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Juiz acusa: Veja fez dossiê para soltar Cachoeira

 

247 – Esposa de Carlos Cachoeira, Andressa Mendonça, que foi detida hoje pela Polícia Federal, em Goiânia, e solta no início da tarde, terá três dias para pagar uma fiança de R$ 100 mil. Caso contrário, sua prisão preventiva será decretada. O motivo é uma suposta tentativa de chantagem contra o juiz Alderico Rocha Santos, responsável pelo caso.

O objeto da chantagem, segundo relata o juiz, é surpreendente. Santos relatou ao portal G1 que o jornalista Policarpo Júnior, chefe da revista Veja em Brasília, produziu um dossiê a seu respeito, a pedido do bicheiro. E que este relatório seria publicado em Veja, caso Cachoeira não fosse libertado. Eis o que Andressa teria dito:

– “Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece Policarpo Júnior? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê”.

Em nota, a revista Veja se posicionou contra a acusação “absurda” contra seu editor e disse tomará providências judiciais contra seus caluniadores.

De todo modo, a parceria editorial entre Cachoeira e Policarpo vem de longa data e produziu várias reportagens. Há um grampo, por exemplo, em que ambos tratam da demissão do ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes.

Corrupção, CPIs, José Serra, São Paulo

Desembargador manda soltar o bicheiro Cachoeira. Qual foi a reação de José Serra?

Do Zero Hora:

Preso há mais de três meses no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, o contraventor Carlinhos Cachoeira teve seu pedido de habeas corpus aceito pelo desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1).

No entanto, o bicheiro deverá permanecer preso.

A informação foi confirmada pelo advogado de Cachoeira, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Segundo Thomaz Bastos, o seu cliente ainda tem outro mandado de prisão em vigor. Este expedido em decorrência da Operação Saint Michel, da Polícia Civil, que investiga desdobramento do esquema criminoso no Distrito Federal.

Thomaz Bastos afirmou que, neste sábado, deverá entrar com novo pedido na Justiça do DF para tentar obter a soltura também no processo da Saint Michel. Como o plantão do TJ do Distrito Federal funciona até a meia-noite de domingo, a tendência é que a decisão saia ainda no fim de semana, provavelmente no sábado, já que pedidos referentes a réus presos têm prioridade de tramitação.

O habeas corpus concedido nesta sexta-feira é relativo à Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. A defesa de Cachoeira havia entrado com pedido de extensão em outro habeas corpus deferido pelo desembargador Tourinho Neto na última quarta-feira, que determinou a soltura de José Olimpio de Queiroga Neto, que pertencia ao grupo de Cachoeira.

Cachoeira ainda pode ser beneficiado com a anulação das provas da operação da Polícia Federal, pois nesta terça-feira (12), o desembargador Tourinho Neto, um dos três magistrados da terceira turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que analisa o caso, considerou ilegais as gravações feitas pela PF. O processo parou por conta de um pedido de vista do também desembargador Cândido Ribeiro e não tem prazo para ser retomado, mas se Ribeiro ou o juiz federal Marcos Augusto de Sousa, que completa a terceira turma do TRF1, acompanharem o voto de Tourinho, Cachoeira será colocado em liberdade.

Além dos envolvidos na máfia do Cachoeira, como Demóstenes Torres (ex-DEM), José Serra também tem o que comemorar. O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), membro da CPMI do Cachoeira, quer que Serra explique os contratos firmados entre a Prefeitura de São Paulo, quando o tucano era prefeito, e a Delta Construções, empresa envolvida em escutas telefônicas da Polícia Federal nas investigações do contraventor. A Delta seria o braço operacional e financeiro do bicheiro.

Do ABCD Maior:

“A construtora Delta chegou à Prefeitura de São Paulo quando o Serra era prefeito e depois aprofundou suas contas com o governo do Estado, quando ele era governador”, justificou o deputado, em seu site.
Dr. Rosinha também quer ouvir o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), Paulo Viera de Souza, o Paulo Preto, que ficou conhecido durante as eleições de 2010, por ter supostamente “sumido” com R$ 4 milhões da campanha derrotada de Serra à presidência.

