A - Minhas Postagens

Como Eduardo ainda não foi preso? Por que o STF segue calado? via Diário do Centro do Mundo Algumas perguntas só a posteridade poderá – talvez – responder. Uma é já clássica: como, sob provas esmagadoras de achaques e roubalheiras, Eduardo Cunha comandou – e manipulou – todo o processo de impeachment na Câmara dos Deputados? O resultado dessa aberração foi a histórica sessão da Câmara que desmoralizou os deputados federais não apenas perante os brasileiros, mas diante do mundo. Uma segunda pergunta, não menos vital, é esta: o que o STF tinha de tão importante para fazer, nestes meses todos, para não encontrar tempo para apreciar o pedido de afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara? A saída de Cunha foi pedida ao STF em 15 de dezembro passado pelo procurador geral Janot. A reivindivação foi entregue ao ministro Teori Zavascki. Quatro meses depois, uma eternidade para os padrões de turbulência destes dias, Teori ousou dizer que não há prazo ainda para a avaliação do caso Cunha. É uma loucura, é uma insanidade, é uma estupidez, é uma irracionalidade.E é uma bofetada na sociedade. Os eminentes ministros têm, por acaso, alguma coisa de maior relevância para avaliar do que um assunto que não apenas paralisou o país como dividiu em duas a sociedade? Não há explicação possível para tamanha agressão à lógica e para tamanho dano ao Brasil. Observe a agenda do STF. Tente achar qualquer coisa mais preciosa e urgente do que o caso Cunha. Não poderia haver propaganda pior contra o STF e contra o Judiciário do que a morosidade indefensável com que ela tratou o pedido de afastamento de Cunha. É como uma equipe médica que espera o paciente morrer para tomar alguma atitude que poderia salvá-lo. Ver Eduardo Cunha julgado está e estava faz tempo longe de ser um anseio petista e da esquerda. Mesmo os analfabetos políticos que saem às ruas de camisa amarela não suportam mais ver Cunha em gozo de extrema tranquilidade depois de ter feito tudo o que fez e faz. Uma absoluta falta de transparência na montagem da agenda contribuiu para que o STF arrastasse à exaustão uma decisão sobre um assunto tão premente para o país. Num mundo menos imperfeito que o nosso, o presidente do STF viria a público dar satisfações sobre o caso Cunha. Sobretudo, diria quando os juízes iriam julgar o pedido de afastamento, e explicaria a razão da data. Não no português ridículo e pomposo em que se expressam os eminentes juízes, mas em linguagem acessível a todos. Num livro que li sobre a Suprema Corte Americana, uma autoridade diz que não existe decisão mais importante para um presidente do que a escolha de um juiz para compô-la. Fica brutalmente exposta a inépcia dos presidentes que escolheram os juízes que formam nossa Suprema Corte, descontadas as raras exceções. Não é apenas o poder político que se mostrou putrefato nesta crise. Também o Judiciário provou não estar à altura de um país que aspira a ser civilizado. Reformar a Justiça é tão imperioso quanto reformar o sistema político, como demonstra a lentidão criminosa como foi tratado o pedido de afastamento de Eduardo Cunha.

Anúncios

Dê sua opinião:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s