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A cinco dias da eleição do segundo turno em São Paulo, o comando da campanha de Fernando Haddad, do PT, decidiu não mudar a estratégia nesta reta final da campanha: vai continuar jogando na defesa para garantir o resultado apontado pelas pesquisas, investindo na apresentação de propostas para um governo de mudança contra a continuidade.

Conversei na manhã desta terça-feira com o coordenador geral

 da campanha petista, vereador Antonio Donato, que não se mostrou preocupado com a bateria de ataques desfechada nos últimos dias pelo candidato tucano José Serra, em especial na área da saúde.

Baseado nas avaliações de pesquisas internas, Donato disse que a campanha de propaganda negativa do adversário está aumentando a sua rejeição.

“A saúde pública é o principal problema da cidade, mas o Serra está falsificando o debate, como sempre faz. Vende uma saúde que não existe e o eleitor simplesmente não acredita mais no que ele fala. Criou-se uma barreira entre o candidato e o eleitor. Por isso, não provocou nenhum ruído na nossa campanha”.

Ao contrário, segundo Donato, os trackings do partido mostram agora uma vantagem ainda maior de Haddad do que a apontada nas pesquisas Datafolha e Ibope da semana passada: 22 pontos (61 a 39) nos votos válidos, o que reforça a ideia de manter a mesma estratégia:

“Nós temos um roteiro definido para os programas e debates e não pretendemos mudar. A virulência dos ataques do adversário mostra que ele já entrou numa fase de desespero porque não tem propostas para apresentar ao eleitor”.

Outro dado que justifica a tranquilidade do coordenador petista é a avaliação negativa do prefeito Gilberto Kassab, que nas pesquisas internas do PT atingiu seu nível mais baixo desde o início da campanha: apenas 17% aprovam a sua administração.

Para Donato, o final do julgamento do mensalão não terá maiores consequências na campanha eleitoral. “O que tinha que influir já influiu lá no começo, mas agora acho muito difícil que possa mudar os votos do eleitor. Tanto que o PSDB até já desistiu de usar este tema na sua propaganda. O eleitor quer saber do futuro, não do passado”.

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2012/10/23/pt-nao-muda-estrategia-na-reta-final/

Por Renato Rovai, em seu blog:

O PT divulgou ontem, 4, uma nota em resposta as acusações de Alexandre Schnider, candidato á vice-prefeito na chapa do PSDB, sobre o repasse de verbas do MEC (Ministério da Educação) para a construção de creches na cidade de São Paulo. A nota afirma que na reunião entre Haddad, na época Ministro da Educação, e Schneider, então Secretário Municipal de Educação de São Paulo, realizada em junho de 2011, o ex-secretário foi orientado sobre os procedimentos para parcerias com o governo federal na área de educação.


O comunicado ressalta que São Paulo, juntamente com apenas 12 cidades de todo o país, não elaborou o PAR (Plano de Ações Articuladas), documento exigido, nos moldes do Decreto 6.094/2007, para parcerias com o governo federal para a educação. Por fim, a nota afirma que “nunca houve manifestação efetiva de interesse da Secretaria de Educação de São Paulo em firmar parcerias com o Ministério da Educação, na forma da legislação, o que subtraiu de São Paulo mais de R$ 300 milhões de reais em investimentos na educação”.

Este embate começou no primeiro pronunciamento de Schneider como candidato a vice-prefeito de São Paulo, no qual o ex-secretário deferiu críticas às gestões petistas na área de educação e atacou diretamente o candidato Fernando Haddad pela forma com que conduziu programas do setor enquanto ocupava o cargo de Ministro da Educação. Schneider afirmou que Haddad falhou na tentativa de ampliar o acesso a creches no Brasil e o acusou de não destinar recursos para São Paulo, mesmo ele tendo comparecido pessoalmente no Ministério da Educação para solicitar verbas.

A troca de acusações entre o ex-secretário e o ex-ministro da Educação fez com que o próprio MEC respondesse as alegações de Schneider. De acordo com a pasta, o ex-secretário assinou um documento, em 10 de março de 2009, abrindo mão dos repasses da União para políticas educacionais, incluindo a construção de unidades.. “Considerando as providências em andamento que contemplam os mesmos objetivos do programa ora em apreço, esta pasta optou pela não participação no PDE-Escola”, diz o documento. Na nota, o MEC afirma que Schneider “sempre se pautou pela recusa de qualquer tipo de colaboração com o governo federal. Nenhum dos programas do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação) jamais foi requisitado ou requerido pela municipalidade paulistana”. A campanha de Serra afirma que o ofício se refere apenas a recursos destinados para questões administrativas.