Caso
À revista IstoÉ, Pagot contou detalhes sobre como, no exercício do cargo de diretor do DNIT, foi pressionado pelo governo de José Serra a aprovar aditivos ao trecho sul do Rodoanel. De acordo com Pagot, um “procurador” de umas das empreiteiras da obra chegou a lhe avisar: “Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá”. Pagot garantiu que “60% eram para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”.

Pagot ainda contou que recebeu pressões para liberar R$ 264 milhões em aditivos para a conclusão do trecho sul do Rodoanel. Disse que, em meados de 2009, o então diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, solicitou uma audiência no DNIT. Levou assessores, engenheiros e um procurador para tentar convencer Pagot a liberar a quantia.

Segundo apuração do blog Transparência SP A Delta teve pelo menos 27 contratos com o governo do Estado de SP de 2002 a 2011, principalmente com o DER, o DAEE e a SABESP. Segue abaixo a lista de contratos:

 

Com a liberdade do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a anulação de provas,  a CPMI pode ter seus trabalhos paralisados e, assim José Serra não precisará explicar sua relação com a Delta. Por isso, José Serra tem muito a comemorar:

Agnelo Queiroz, Brasília, Corrupção, CPIs, Marconi Perillo

Escutas da PF sobre o governo Agnelo (PT-DF) são claras: “Não nomeamos nem um gari”, diz Dadá. “Ali a gente só apanha”, disse Cavendish.

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247 – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), jogou no ataque diante da CPI do Cachoeira, nesta quarta-feira 13, e marcou posição de contraponto à do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que depôs na véspera. “Ofereço à CPI a quebra de todos os meus sigilos”, disse Agnelo, referindo-se aos segredos bancário, fiscal, telefônico, de e-mail e sms. Perillo não fez a mesma proposta à CPI, mas a quebra de seus sigilos será votada em breve pela Comissão.

“Não houve qualquer favorecimento à Delta ou a Carlinhos Cachoeira no Distrito Federal”, demarcou o governador. “Não fiz qualquer nomeação por indicação de Cachoeira”. Em Goiás, a administração estadual conta com executivos que mantém relações de parentesco e amizade com o contraventor.

Diversamente de Perillo, Agnelo não usou seu tempo de pronunciamento inaugural na sessão da CPI para divulgar dados sobre sua administração. Ele escolheu ir direto ao ponto. “Estou aqui para reestabelecer a verdade”, disse Agnelo. “A organização criminosa aqui investigada tentou derrubar o meu governo, legitimamente eleito”, sustentou. O governador, em dois momentos, citou grampos da Polícia Federal sobre o araponga Adalberto Araújo, o Dadá, e o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construção. “Não nomeamos nem um gari”, foi a frase de Dadá citada por Agnelo. “Ali a gente só apanha”, disse o governador, citando frande de Cavendish.

Enquanto, no dia anterior, Perillo informou que criara, em mandato anterior, uma legislação em Goiás favorável à operação de jogos caça-niqueis, então administrados pela empresa Gerplan, de propriedade de Carlinhos Cachoeira, nesta quarta Agnelo registrou posição diferente. “Não houve nenhum favarecimento ao jogo no Distrito Federal”, afirmou. “Pessoalmente, sou contrário à legalização do jogo. Há muitos efeitos colaterais nefastos”, completou.

Agnelo lembrou, ainda, que teve um pedido de impeachmet feito contra si pelo senador Demóstenes Torres, no ano passado. Perillo reiterou que Demóstenes fez parte de seu grupo político. “Ele era o nosso candidato a prefeito de Goiânia”, disse o governador de Goiás. Agnelo foi por outra linha: “Agora entendo porque Demóstenes pediu meu impeachment”, disse ele, numa referência velada às ligações entre o senador e o contraventor Cachoeira.

Abaixo, notícia anterior de 247:

247 – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, iniciou às 10h38 seu depoimento à CPI do Cachoeira como uma postura agressiva. “Alguém aqui pode me citar um só nome de alguém que eu tinha indicado para o governo a pedido do sr. Carlos Cachoeira?”, questionou. E depois citou trecho de grampo do araponga Idalberto Mathias, o Dadá: “Não conseguimos nomear nem um gari”, repetiu o governador.

