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Veja as promessas de Gilberto Kassab para educação:

Como pode ser visto. A lista está recheada de mentiras do demo Kassab

Dados disponibilizados no Observatório Cidadão da Rede Nossa São Paulo revelam que a quantidade de crianças que não conseguem matrícula aumentou em 26 das 31 subprefeituras

Na subprefeitura de Campo Limpo, de cada grupo de 100 crianças que necessitam de creche, apenas 36 conseguem vaga. Na região do M´Boi Mirim, que é a segunda colocada neste ranking negativo, o índice é de 42 matriculas para cada grupo de 100. Os números sobre as duas subprefeituras da periferia da zona sul foram extraídos do Observatório Cidadão da Rede Nossa São Paulo. Atualizados esta semana, os dados regionalizados de demanda por creche revelam que em 2010 o déficit de vagas cresceu em quase todas as regiões da cidade.

Das 31 subprefeituras de São Paulo, 26 apresentaram resultados piores, se comparados com dezembro de 2009.  As três regiões em que o déficit de vagas em creche mais aumentou no período foram Pirituba, Pinheiros e Perus.

Em Pirituba, a porcentagem de crianças atendidas em relação ao total de procura caiu de 67,65% para 49,61%. O indicador de Pinheiros, que era de 74,43%, foi reduzido para 58,35%. Em Perus, o índice retrocedeu, de 54,38%, para apenas 42,48%. Quanto menor o indicador, maior o número de crianças fora das creches (déficit de vagas).

Em apenas cinco subprefeituras, a porcentagem de crianças atendidas aumentou. Na região de Guaianases – que ostenta o melhor indicador da cidade –, o índice chegou a 88,68%. Ou seja, de cada grupo de 100 crianças, aproximadamente 89 conseguiram vagas em 2010. Em dezembro do ano anterior, o indicador estava em 79,80%. Cidade Tiradentes também teve uma melhora significativa: de 73,51% para 85,07%.

Os dados revelam, ainda, que a prefeitura não priorizou a implantação de creches nas regiões onde são mais necessárias. Nenhuma das cinco subprefeituras com os piores índices de atendimento – Campo Limpo (36,26%), M´Boi Mirim (41,91%), Perus (42,48%), Jaçanã/Tremembé (44,57%) e Cidade Ademar (45,50%) – apresentou melhora no indicador. Ao contrario, o percentual de crianças que conseguem vaga caiu em todas elas.

Embora o número de crianças matriculadas tenha sido ampliado de 123.155 para 130.412, o déficit total de vagas em creche na cidade saltou de 74.707 para 100.401. O motivo foi o aumento registrado na procura pelo equipamento, de 197.862 para 230.813. Com isso, o índice geral de atendimento no município caiu de 62,24% para 56,50% (veja o quadro comparativo entre 2009 e 2010, geral e por subprefeitura, ao final da reportagem).

Na avaliação de Samantha Neves, integrante do Grupo de Trabalho (GT) Educação da Rede Nossa São Paulo, o aumento do déficit de vagas em creche verificado no ano passado ainda é reflexo de uma medida tomada pela prefeitura no final de 2008. “Na época, a administração municipal encaminhou carta aos pais solicitando que fizessem o recadastramento do pedido de vaga e muita gente não entendeu”, lembra.

A medida possibilitou que a prefeitura reduzisse a demanda registrada por creche, que era de 134.497 em setembro de 2008, para 57.607 em apenas três meses. “Aos poucos, as pessoas passaram a fazer o recadastramento e o número do déficit de vagas está voltando ao patamar existente há dois anos, antes de a administração municipal ter enviado aquela carta aos pais”, explicou Samantha.

Ela reconhece que a prefeitura tem feito um esforço importante para ampliar o atendimento em creche. “O número de matrículas passou de 59 mil em 2005 para 130 mil em 2010”, registra. O empenho, entretanto, tem sido insuficiente para solucionar o problema, que na opinião de Samantha foi se acumulando por 30 anos. “Não é uma gestão que irá resolver a situação e, por isso, é preciso que os governos municipal, estadual e federal priorizem a questão e unam esforços”, sugere.