Veja a íntegra da nota divulgada pelo PT:

1. O secretário Alexandre Schneider, da Educação do Município de São Paulo, foi a Brasília, em fevereiro de 2011, e solicitou, de ultima hora, um encontro com o então ministro da Educação, Fernando Haddad. O secretário estava pressionado pelo Ministério Público do Estado, que se preparava, como de fato ocorreu, em março de 2011, para ajuizar ação civil pública de improbidade pela incapacidade da municipalidade de suprir o déficit de 120mil vagas de creche.

2. O secretário foi recebido pelo então ministro Fernando Haddad, que estava assessorado pela então secretaria de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, e pelo secretário executivo do ministério, José Henrique Paim Fernandes.

3. Na reunião, o secretário foi orientado a manifestar formalmente seu interesse na parceria, na forma do Decreto 6.094/2007, que estabelece que a assistência técnica e financeira só pode ocorrer mediante adesão ao Plano de Metas Todos Pela Educação (o que São Paulo fez) e pela elaboração do PAR (Plano de Ações Articuladas), o que somente 13 cidades de todo o Brasil, até o presente momento, não fizeram (incluindo São Paulo).

4. Só a partir da manifestação formal de interesse pelo preenchimento do PAR o ente federado pode reivindicar recursos do Ministério, o que já beneficiou 3.193 municípios desde 2007, resultando na contratação de 5.562 obras.

5. Em junho de 2011, antes mesmo do preenchimento do PAR, o secretário Alexandre Schneider encaminhou ofício, pelo correio, solicitando a inclusão de São Paulo no programa Pró-infância, elencando 140 locais na cidade, de forma inadequada. O ofício foi encaminhado ao FNDE.

6. O presidente do FNDE, José Wanderley de Freitas informou, por meio de ofício, que a Secretaria Municipal de São Paulo deveria cadastrar sua pretensão em ambiente virtual desenvolvido para esta finalidade desde 2007 e se colocou à inteira disposição para solucionar eventuais problemas. Além disso, registrou que São Paulo era uma das 1.466 cidades pré-selecionadas pelo PAC 2 e poderia se beneficiar com 172 creches pelo Pro-Infância.

7. Dessa forma, não houve qualquer “recusa” conforme afirma o ex-secretário Alexandre Schneider. Depois de receber esse oficio, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo não se cadastrou nem manifestou interesse.

8. O ex-ministro Fernando Haddad reitera que, apesar dessa agenda de encaixe, única ao longo de seis anos de sua gestão, nunca houve manifestação efetiva de interesse da Secretaria de Educação de São Paulo em firmar parcerias com o Ministério da Educação, na forma da legislação, o que subtraiu de São Paulo mais de R$ 300 milhões de reais em investimentos na educação.

* Vereador Antônio Donato, presidente do Diretório Municipal do PT/SP e coordenador da campanha de Fernando Haddad.

Fernando Haddad (PT) escolheu a polêmica a respeito da proibição pela Prefeitura de São Paulo do sopão da madrugada para apontar sua artilhar sobre o prefeito Gilberto Kassab.

Haddad afirmou que é a primeira vez que a Prefeitura criminalizou a caridade na cidade.

O petista declarou que o prefeito anda ocupado perseguindo ambulantes e moradores de rua.

 

De altamiro borges:

O homem é impossível. Serra é um mitômano incorrigível. Ele se diz engenheiro, mas não prova. Também se diz economista, e também não prova.

Em campanha, já afirmou ser o pai dos genéricos (que foi Jamil Haddad).

Afirmou também ser o criador do programa anti-Aids do governo federal, quando os criadores foram a doutora Lair Guerra de Macedo Rodrigues e o professor, médico e ex-ministro Adib Jatene.

Agora, com a cara de pau que lhe é peculiar, o homem dos escândalos das Operações Sanguessugas e Vampiro, o homem das ambulâncias superfaturadas, o homem que desistiu de um processo contra o jurista Bierrenbach, quando este solicitou exceção de verdade para provar o que dissera (“José Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico… Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente… Poucos o conhecem. Engana muita gente. Chama-se José Serra. Fez uma campanha para deputado federal miliardária. Prejudicou a muitos dos seus companheiros…[Ele e Maluf] têm ambição sem limites. Uma sede de poder sem nenhum freio. E pelo poder eles são capazes de tudo”)…

Pois, agora, esse mesmo José Serra se apropria do slogan da campanha de Dilma em 2010 (“Para o Brasil seguir mudando”) e o transforma em “Para São Paulo seguir avançando”, que é o desta sua campanha para a prefeitura de São Paulo.

