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Tarso Genro é o novo Governador do RS.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), fez pesadas críticas à mídia em discurso em Porto Alegre e disse que

existe no país um “tribunal comunicacional”. As declarações foram feitas em evento do Ministério Público gaúcho sobre a corrupção, na quinta-feira (20).

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“Nos países do capitalismo tardio, os casos mais graves e emblemáticos de corrupção são investigados pela mídia e apresentados publicamente à sociedade segundo a convicção ou interesse das grandes cadeias de comunicação”, disse.

Ele não citou exemplos em seu discurso, como as quedas de ministros do governo Dilma.

O governador, que já foi ministro da Justiça, disse que há “mecanismos paralelos de justiçamento arbitrário”.

“É uma espécie de fascismo pós-moderno. O conteúdo enterra a forma. A informação substitui a instituição.”

Tarso disse que a situação “faz vibrar a classe média ingênua” e adversários políticos. “Esquecem que podem ser os próximos réus.”

Afirmou ainda que jornalistas acabam atuando como “agentes do mercado de informações” que podem ser “competentes ou incompetentes”. “Mas sempre ansiosos por evidência profissional.”

Ao final de sua fala, ele disse que não estava propondo o controle de informações por parte do Estado. Também negou que estivesse sugerindo a existência de uma “conspiração”.

Folha

* No mesmo período, governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, do PT, aumentou em 180% os investimentos no estado

Números oficiais do desempenho econômico dos estados do sul e sudeste mostram que o governo Beto Richa, do PSDB, reduziu em 5 vezes os investimentos públicos no Paraná em comparação com o ano passado. O levantamento, publicado no jornal Valor Econômico, aponta que o governo estadual investiu no primeiro semestre apenas 20% do total de investimentos feitos no mesmo período de 2010. Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, o governador Tarso Genro, do PT, aumentou os investimentos públicos em 180% em relação ao ano passado.

Segundo o estudo, os investimentos no Paraná diminuíram de R$ 290 milhões em 2010 para apenas R$ 60 milhões no governo Richa. No Rio Grande do Sul, por outro lado, os investimentos saltaram de R$ 210 milhões para R$ 590 mi no governo do petista Genro.

Para o deputado Enio Verri, do PT, líder da oposição na Assembleia Legislativa, os índices não deixam dúvida: o governo do tucano Beto Richa, diferente da gestão petista, não prioriza as necessidades da população, o desenvolvimento social e a redução das desigualdades.

“O Paraná está paralisado. Essa drástica redução nos investimentos comprometeu seriamente os serviços básicos, equem perde é a população. Tenho recebido muitas reclamações de falta de medicamentos nos hospitais e postos de saúde de todo o Paraná. Isso é um reflexo direto do choque do governo Richa, que congelou o Estado”, explicou.

Os dados também mostram que a arrecadação no Paraná subiu de R$ 10,8 bilhões no primeiro semestre de 2010 para R$ 11,8 bi neste ano. No Rio Grande do Sul foi registrado aumento de R$ 15,63 bi em 2010 para R$ 16,7 bi no mesmo período. Os dois estados registraram despesas aproximadas de R$ 700 milhões. Com isso, em 2011, o resultado primário (diferença entre receita e despesa) no Paraná foi de R$ 1,9 bilhão e no Rio Grande do Sul de R$ 1,2 bi.

Verri destacou que, se comparadas as atividades econômicas dos dois estados, o PR cresceu proporcionalmente mais que o RS. No entanto, na opinião do parlamentar, o ótimo desempenho das finanças do Paraná não foi transformada em melhorias para a população.

“Entendemos que o primeiro ano de governo geralmente é de cautela. No Rio Grande do Sul, assim como em outros estados, houve contenção nos gastos. Mas apesar disso o governo do PT aumentou os investimentos públicos. Enquanto isso no Paraná, em vez de acelerar os investimentos, o governo do PSDB freiou drasticamente. Este é o modelo adotado pelo governo Richa. Prioriza as grandes empresas, os rentidas, faz anúncios espetaculosos, mas não representa, na prática, nenhuma melhora na vida da população, pelo contrário, apenas expropria os trabalhadores paranaenses”, criticou.

do Blog do Esmael

O governo do Rio Grande do Sul, comandado por Tarso Genro (PT), vai reativar as escolas itinerantes para filhos de acampados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que haviam sido fechadas em 2009 por acordo entre a administração anterior, de Yeda Crusius (PSDB), e o Ministério Público Estadual. A decisão foi confirmada nesta treça-feira(26) pelo secretário da Educação, José Clóvis de Azevedo.

Pelo sistema que funcionou de 1996 a 2009, educadores ligados a organizações não governamentais (ONGs) acompanhavam os deslocamentos dos militantes do MST para dar aulas aos filhos dos acampados, com custos bancados pelo Estado, que tem atribuição constitucional de oferecer educação a todos. Por entenderem que não havia controle sobre o currículo, o governo anterior e o procurador de Justiça Gilberto Thums firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para fechar as escolas itinerantes e oferecer vagas em escolas fixas, na região de cada acampamento.

Azevedo disse que a reabertura das escolas não significa a retomada do modelo existente até 2009. “Aplicaremos o sistema oficial, com professores da rede pública e currículo adequado à política educacional do Estado”, avisa. A coordenadora da área de educação do MST, Izabela Braga, diz que os sem-terra não têm objeção à nova forma.

A retomada das escolas itinerantes depende agora de um levantamento da demanda e da posterior identificação ou contratação de professores disponíveis para a tarefa. A secretaria estima que cerca de 500 crianças deixaram de ir à escola, sobretudo por dificuldades de locomoção, durante algum período dos dois últimos anos. Cerca de mil famílias estão em oito acampamentos do MST espalhados pelo Estado.

Para restabelecer as escolas itinerantes, o atual governo do Rio Grande do Sul usou um parecer da Procuradoria-Geral do Estado que considerou o TAC nulo por ter sido assinado somente pela então secretária da Educação, Mariza Abreu, e não pela governadora Yeda Crusius. O procurador Julio Finger, secretário-geral do Ministério Público Estadual, diz que, diante de uma nova realidade, o TAC passou para um plano secundário. “O acordo foi firmado sob as condições daquele momento”, compara. “Agora o governo afirma que tem condições de oferecer educação de acordo com a lei”, prossegue. “O que interessa é que o direito das crianças seja atendido”.

Gazeta do Povo