Tabela: Demanda por creche – comparativo 2009/2010

Nossa São Paulo

Com base em ação movida por quatro moradores do distrito da Lapa (São Paulo) em 1994, a Justiça condenou 55 vereadores paulistanos que exerciam o mandato em 1993 e 1994 –entre eles o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM)– a devolverem parte dos salários que deveria ter ido para o Imposto de Renda.
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Após anos de recursos e mudanças de instâncias, o processo chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), que confirmou decisão da 11ª Vara da Fazenda Pública de SP de fevereiro de 2000.
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Cada vereador pode ter de devolver R$ 98 mil de salários e ainda pagar R$ 10 mil por custas judiciais e honorários de advogados. No total, o valor não pago em imposto deve chegar a R$ 5,3 milhões.
Amigos do Presidente Lula

O deputado estadual Carlos Neder (PT-SP) afirmou nesta sexta-feira (11), que a prefeitura de São Paulo usa violência nas ações de desocupação de favelas, com o objetivo de retirar os moradores.

“A truculência da administração Kassab tem nome e sobrenome: Francisco Evandro Ferreira Figueiredo é o nome completo do funcionário terceirizado que a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab)utiliza para a função de amedrontar moradores, com revólver em punho, e derrubar barracos”, escreveu o parlamentar, em seu blog.

Segundo Neder, a informação foi dada pela superintendente de Habitação Social da Secretaria Municipal de Habitação, Elizabete França, durante reunião quinta-feira (10) na sede da secretaria para discutir a desocupação da chamada Favela do Sapo, na zona norte da capital.

Segundo o post, Elizabeth relatou a contratação de Evandro na presença de dezenas de testemunhas. Em outro post, no dia anterior, Neder afirmou que Evandro teria ido armado àquela favela e coagido os moradores de forma truculenta. O deputado acusa ainda a prefeitura de agir sem mandado judicial.

Questionada, a Sehab não comentou as acusações de Neder e apenas emitiu uma nota sobre a operação, na qual informa que, por se tratar de área de risco e APP (Área de Preservação Permanente) a desocupação da Favela do Sapo não necessita de mandado judicial.

Rede Brasil Atual

 

A Prefeitura de São Paulo recebeu, mas não conseguiu investir no ano passado, recursos suficientes para construir mais de dez escolas. A informação é da reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição desta terça-feira da Folha.

A verba é proveniente do fundo nacional de educação. Segundo o demonstrativo publicado no último sábado no “Diário Oficial”, a gestão Gilberto Kassab (DEM) deixou de gastar R$ 54 milhões do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), montante equivalente a 5% do total recebido pela rede no fundo.

É o terceiro ano consecutivo que os recursos não são inteiramente aplicados. A Secretaria de Educação informou que os R$ 54 milhões deveriam ser gastos na construção de escolas, mas houve problemas no plano, principalmente para se encontrar terrenos. A secretaria diz ainda que, sanadas essas dificuldades, os recursos serão investidos.

FALHA DE SÃO PAULO

Por Lino Bocchini

O que o ministro da Educação Fernando Haddad, o economista Márcio Pochmann, o urbanista Jorge Wilheim, o ativista Sérgio Amadeu, o empresário Alexandre Youssef, João Sayad e alguns dos melhores quadros políticos do PT e do PC do B, como Rui Falcão, Carlos Zarattini, Nádia Campeão, Arlindo Chinaglia e Paulo Teixeira tinham em comum? Todos integravam o governo Marta Suplicy, que assumiu a Prefeitura em 2001, logo após oito anos da hecatombe Maluf-Pitta. Também estive nesse barco. Foram, aliás, os únicos 4 anos de minha vida em que trabalhei com política –os outros 13 foram no mercado, no Grupo Folha, Abril etc. Foi o suficiente para eu ser taxado/desqualificado como “petista” pro resto da vida, inclusive e principalmente agora, nessa polêmica Folha X Falha.

Como se um filiado ao PT (o que não é meu caso) não pudesse criticar um jornal ou pensar por si só, mas tudo bem, segue o texto. O aniversário de São Paulo é uma boa oportunidade de lembrar a melhor administração municipal que já tivemos. Acompanhei bem de perto o trabalho dessa turma citada aí em cima. Eu trabalhava no Banespinha, a poucos metros da sala de Marta, ao lado do secretário de Governo Rui Falcão, com quem todo dia cedinho eu fazia uma análise diária do noticiário do dia e elaborava um pequeno relatório comentado para o primeiro escalão municipal. Conversava com praticamente todos os secretários, presidentes de estatais, coordenadores e subprefeitos pelo menos uma vez por mês, sempre em busca dos melhores argumentos para rebater as nem sempre construtivas críticas –e a saraivada de bobagens e maldades– que a dita “grande imprensa” despejava na nossa cabeça sem trégua.