Só que o Datafolha mostra que 80% dos paulistanos querem um novo governo. O paulistano não quer seguir, quer um governo diferente do atual Serra-Kassab, quer mudar.

Por isso, o mitômano vai continuar na fila, à espera de uma próxima eleição.

Diante de centenas de militantes, o PT oficializou neste sábado, 2, a candidatura do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, à Prefeitura de São Paulo. O lançamento ocorreu no 18º Encontro Municipal do PT, realizado pela manhã, no Expo Center Norte. Estiveram presentes grandes nomes do partido, como o ex-presidente Lula, o presidente do PT, Rui Falcão, o ministro da Educação Aloízio Mercadante, deputados, senadores e membros do diretório estadual e municipal. O ex-presidente Lula sentou-se ao lado de Haddad e de sua mulher, Marisa Letícia, e foi ovacionado ao chegar ao local.

Haddad lembrou da sua participação na gestão da prefeita Marta Suplicy, do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff. O pré-candidato apresentou os eixos de sua campanha: saúde e educação, que segundo Haddad são problemas crônicos da capital paulista, e o transporte e a moradia, que para ele tornaram-se problemas agudos durante as gestões de José Serra e Gilberto Kassab. O ex-ministro da Educação afirmou que São Paulo precisa de um planejamento de longo prazo que integre estes quatro eixos. Para tanto, Haddad disse que o seu programa de governo para São Paulo está sendo construído junto com a população, a partir de visitas que realiza desde fevereiro a todas as regiões da capital.

Haddad não poupou críticas as gestões de Serra e Kassab, e afirmou que a atual administração “despreza os pobres, ignora a classe média e engana os ricos”. Também fez referência ao fato do pré-candidato do PSDB, José Serra, ter deixado a prefeitura de São Paulo por duas vezes para concorrer à presidência da República. “Ao contrário de alguns eu vibro de felicidade em pensar na possibilidade de ser prefeito de São Paulo. Não sou profissional de eleições”, frisou.

Veja o discurso do candidato na íntegra:

Queridas companheiras e companheiros do PT,

Acabo de receber, emocionado, mais uma grande prova de confiança de vocês. Por isso, tenho a alma cheia de energia e plena dos sentimentos mais profundos. Sinto força, sinto coragem e o calor do desafio. Sinto-me, antes de tudo, honrado com a missão que vocês me confiaram.

E tenham certeza que não vou decepcioná-los, jamais. Seja na campanha que brevemente se inicia; seja na vitória que conquistaremos juntos; seja na tarefa de mudar São Paulo e recolocá-la no patamar de onde nunca deveria ter saído.

Minhas primeiras palavras são, necessariamente, de agradecimento. Agradecimento a vocês, companheiras e companheiros de partido, guerreiros destemidos dessa batalha que se inicia. Agradecimento a nossos dirigentes, que conduzem, com a força de sua liderança, este grande partido que nasceu paulistano, apaixonou o Brasil e inspira respeito no mundo. Agradecimento ao meu grande líder, amigo e conselheiro, presidente de honra do PT e presidente de honra do Brasil, Luis Inacio Lula da Silva, que sempre me apoiou e me deu provas comoventes de confiança.

Provas que, graças a Deus, eu soube transformar em desafios e, seguidamente, em realizações e vitórias.

Quero fazer um agradecimento todo especial a minha querida mulher Ana Estela, e a meus amados filhos Carolina e Frederico, que encarnam, em corpo e alma, o sentimento que mais prezo: a força agregadora da família, de onde retiro toda energia para as minhas caminhadas.

Vejo na figura dos meus filhos, jovens ávidos de futuro; e na figura de Ana Estela, mulher forte, moderna, trabalhadora e independente, a representação de dois grupos de paulistanos, para os quais vou olhar com prioridade e afinco : a juventude e as mulheres.

Pois, mesmo governando para todos, quero ser o prefeito da juventude; e o prefeito das mulheres. O prefeito das corajosas e lutadoras mulheres de São Paulo.

Mulheres que já têm como representante máxima, a grande presidenta e grande brasileira, Dilma Rousseff. Uma mulher que honra nosso país, que honra nosso partido e que muito me honra com o seu apoio.