Nos primeiros minutos de seu depoimento, o governador afirmou que no vigésimo sexto dia de sua administração pediu auditoria em uma série de áreas da administração, entre elas o contrato da Delta Engenharia para coleta de lixo no DF. E afirmou que seu governo vem sendo perseguido pelo crime organizado. “A organização aqui investigada tramou a minha derrubada”, disse.

Citando conversas das operações da Polícia Federal, em que membros do grupo de Cachoeira criticam o governo do DF, Agnelo defende que não deixou o crime se instalar em seu governo. E desafiou os presentes a citarem algum caso de infiltração da organização do bicheiro no Estado. “Que negócio [essa organização] conseguiu fazer aqui?”, perguntou.

Como fez o governador de Goiás, Marconi Perillo, em seu depoimento à CPI nesta terça-feira, Agnelo Queiroz divulga números de seu governo, citando ações de destaque, como a contratação de servidores no setor de saúde, instalação de hospitais, e, principalmente a criação da Secretaria da Transparência do DF, pela qual, segundo ele, foram realizadas 14 mil auditorias. O governador falou também sobre a situação em que estava o governo quando assumiu, há um ano e meio. “Todos se lembram da quantidade de mosquitos que havia por conta do lixo, que não era recolhido”.

Causando agitação na CPI, o governador colocou à disposição dos parlamentares, ao final de seu depoimento inicial, a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. “Quem não deve não teme”, disse. Antes mesmo de terminar a fala, o depoente foi aplaudido na sessão.

Agnelo Queiroz, Agripino Maia, Alvaro Dias, Demóstenes Torres

“Quem pediu impeachment de Agnelo (PT) estava a serviço de Cachoeira”, dep. Paulo Teixeira (PT/SP)

Nesta foto de 09/11/2011 o Senador Demóstenes Torres, o paladino da honestidade, e outros líderes da oposição, protocolam o pedido de impeachment do governador Agnelo Queiroz do Distrito Federal, na defesa de interesses do Cachoeira.

 

Corrupção, CPIs, Marconi Perillo, PIG

Mídia atacou a CPMI do Cachoeira para poupar o gov. Perillo (PSDB/GO)

Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Quando Willian Bonner aparece na telinha lá pelas oito e meia da noite, durante o Jornal Nacional, fico prestando atenção em suas expressões faciais. Por mais que seja hábil em disfarçar o que pensa ao dar uma notícia, para mim ele é um livro aberto.


Contentamento e contrariedade, medo e arrogância, clareza ou dissimulação podem ser medidos se você sabe que aquela notícia que está sendo dada é verdadeira ou não ou se sabe qual é a posição de quem noticia este ou aquele assunto.

Analisando como se comportam as expressões de alguém conforme o que pensa sobre o que diz, você passa a conhecer a pessoa. Willian Bonner, para este blogueiro, é um livro aberto…

Exemplo: foi instrutivo ver o âncora do Jornal Nacional relatar a intervenção federal no Banco Cruzeiro do Sul sem citar que a instituição, ora acusada de fraude, pertence à família do ex-candidato a vice-presidente na chapa de José Serra em 2010, Índio da Costa.

Vi a expressão de Bonner quando mentiu – ou omitiu, o que dá no mesmo. Este é apenas um exemplo da técnica que uso para “conhecer” aqueles que precisam de vigilância. Com base nas expressões faciais em situações de mentira, omissão ou sinceridade, você aprende sobre a pessoa.

Nos últimos dias, as expressões desse e de outros âncoras de telejornais que diuturnamente tratam de tentar manipular o público, demonstram desalento. O que os desalenta é a CPI do Cachoeira, que já começa a chegar ao ponto em que a mídia e a oposição tanto temiam.

A mídia tentou impedir a abertura da CPI. Fez ameaças, previu que se voltaria contra o PT, esgrimiu com a tese absurda de que oposição não pode ser investigada por CPI porque esta é “instrumento da minoria”, o que, se fosse verdade, tornaria essa minoria inimputável.