É difícil descrever o estado em que pegamos a prefeitura. Era um oceano de corrupção e desorganização, uma completa desestruturação de cada setor, gente contratada irregularmente e funcionários fantasmas em tudo que é canto… daria pra descrever por páginas esse caos, mas deixa pra outra. Lembro claramente que não tinha dinheiro pra nada. Nada mesmo. O orçamento médio anual da gestão Marta foi de pouco mais de R$ 10 bilhões. Começou com menos do que isso e terminou por volta de 13 bi. Mesmo assim, o orçamento municipal de São Paulo sempre foi o terceiro maior do país, atrás apenas da União e do Estado de São Paulo. Supera o quanto estados como Rio ou Minas têm para investir anualmente, por exemplo.

Da saudosa FAlha de S.Paulo, o flagra do comício final de Serra: Alberto Goldman, Otavinho Frias, Bárbara Gancia, Serra, Dimenstein, Alckmin e Gilmar Mendes 

Listo apenas algumas das conquistas do governo Marta que (ainda bem) não têm volta: Bilhete Único; fim dos perueiros; dezenas de quilômetros de novos corredores de ônibus; CEUs; telecentros com internet gratuita; isenção de IPTU para um milhão de moradias; subprefeituras; Plano Diretor. E mais uma série de “detalhes” que fazem toda a diferença para uma cidade pulsante como São Paulo. Por exemplo: enquanto Kassab manda cobrir de tinta cinza os grafites dos Gêmeos, artistas respeitados em todo mundo, Alê Youssef, à frente da coordenadoria da juventude, conseguia novos espaços na cidade para a arte de rua, o skate, o rap e tantas outras novas manifestações.

Marta tinha uma espécie de “loucura benéfica”, e ainda um “pé na Europa” bastante positivo. Era “louca” o suficiente para bancar a construção de 20 Centros de Educação Unificados nas periferia, todos com piscinas olímpicas, teatros modernos, bibliotecas e telecentros, mesmo sob uma chuva de críticas – mas vai hoje lá no Itaim Paulista ou na Brasilândia e pergunta se a vida do povo melhorou ou não. Marta era “européia” o suficiente para não ter pudor em conversar com prefeituras do mundo todo, fechando acordos com Buenos Aires, Paris e quem mais aparecesse pela frente com boas ideias. Enfim, tinha a cabeça moderna de quem samba em cima de um trio elétrico toda Parada Gay sem parecer forçado por um único minuto. Era perfeita? Claro que não, mas era, em minha modesta opinião, de longe a melhor prefeita que já tivemos.

E o bundão do Kassab?

Após uma eleição trágica em 2004, marcada por erros do próprio PT e pelo tremendo machismo dos eleitores homens e mulheres em relação à separação de Marta –que largou Suplicy, um santo, para ficar com um gringo bonitão–, estamos agora em meio a oito anos de Serra/Kassab.

Isso que vou falar agora não é exagero: Kassab, essa cria maldita de Serra, tem em suas mãos quase TRÊS VEZES MAIS DINHEIRO (mais de 30 bilhões/ano) do que Marta tinha. agora pense um minuto: você acha que a Prefeitura, hoje, faz 3 vezes mais coisas do que antes, seja que coisas forem? Tudo bem, vamos dar uma colher de chá: você acha que Kassab fez metade do que Marta fez? Onde está esse dinheiro? Aceitando a hipótese de que ninguém esteja roubando, a grana está parada no banco, rendendo juros para banqueiro. Por quê raios não investir isso no que quer que seja, sendo que a cidade é tão absurdamente carente de tudo?? Deve ser por conta da famigerada “responsabilidade fiscal” e a “boa gestão” demo-tucana. Não aguento essa turma que encara a administração pública como a gestão de uma empresa privada. Ideia de jerico. Como “lucrar e reduzir gastos” com saúde ou educação pública, por exemplo?

Não dá para achar que “o prefeito da cidade tem que ser um síndico”. Não é nada disso. O prefeito de uma metrópole como São Paulo tem que ousar, buscar e lançar tendências mundiais, incansavelmente procurar soluções inovadoras, se cercar de um monte de gente boa de tudo que é canto. Não tem que declarar, na maior cara lavada, “que vai chamar um por um todos os antigos aliados do Serra que não foram aproveitados por Alckmin”. E aí tome um bando de ex-prefeito de cidade do interior virando subprefeito de bairros paulistanos onde nunca pisaram.