Companheiras e companheiros,

O grande arquiteto Villanova Artigas tem uma frase que sintetiza muito o que penso sobre uma cidade; e que ativa uma certa angústia que sinto, hoje, como paulistano. Diz Artigas:  ”a casa não termina na soleira da porta”. Digo eu: nossa cidade é a nossa grande casa; é o grande teto e o grande abrigo de nossa família.

É o nosso lar estendido e ampliado, pois a moradia transcende a residência – e a porta da rua é apenas uma tênue fronteira entre os espaços público e privado. Nestes dois espaços nós vivemos – e nestes dois espaços nós temos o direito de ser feliz.

E o que aconteceu nos últimos nove anos, na vida do cidadão paulistano?

Nossa vida melhorou dentro de casa e piorou da porta da rua para fora. Por que isso ocorreu? Porque nós, paulistanos, sentimos, dentro de casa, os efeitos de uma forma humana e competente de governar, impulsionada pelas políticas de Lula e Dilma.
E sentimos na rua, no corpo de nossa cidade, no nosso lar estendido, os efeitos de uma forma incompetente e insensível de gerir os problemas urbanos. Ficamos presos entre dois tempos e entre dois estilos distintos – e cidade e cidadão foram os que mais sofreram.

Lula fez mais que recuperar décadas perdidas pelo país. Lula trouxe esperança e progresso para dentro da casa do brasileiro e do paulistano. Trouxe mais comida, mais educação, mais consumo, mais eletrodoméstico, mais emprego, mais crédito, menos inflação e mais estabilidade.

Paradoxalmente, enquanto tudo isso acontecia, a cidade de São Paulo teve, seguidamente, algumas das administrações mais medíocres de sua história.

Não soube enfrentar os desafios no transporte, na saúde, na segurança, na educação e na moradia.

Graças a Deus, esta triste realidade não contaminou o espírito imbatível do paulistano, que agora cobra mudanças e exige o fim deste paradoxo.

Minhas amigas e meus amigos,

Por que a cidade de São Paulo não se favoreceu, como poderia, desse período de prosperidade brasileira?

Porque seus dirigentes ficaram à margem da história. Não tiveram visão estratégica. Não planejaram, nem realizaram à altura dos desafios e das necessidades de nossa cidade. Em lugar da ação, preferiram o conformismo. Em lugar da gestão, o projeto pessoal.

Em lugar da vontade, a anemia de espírito. Em lugar do amor a São Paulo, o descaso. Em lugar do compromisso, o cinismo. Os ventos da grande onda de progresso nacional sopraram para dentro das empresas e, a partir delas, para dentro das residências, promovendo prosperidade.

Mas estes mesmos ventos foram obstruídos na dimensão pública, no espaço urbano de São Paulo. A administração local construiu uma redoma oligárquica e patrimonialista, que, por meio de uma operação política cuidadosa, bloqueou a respiração de novos ares e a celebração de novos tempos.

Não sendo capaz de, por conta própria, promover uma agenda de desenvolvimento sustentável, ela negou-se à parceria para não dividir os louros do sucesso.

Ao invés de tratar a cidade como morada, tratou-a como depósito, e apinhou alí os trastes de sua mediocridade. A imagem é forte, mas não me ocorre outra. Nas filas da saúde, no caos do transporte público, na antiquada organização das escolas, a sensação é de confinamento.

Tudo marcado pelo desperdício de tempo e pelo desconforto. Por ironia, nesta cidade historicamente desigual, mesmo os mais abastados vivem, hoje, a sensação de insegurança, confinados nas suas residências ou imobilizados no trânsito infernal.

A falta de investimentos soa cruel e injustificável porque isso ocorre exatamente quando a cidade tem um orçamento recorde, bancado pelas empresas e famílias paulistanas na forma de altos impostos, taxas e multas.

Os princípios da administração pública moderna, como a transparência, a participação, o controle social e a descentralização são estranhos à atual administração.

E a falta de projeto aliada à falta de visão revelam o modo como o poder público se relaciona com a sociedade.Temos uma prefeitura que despreza os pobres, ignora a classe média e engana os ricos. Como cidadãos, não importa a classe social, sentimo-nos todos neste mesmo barco, à deriva. É o triste democratismo do infortúnio.