Instalada a CPI, Globo, Folha, Veja, Estadão e assemelhados desandaram a decretar que terminaria “em pizza”, que haveria acordo entre tucanos e petistas porque os dois lados estariam igualmente envolvidos. E, supremo caradurismo, equiparou Agnelo Queiroz e Sergio Cabral a Marconi Perillo.

Colunistas do PIG como Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhêde, Merval Pereira e Ricardo Noblat chegaram a dizer que havia mais indícios contra Agnelo e Cabral do que contra Perillo, que, simultaneamente, diziam um inocente alvejado pelo “desejo de vingança” maligno de Lula.

O que se vê, agora, é muito diferente do que a media “previu”. Até o momento, a CPI não se voltou contra seus autores – que a mídia chegou a negar que eram os governistas, apesar da teoria da “vingança”. Pelo contrário, o que vai ficando claro é que o esquema Cachoeira era, essencialmente, demo-tucano.

Não foi preciso usar informações de fontes sobre a Operação Monte Carlo, apesar de existirem, para concluir que Carlos Cachoeira integrava a máquina denuncista da mídia contra Lula, PT e aliados. Para comprovar, basta analisar as informações que passava à revista Veja.

Durante os oito anos de Lula e o primeiro ano de Dilma, as denúncias de Cachoeira à Veja tiveram um só foco: o governo do PT e seus aliados. Ora, como é possível que estes integrassem o esquema do bicheiro se ele vivia fazendo denúncia contra governistas?

É tão simples, é tão lógico que chega a ser constrangedor ter que dizer isso. É um truísmo, uma platitude, de tão óbvio.

O que a lógica mostra, também, é que a mídia sabe muito menos sobre a Operação Monte Carlo do que insinua. Talvez menos do que blogueiros que vinham dizendo o que aconteceria, ou seja, que o desenrolar dos trabalhos faria com que recaíssem sobre a oposição.

Mas, também, sobre a mídia. Assim como havia informações de que as provas contra Perillo se amontoariam quando a CPI começasse a avançar, também se sabia o que em mais algum tempo ficará mais claro do que já está: Veja e Globo compactuaram com os crimes de Cachoeira em troca de informações que ele levantava contra o governismo.

E a cumplicidade cachoeiro-demo-tucano-midiática não para por aí. Em troca de informações contra o governo federal, contra o PT e seus aliados, alguns dos meios de comunicação acima citados publicavam matérias contra desafetos do esquema de Cachoeira.

Você leu neste e em outros blogs que Perillo iria entrar na roda, e entrou. Agora anote aí, leitor: os próximos serão Gilmar Mendes, Veja e Globo. E contra Agnelo e Cabral não verá nada de relevante simplesmente porque estão do outro lado.

Não se diz, aqui, que o governador de Brasília ou o do Rio de Janeiro são santos. Podem – eu disse, apenas, que podem – ser até dois gangsters, mas no esquema Cachoeira não surgirá nada contra eles. Simplesmente porque o bicheiro trabalhava para a oposição midiática.

A - Minhas Postagens, Aécio Neves, Beto Richa, Corrupção, Gilberto Kassab, Goiás, José Serra, Marconi Perillo, Minas Gerais, Paraná, Pará, Políticos do PSDB, São Paulo, Simão Janete, Siqueira Campos, Tocantins

Os envolvidos do PSDB com Cachoeira: Vai sobrar alguém no partido?

Post atualizado: Surgiu novas informações sobre o envolvimento do governador Beto Richa.

Governador de Goiás, Marconi Perillo:

Conversas gravadas pela Polícia Federal mostram que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cobrou do ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso a fatura pelo apoio à eleição do governador Marconi Perillo (PSDB). No diálogo, o bicheiro e o ex-auxiliar do governador discutem a partilha da verba publicitária do Detran, segundo Edivaldo, no valor total de R$ 1,6 milhão. Cachoeira lembra da participação que teve na campanha de Perillo e exige a maior fatia do bolo.

— Quem lutou e pôs o Marconi lá fomos nós — diz Cachoeira.