Também da antiga Falha: Alckmin, ainda um vereador de Pindamonhangaba, já era amigo de Dimenstein 

Não dá mais para avaliarmos se um governante, ainda mais de São Paulo, é bom ou não exclusivamente pela qualidade do asfalto por onde você passa de carro todo dia. Não dá mais para acharmos que a “nova Marginal” foi uma boa obra, sendo que ontem, 24 de janeiro, o rio Tietê transbordou pela 2ª vez depois de não sei quantos anos, afinal reduziu-se drasticamente a área permeável à sua volta e foram cortadas milhares de árvores. O saldo dessa obra estúpida, em português claro: bilhões em gastos, mais enchentes e um trânsito igualmente péssimo.

Chega de acreditar que a cidade alaga por culpa de São Pedro. Se fosse isso mesmo, então para combater as enchentes deveríamos fazer o quê? Um protesto em frente a Catedral da Sé? Mandar uma menção de repúdio ao santo para o Vaticano?

São Paulo é moderna, vibrante. É pra cá que todo mundo vem pra ganhar dinheiro ou “acontecer”. Tem a Liberdade, a rua Augusta, Oscar Freire, a avenida Paulista e o parque do Ibirapuera. Aqui estão alguns dos melhores restaurantes do mundo (acabei de voltar de um coreano incrível, a pé), e os mais incríveis serviços 24 horas do mundo. É uma cidade em que é mais fácil você ser o que quiser, seja gay, junkie, careta, evangélico, nerd, workaholic ou o que for, sem que ninguém te encha o saco. Por isso mesmo não dá pra termos uma trinca careta, incompetente e limitada como Alckmin, Serra e Kassab atrasando nossa vida por tantos anos e acharmos que tudo bem.


Site do Estadão que monitora as promessas feitas pelos candidatos desmascara o Gilberto Kassab:

 

 

Promessa para a saúde:

Criação de 50 AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) Sorriso que funcionarão como postos de assistência odontológica. (Estadão, 1/9/2008, pág. A10)

 

 

Engana-se quem pensa que é somente nas áreas de transporte público e combate às enchentes que o Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), não tem cumprido suas promessas. Isto porque uma das suas principais bandeiras na campanha eleitoral de 2008 – quando foi reeleito para um novo mandato à frente da maior cidade do país, num segundo turno disputado com Marta Suplicy (PT) – ainda não saiu do papel. Estamos falando das AMAs (Assistência Médico Ambulatorial) Sorriso, uma variação com foco odontológico das unidades de urgência e emergência implantadas pela Prefeitura em 2005, na gestão de José Serra (PSDB).

Das 50 AMAs Sorriso prometidas por Kassab, e que constam, inclusive, na chamada Agenda 2012 (uma lista constituída por 223 metas que a atual gestão deve cumprir até dezembro do próximo ano), nenhuma foi entregue à população. Destas, 46 ainda estão marcadas como em fase de “definição do imóvel”, segundo o cronograma atualizado pela Prefeitura de São Paulo em dezembro de 2010. É interessante destacar que todas elas encontram-se sem previsão de entrega, conforme identificação do próprio site da Prefeitura. A menos que o Prefeito Kassab esteja preparando uma grande inauguração de todas elas para os próximos meses (o que parece bem difícil), é de esperar que essa meta não seja cumprida até 2012.

AMAs Sorriso que estão prontas, mas fechadas
De acordo com reportagem recente do jornal Agora as demais quatro unidades das AMAs Sorriso já estão prontas, porém encontram-se de portas fechadas há mais de um ano. No site da Prefeitura, essas quatro AMAs Sorriso – localizadas em São Miguel Paulista, Brasilândia, Capela do Socorro e Ipiranga – aparecem marcadas como em fase de “adequação”, porém sem definição ainda de um prazo para entrega à população. É importante destacar que estas AMAs Sorriso já estão prontas há mais de um ano, mas ainda não estão operando devido à suspensão de um contrato em dezembro de 2009 feito com o Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde), que faria a administração dessas entidades.

Naquela ocasião, o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Iabas foi suspenso após uma reportagem desse mesmo jornal – o Agora – revelar a ligação do ex-Secretário Adjunto Saúde, Ailton de Lima Ribeiro, com o instituto. Ribeiro havia deixado o cargo de secretário-adjunto na Prefeitura em janeiro de 2009 e teria ingressado no Iabas, segundo o Agora, em outubro daquele mesmo ano. Pouco tempo depois do ingresso de Ailton de Lima Ribeiro no Iabas, o instituto fechou o contrato de administração das AMAs Sorriso com a Prefeitura, no expressivo valor de R$ 15,8 milhões à época. Quando esta ligação um tanto quanto suspeita veio à tona, a Prefeitura se viu obrigada a suspender o contrato.