Minhas amigas e meus amigos,

Eu tenho um coração paulistano que sente a dor dos que estão sofrendo. Vejo o sofrimento de meus conterrâneos, especialmente dos mais pobres, aumentado por dois problemas crônicos: a saúde e a educação. E por dois problemas que se tornaram agudos: o transporte e a moradia.

Nenhum destes problemas terá solução se atacado isoladamente. São Paulo pede uma solução global, que passa, simultaneamente, por um planejamento de longo prazo e ações emergenciais integradas nestas áreas.

O programa de governo que estou elaborando junto com vocês, e com setores de várias áreas do pensamento urbano, terá soluções concretas e específicas que serão brevemente anunciadas.

Desde já, neste período de pré-campanha, estamos pensando a cidade imaginando uma prefeitura que se abra da sua soleira para fora, aproveitando o que São Paulo tem de melhor: a sua vitalidade criativa.

Por isso, estamos construindo um programa de governo a partir da população. Desde fevereiro percorremos os bairros da cidade, vendo os problemas de perto, ouvindo e falando com os moradores, com as lideranças, os acadêmicos, os técnicos, com toda a gente.

É gratificante ver o grande time de pessoas generosas e interessadas em contribuir para
realizar o sonho de uma nova São Paulo.

Todos convergindo na ideia de vivermos numa São Paulo mais moderna, capaz de produzir políticas públicas inovadoras, que volte a ser referência em soluções urbanas.

As ideias surgidas deste debate serão apresentadas no devido tempo. Por ora, temos as diretrizes que submeteremos logo mais à aprovação dos delegados deste encontro.

Todas elas estão ancoradas nas consultas populares e destinadas à construção de uma cidade mais justa e inclusiva, mais criativa e ambiciosa, mais tolerante, aberta, democrática.

Companheiros e companheiras,

Eu estou e estarei trabalhando de manhã à noite, como fazem vocês, para realizar as mudanças que nossa cidade precisa. São Paulo cansou de prefeitos de meio-expediente e de prefeitos de meio-mandato.

Ao contrário de alguns, eu vibro de felicidade só em pensar na possibilidade de ser prefeito da minha querida São Paulo. Não sou alpinista político, nem profissional de eleições. Jamais usarei a prefeitura como trampolim ou degrau de interesses pessoais. Mas como forma de servir à cidade onde nasci e a que mais amo. A principal lição que aprendi na vida pública é que o maior prazer que ela nos dá é a capacidade de fazer obras em favor da população, em especial dos mais pobres.

É isso que realiza e gratifica um homem público – não o carreirismo neurótico e obsessivo ou a ganância do enriquecimento fácil.
Fiz o ProUni com o presidente Lula, e me senti feliz. Fiz escolas técnicas com o presidente Lula, e exultei de felicidade. Fiz universidades com o presidente Lula e me senti realizado. Elaborei, junto com a presidenta Dilma, o programa Ciência Sem Fronteiras, que está dando bolsa de estudos para 100 mil estudantes em universidades estrangeiras, e vibrei de emoção, como, se eu mesmo, fosse um jovem bolsista.

Participei da reconstrução física, moral e financeira de São Paulo, com a grande prefeita Marta Suplicy, e me senti mais paulistano do que nunca. Sei que é possível São Paulo ter uma gestão muito melhor, tanto pela experiência que tive com Marta, como pela experiência que tive como ministro nos governos Lula e Dilma. Quando o senhor, meu caro presidente, me confiou a condução da educação do Brasil, assumi a missão com a consciência de que não seria uma tarefa fácil.

Mas tinha meu desejo enorme de fazer. E contava com o estímulo e o respaldo de um líder que, por não ter tido acesso à educação formal na infância, sonhava em produzir, no seu governo, a grande virada da educação brasileira.

E foi pela força desse incentivo que o Brasil vive hoje um outro patamar na educação. São mais de um milhão de jovens de baixa renda estudando em faculdades particulares, pelo ProUni. Dobramos o número de vagas nas universidades federais.

Seu governo foi recordista na oferta de cursos profissionalizantes. Criamos o Fundeb, aumentando os investimentos da creche ao ensino médio. Em seis anos, os investimentos em educação neste país triplicaram.

Quando deixei o ministério em janeiro deste ano, já estávamos administrando um orçamento de 80 bilhões de reais, o dobro do orçamento de São Paulo.