Deputado federal de Goiás, Carlos Alberto Leréia:

O contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, mandou entregar propina “embrulhada em jornal” para o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). A PF assinala que Cachoeira manda Geovani (Pereira da Silva), seu contador, “passar dinheiro para o deputado Lereia, não sendo possível identificar a que título”. Interceptações telefônicas da PF flagraram diálogos entre Cachoeira e Leréia. Também caiu no grampo o contador Geovani,, que está foragido. O contraventor o chama de Geo e pede a ele que providencie pagamentos em dinheiro vivo para Leréia.

Senador de Tocantins, Ataídes de Oliveira:

As escutas da Operação Monte Carlo mostram uma relação de grande amizade do senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) com o contraventor Carlos Cachoeira. O senador empresta avião, marca encontros para tomar vinhos e fazer negócios de milhões.

Deputado federal do Paraná, Fernando Francischini:

Havia uma troca de informações entre o grupo de Carlinhos Cachoeira e o Deputado Fernando Fracischini (PSDB-PR). As informações eram passadas por um policial federal chamado Tomé para Idalberto, o Dadá, que informava o senador Demóstenes Torres. O grupo também comenta que Francischini está mudando o título eleitoral para Brasília para candidatar à Governador.

Ex-governador e candidato a prefeito de São Paulo, José Serra [1] [2]:

[1] O Ministério Público de São Paulo e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o contraventor Carlinhos Cachoeira investigam um possível favorecimento do grupo do bicheiro em São Paulo, na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e durante o mandato de José Serra (PSDB) no governo do Estado (2007-2010) e na prefeitura paulistana (2004-2006). De acordo com reportagem da revista Isto É na edição desta semana, a suspeita é de a construtora Delta, que seria o braço operacional de Cachoeira, teria sido favorecida com a ampliação do número de contratos durante essas administrações.

[2] “Grupos educacionais que eram irrelevantes, mas que construíram boas conexões políticas com o PSDB, receberam verdadeiras fortunas”, diz Ernani de Paula. O caso que mais chama a atenção, segundo ele, é o da Faculdade Sumaré, que já soma quase R$ 70 milhões em repasses. Em seguida, há o do grupo Uniesp, que recebeu pouco mais de R$ 60 milhões.

Senador e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves:

O Estadão divulgou grampos da Operação Monte Carlo que comprovam que, atendendo aos pedidos do ex-demo Demóstenes Torres, ele ajudou a nomear uma prima do mafioso Carlinhos Cachoeira ao governo mineiro. A matéria é de Fausto Macedo: “Escutas telefônicas da Polícia Federal revelam que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) intercedeu diretamente junto a seu colega, Aécio Neves (PSDB-MG), e arrumou emprego comissionado para uma prima do empresário [o Estadão ainda insiste neste rótulo] do jogo de azar Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Mônica Beatriz Silva Vieira, a prima do bicheiro, assumiu em 25 de maio de 2011 o cargo de Diretora Regional da Secretaria de Estado de Assistência Social em Uberaba”.
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Governador de Tocantins, Siqueira Campos [1] [2]:
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[1] Sócio do contraventor Carlinhos Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), o empresário Marcelo Henrique Limírio doou R$ 300 mil para o Comitê Financeiro Único do PSDB no Tocantins, partido do governador Siqueira Campos, conforme revelou consulta feita pelo CT ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa informou ainda que o depósito da doação foi feito em dinheiro no dia 29 de outubro, ou seja, após as eleições de 2010.
 [2] “Mais um governador apareceu nas escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Desta vez, segundo revelam os relatórios da investigação, foi José Wilson Siqueira Campos (PSDB), do Tocantins. O tucano é citado em um diálogo entre Carlinhos Cachoeira e Gleyb Ferreira, sócio e braço-direito do contraventor, que está preso acusado de explorar jogos de azar em Goiás e no Distrito Federal. Na conversa, Cachoeira afirma ter um encontro marcado com Siqueira Campos e diz que um dos assuntos seria sobre Deuselino Valadares, que na época era chefe da Superintendência da Polícia Federal em Goiânia.
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Governador do Pará, Simão Jatene:
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O Ministério Público abriu investigação para apurar a ligação do Governo Jatene, do PSDB, com a Delta Construção, de Carlinhos Cachoeira. Jatene firmou contrato pagando preço absurdo para a empresa a título de aluguel de veículos para a Polícia Militar do Pará. O valor que o governo do Pará paga de aluguel, dava para comprar a frota toda de veículos para as Polícias Militar e Civil.
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Governador do Paraná, Beto Richa:
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[1] Interceptações de e-mails feitas pela Polícia Federal durante a operação Monte Carlo revelam que dois parceiros do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, planejavam, em 2010, o restabelecimento de uma loteria estadual no Paraná. Um dos envolvidos na conversa é o argentino Roberto Coppola, sócio da empresa Larami, que controlou o serviço de loterias on-line do Paraná entre 2002 e 2004. Em correspondência com o ex-cunhado de Cachoeira, Adriano Aprigio de Souza, no dia 5 de outubro de 2010, ele escreve sobre um suposto encontro para tratar do assunto com o então governador eleito Beto Richa (PSDB).
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[2] Revista Época diz que Carlinhos Cachoeira teria indicado o Secretário de Segurança do Paraná
A - Minhas Postagens, Corrupção, Goiás, Sérgio Guerra