Vale destacar que atuando como Organização Social (OS), o Iabas foi contratado em dezembro daquele ano sem passar por licitação, o que é previsto (ainda que absurdo) pela lei das organizações sociais, que desde 1998 permite a terceirização dos serviços de saúde. Com a suspensão do contrato, o processo de adequação dessas 4 AMAs Sorriso (elas são instaladas dentro de unidades de saúde já existentes) foi paralisado e encontra-se nesta indefinição até agora, passado mais de um ano após o ocorrido. Como ainda não foi definida outra OS para administrar as AMAs Sorriso, a instalação das outras 46 unidades também encontra-se paralisada, sem definição para ser retomada.

Ou seja, devido à incompetência da Prefeitura para resolver logo esse impasse, uma das principais promessas de campanha do Prefeito Kassab ainda não saíram do papel. E o pior: a população paulistana poderia dispor de pelo menos 4 unidades que já estão prontas, mas novamente devido à inoperância do poder público municipal, milhares de cidadãos têm que aguardar ainda mais para um atendimento odontológico de qualidade. É preciso que se diga aqui que o projeto da AMA Sorriso é muito bom, já que foca em uma área que durante muito tempo ficou secundarizada: a saúde bucal. Contudo, de nada adianta um bom projeto se este não é operacionalizado de forma eficaz, e aí está a crítica deste blog à Prefeitura de São Paulo.

É preciso que o Prefeito Kassab dê às AMAs Sorriso a mesma prioridade que deu às AMAs Especialidades, por exemplo, cujas 10 unidades prometidas em campanha foram entregues dentro do prazo, possibilitando à população paulistana, sobretudo a de baixa renda, o acesso a exames importantíssimos e sofisticados, como eletrocardiogramas, ultrassonografias, eletroencefalogramas etc. Ainda que em algumas especialidades o tempo de demora possa chegar a oito meses (o que é considerado muito elevado por especialistas, necessitando, assim, de uma ação rápida por parte da Prefeitura), de uma forma geral as AMAs são muito boas para a população de São Paulo. Resta, portanto, que a Prefeitura aja com competência e seriedade para entregar à população serviços de saúde bucal também de qualidade.

 

Boteko Vermelho

Por conta do descaso, vejam as notícias:

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A gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) deixou de investir R$ 353 milhões em obras de combate a enchentes na cidade de São Paulo. De 2006 até hoje, a Prefeitura aplicou apenas 68% da verba prevista no orçamento para ações com esse fim, como canalização de córregos, serviços de drenagem e construção de piscinões. O levantamento foi realizado pela liderança do PT na Câmara Municipal, com base em dados do NovoSeo – o sistema de acompanhamento de gastos do governo. Procurada pela reportagem, a Prefeitura não se manifestou.

Do R$ 1,1 bilhão reservado para o combate aos efeitos da chuva nos quatro anos, Kassab investiu R$ 751 milhões. Nesse quesito, o pior ano de seu mandato foi o primeiro, quando gastou apenas 39% do orçamento separado para diminuir o número de enchentes. O melhor foi 2008, quando a Prefeitura aplicou acima do previsto: foi gasto 1% a mais do que estava reservado. Neste ano foram investidos até agora R$ 241 milhões dos R$ 329 milhões orçados – o equivalente a 73%.

O tipo de ação mais esquecido pela administração municipal foi a construção de piscinões – as obras dessas estruturas receberam menos de 8% do planejado em orçamento. “A execução orçamentária está muito precária”, afirma o vereador Antonio Donato (PT), que integra a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal. “A Prefeitura tem demonstrado que o combate às enchentes não é prioridade”, critica.

Já a gestão do governador José Serra (PSDB) investiu menos da metade do previsto em obras na Bacia do Alto Tietê em 2009. O orçamento para este ano é de R$ 188 milhões, mas apenas R$ 71 milhões haviam sido empenhados (reservados para gasto) até outubro. A situação não vai melhorar no próximo ano, já que o orçamento para 2010 foi reduzido em 61%. A verba estadual para os serviços e obras na bacia do Tietê será de R$ 72,8 milhões.

O Estado de São Paulo