
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), fez pesadas críticas à mídia em discurso em Porto Alegre e disse que
existe no país um “tribunal comunicacional”. As declarações foram feitas em evento do Ministério Público gaúcho sobre a corrupção, na quinta-feira (20).
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“Nos países do capitalismo tardio, os casos mais graves e emblemáticos de corrupção são investigados pela mídia e apresentados publicamente à sociedade segundo a convicção ou interesse das grandes cadeias de comunicação”, disse.
Ele não citou exemplos em seu discurso, como as quedas de ministros do governo Dilma.
O governador, que já foi ministro da Justiça, disse que há “mecanismos paralelos de justiçamento arbitrário”.
“É uma espécie de fascismo pós-moderno. O conteúdo enterra a forma. A informação substitui a instituição.”
Tarso disse que a situação “faz vibrar a classe média ingênua” e adversários políticos. “Esquecem que podem ser os próximos réus.”
Afirmou ainda que jornalistas acabam atuando como “agentes do mercado de informações” que podem ser “competentes ou incompetentes”. “Mas sempre ansiosos por evidência profissional.”
Ao final de sua fala, ele disse que não estava propondo o controle de informações por parte do Estado. Também negou que estivesse sugerindo a existência de uma “conspiração”.
Folha





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