Depois do dep. Leréia (PSDB/GO) enquadrar o PSDB, o presidente do partido ameniza o tom

Diante das repercussões da operação “Monte Carlos” e a comprovação do envolvimento do deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), o PSDB cogita expulsá-lo. O senador Aécio Neves (MG), em entrevista, chegou a pedir o licenciamento do Leréia, já o líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), disse que o partido vai cobrar esclarecimentos. Álvaro Dias, líder do partido no Senado, cobrou o mesmo que Aécio.

Para se livrar de ser expulso pelo PSDB, o deputado Leréia partiu para o ataque. Ele usou, como exemplo, o caso que levou a prisão o senador Cícero Lucena. Em reação ao pedido do presidente nacional Sérgio Guerra para se licenciar, Leréia reagiu dizendo: “Cícero foi preso, Eduardo Azeredo (MG) é réu na Justiça e o partido quer expulsar a mim?”.

Confira abaixo a nota na íntegra publicada no Blog do Noblat, em O Globo:

“Foi assim. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), e o líder na Câmara, Bruno Araújo (PE), pediram ao deputado Carlos Leréia (GO) que se licenciasse do partido devido às suas ligações com o contraventor Carlos Cachoeira. Leréia reagiu: “Peraí. Deixa eu ver. Vocês querem se livrar de mim porque sou amigo do Cachoeira há 30 anos. E o (deputado) Eduardo Azeredo (MG), que é réu na Justiça? E o (senador) Cícero Lucena (PB), que foi preso? E vocês querem expulsar a mim?”.

O golpe parece ter dado certo, pois como pode ser visto no perfil do PSDB no twitter, o Sérgio Guerra recuou:

 

Leia o que a Rede Brasil Atual divulgou sobre o assunto:

Uma nota publicado nesta terça-feira (8) no jornal Folha de S.Paulo, revela que o deputado Carlos Alberto Lereia (GO) – amigo de Carlinhos Cachoeira há 25 anos –, está ameaçando seu partido (PSDB) que, se for, digamos assim, conduzido a pedir licença do cargo, o que via de regra resulta em expulsão, vai “soltar o verbo.” Eli disse que vai fazer com que o governador de Goiás, Marconi Perillo (também tucano) tenha o mesmo tratamento.

Apesar de farto material de gravações da Polícia Federal,  até o momento a imprensa – e o PSDB –, têm blindado o governador Perillo. Até mesmo José Serra, candidato à prefeitura de São Paulo, e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, têm aparecido na imprensa defendendo o governador goiano.

Com a ameaça, o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), apressou-se em declarar que  nenhum integrante da bancada pediu alguma decisão sobre o colega deputado.

Segundo ele – e apesar de fartas provas– dentro da legenda a situação de Lereia é, tranquila. No entanto, na Corregedoria da Câmara, o deputado Jerônimo Georgen (PP-RS) anunciou que deve pedir a abertura de um processo por quebra de decoro contra o congressista.

Isso porque, na semana passada, Lereia fez pronunciamento na Câmara parabenizando a Cachoeira, que fazia aniversário.