Companheiros e companheiras,

S. Paulo quer mudança, São Paulo quer o novo. Mas quer o novo com experiência – o novo  já testado em grandes desafios.
Quer o novo em boa companhia, cercado e apoiado pelos melhores e maiores líderes que este país produziu nos últimos tempos.
O que significa ser apoiado por Lula ? Significa ter o apoio do maior líder popular de nossa história, um homem que com garra e coração reescreveu a história do país.E se este homem me apóia, tenho a obrigação de não decepcioná-lo e ter a ousadia de reinventar a forma de administrar S. Paulo.

O que significa ser apoiado por Dilma? Significa ser apoiado pela presidenta que sucedeu um gigante, e que, mesmo assim, está abrindo seu espaço próprio, apaixonando e surpreendendo os brasileiros com sua força, firmeza e capacidade de fazer. Significa, portanto, que, eleito prefeito, terei que surpreender positivamente os paulistanos, assim como Dilma surpreendeu os brasileiros.

O que significa ser apoiado por Marta Suplicy? Significa ser apoiado por uma prefeita que em pouco tempo tirou São Paulo do caos, reergueu nossa cidade e inaugurou uma nova forma de governar.

O que significa ser apoiado por vocês? Significa ser apoiado pelo maior partido de massa do Brasil – o partido que tem mobilizado o país para fazer suas grandes transformações. Um partido que, como eu, sabe fazer parcerias e que espera, assim como eu também espero, coligar-se com outras forças progressistas, para vencermos as eleições e governarmos juntos em favor de São Paulo.

Minhas amigas e meus amigos,

Hoje, entre as grandes cidades do mundo, São Paulo está entre as que menos inova, que menos possui instrumentos modernos de administrar e que menos oferece soluções urbanas criativas. Entre outras carências, é uma das grandes cidades mundiais com menos metrô, menos recursos tecnológicos na educação, menos automação no controle do trânsito e menos tecnologia da habitação aplicada no setor de moradia popular.

É por isso que o paulistano quer mudança, é por isso que o paulistano quer o novo. Mas o paulistano quer o novo que traga boas idéias – que traga soluções novas para os velhos problemas. Quer o novo capaz de acompanhar as mudanças que vive o Brasil. Que ajude a diminuir a desigualdade, a distribuir mais renda, a diminuir os impostos, a incentivar o empreendedor. Quer o novo capaz de solucionar o apagão dos transportes, que maltrata as paulistanas e os paulistanos. O novo que sabe que para resolver o problema do transporte é preciso manejar, ao mesmo tempo, soluções caras e complexas e soluções simples e baratas.

Companheiras e companheiros,

Ao longo de sua história, São Paulo construiu-se como uma metrópole única no Brasil, e nas Américas, por seu vigor e empreendedorismo.

A atual administração não honrou este legado – não respeita nosso passado, não melhora nosso presente e pode, mesmo, comprometer nosso futuro. São Paulo quer continuar sendo a cidade das oportunidades e não a cidade do oportunismo político. São Paulo quer ser a cidade que mostra os novos caminhos ao Brasil, e não a cidade que não sabe para aonde caminhar.

São Paulo quer ser a cidade que não pode parar e não a cidade que não pode se locomover. São Paulo quer ser a cidade das grandes inovações sociais e tecnológicas e não a cidade das deformações e injustiças sociais profundas. São Paulo que ser a cidade líder do ensino de qualidade e não a  cidade que maltrata alunos e professores. São Paulo quer ser a cidade do conhecimento e não a cidade da mesmice e do atraso. São Paulo quer ser a cidade-mãe, que acolhe suas crianças com creche, comida, saúde e não a cidade-madrasta-má que nega alegria, segurança e conforto aos seus filhos. São Paulo quer ser a cidade-lar, a cidade-moradia, a cidade-ninho que dá teto seguro a seus filhos, sem enchentes, sem tragédia e com bom saneamento.
Quero ser prefeito, exatamente, para ajudar minha cidade a realizar seus sonhos e recuperar sua vocação de vanguarda. Um prefeito apaixonado por sua cidade e entusiasmado com seu trabalho. Com a alegria e a felicidade de ser prefeito 60 minutos por hora, 24 horas por dias, 365 dias por ano. Um prefeito com um coração palpitando de felicidade por comandar a cidade mais brasileira e mais cosmopolita do Brasil.

Uma cidade, como disse muito bem o  rap  cantado há pouco : de bandeirantes, de imigrantes e de mutantes; uma metamorfose ambulante que sabe, sempre, inovar e renovar. Nós somos o novo, e vamos fazer São Paulo mudar!

Muito obrigado e rumo à vitória!