira, sócio e braço-direito do contraventor, que está preso acusado de explorar jogos de azar em Goiás e no Distrito Federal. Na conversa, Cachoeira afirma ter um encontro marcado com Siqueira Campos e diz que um dos assuntos seria sobre Deuselino Valadares, que na época era chefe da Superintendência da Polícia Federal em Goiânia.
.
Governador do Pará, Simão Jatene:
.
O Ministério Público abriu investigação para apurar a ligação do Governo Jatene, do PSDB, com a Delta Construção, de Carlinhos Cachoeira. Jatene firmou contrato pagando preço absurdo para a empresa a título de aluguel de veículos para a Polícia Militar do Pará. O valor que o governo do Pará paga de aluguel, dava para comprar a frota toda de veículos para as Polícias Militar e Civil.
.
Governador do Paraná, Beto Richa:
.
[1] Interceptações de e-mails feitas pela Polícia Federal durante a operação Monte Carlo revelam que dois parceiros do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, planejavam, em 2010, o restabelecimento de uma loteria estadual no Paraná. Um dos envolvidos na conversa é o argentino Roberto Coppola, sócio da empresa Larami, que controlou o serviço de loterias on-line do Paraná entre 2002 e 2004. Em correspondência com o ex-cunhado de Cachoeira, Adriano Aprigio de Souza, no dia 5 de outubro de 2010, ele escreve sobre um suposto encontro para tratar do assunto com o então governador eleito Beto Richa (PSDB).
.
[2] Revista Época diz que Carlinhos Cachoeira teria indicado o Secretário de Segurança do Paraná

Em ano eleitoral, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), nomeou para o conselho de empresas municipais seus aliados políticos. A maioria pertence ao PSDB e, segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo de hoje (12), “vários nomes são da ala serrista do partido”. Os gastos, para financiar os aliados de Kassab, são de R$ 2,3 milhões aos cofres públicos. Cada conselheiro recebe R$ 6 mil por uma reunião mensal de duas horas.

Kassab contraria uma promessa feita por ele mesmo, após o aumento de 250% nos vencimentos dos secretários, de parar de pagar comissões dos conselhos para eles. Três secretários seguem recebendo o benefício das empresas estatais, além do próprio salário: Marcelo Branco (Transporte), Mauro Ricardo (Finanças) e Miguel Bucalem (Desenvolvimento Urbano). Para o vereador Antonio Donato (PT), “isso não deveria ocorrer, a própria lei do aumento desautoriza o pagamento de jetons.”

O vereador ressaltou a precarização dos serviços públicos em prol da politização dos cargos. “Esses conselhos não são usados para fortalecer o município, mas sim para os esquemas do governo, é o aparelhamento do Estado em prol de interesses partidários”, comentou. Dos 57 conselheiros, 29 são filiados a partidos da base de apoio de Kassab ou estarão na aliança amarrada pelo prefeito para a disputa municipal deste ano. Enquanto PSDB e PSD lideram, com onze e nove nomeações respectivamente, o PMDB ficou com três, o PPS conta com dois conselheiros, mesmo número do PV, enquanto DEM e PSC ficaram com apenas um.  Segundo Donato, a oposição deve encaminhar um requerimento à Comissão de Finanças pedindo que o caso seja apurado.

O político Gilberto Kassab se filiou ao DEM (ex-PFL) em 1995 e ascendeu politicamente ao fazer parte da chapa encabeçada pelo  José Serra (PSDB) para a prefeitura de São Paulo nas eleições de 2004. Com a saída de Serra da prefeitura para disputar o Governo do Estado e posteriormente a Presidência da República, Kassab assumiu o mandato e conseguiu se reeleger em 2008.

No início de 2011, Kassab decidiu sair do Democratas  e fundar seu próprio partido, o PSD (Partido Social Democrático). Mesmo cortando relações com o DEM, o partido mais corrupto do Brasil, segundo dados do TSE, o Gilberto Kassab prova que a expressão “filho de peixe, peixinho é”  é verdadeira:

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), foi acusado pelo Ministério Público do Estado de ter cometido ato de improbidade administrativa ao se envolver em fraude de inspeção veicular. Na ação da procuradoria,  o MP pleiteia o “ressarcimento de danos ao erário público e ao particular”, a suspensão do contrato com a Controlar, concessionária que realiza a inspeção veicular na capital, o sequestro de bens do prefeito e outros envolvidos como garantia da reparação dos danos causados e o afastamento dele do cargo. A ação também pede o afastamento do prefeito.