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Juiz acusa: Veja fez dossiê para soltar Cachoeira

 

247 – Esposa de Carlos Cachoeira, Andressa Mendonça, que foi detida hoje pela Polícia Federal, em Goiânia, e solta no início da tarde, terá três dias para pagar uma fiança de R$ 100 mil. Caso contrário, sua prisão preventiva será decretada. O motivo é uma suposta tentativa de chantagem contra o juiz Alderico Rocha Santos, responsável pelo caso.

O objeto da chantagem, segundo relata o juiz, é surpreendente. Santos relatou ao portal G1 que o jornalista Policarpo Júnior, chefe da revista Veja em Brasília, produziu um dossiê a seu respeito, a pedido do bicheiro. E que este relatório seria publicado em Veja, caso Cachoeira não fosse libertado. Eis o que Andressa teria dito:

– “Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece Policarpo Júnior? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê”.

Em nota, a revista Veja se posicionou contra a acusação “absurda” contra seu editor e disse tomará providências judiciais contra seus caluniadores.

De todo modo, a parceria editorial entre Cachoeira e Policarpo vem de longa data e produziu várias reportagens. Há um grampo, por exemplo, em que ambos tratam da demissão do ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes.

Corrupção, CPIs, José Serra, São Paulo

José Serra treme: Paulo Preto vai depor na CPI do Cachoeira

 

A assessoria técnica do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo analisou os dados publicados pelo “Portal da Transparência Estadual”, que é gerenciado pelo governo tucano no estado. O resultado é muito instigante.
Eles revelam que, entre 2002 e 2011, a construtora Delta – acusada de ser empresa “laranja” da quadrilha de Carlinhos Cachoeira – assinou pelo menos 27 contratos com estatais e órgãos públicos em São Paulo. Eles totalizam quase R$ 1 bilhão em obras.

Na lista das empresas contratantes consta o Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Eles somam cerca de R$ 800 milhões em valores nominais. Em valores corrigidos (considerando a inflação do período) os contratos chegaram a R$ 943,2 milhões”.

Dersa e Paulo Preto

O maior contrato da Delta foi feito pela Dersa para executar a ampliação da marginal do rio Tietê, num total de R$ 415.078.940,59 (valores corrigidos). O pomposo lançamento da obra, em junho de 2009, contou com as presenças do então governador José Serra (PSDB) e do prefeito Gilberto Kassab, na época no DEM. A Dersa tinha como um dos seus principais executivos o sinistro Paulo Preto, que depois ganhou fama por ser o “operador” na coleta de recursos para o presidenciável do PSDB.

Os dados do próprio portal do governo estadual reforçam as suspeitas de que muita grana pode ter sido desviada para a campanha do tucano. Diante destes graves indícios, os deputados petistas João Paulo Rillo, Adriano Diogo e Enio Tatto protocolaram representação junto ao Ministério Público Estadual para apurar possíveis irregularidades e ilegalidade nos contratos formalizados pela Dersa com empresas e consórcios para ampliação da Marginal do Tietê.

Pistas para novas investigações

Na representação, os deputados citam reportagem veiculada pelo jornal O Estado de S. Paulo que revela que o custo da Nova Marginal ficou em R$ 1,75 bilhão, 75% acima do estimado no primeiro orçamento, em 2008. A CPI do Cachoeira, que já resultou na cassação do ex-demo Demóstenes Torres e colocou na guilhotina o governador Marconi Perillo (PSDB-GO), deveria seguir as pistas dadas pelo próprio portal do governo de São Paulo. Será que é isso que explica o medo da oposição demotucana e da sua mídia venal, que insistem em decretar que a CPI “está morta”?

Marconi Perillo, Políticos PT, Sérgio Guerra

Walter Pinheiro: O PSDB está subestimando a competência do STF e a inteligência da população

Pouco depois dos dirigentes do PSDB convocarem a imprensa para acusar o PT de estar por trás das denúncias da imprensa contra o governador de Goiás, Marconi Perillo, atingido mortalmente pela reportagem da revista Época desta semana, o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), que já havia convocado pela manhã uma coletiva com a imprensa para apresentar um balanço do primeiro semestre, foi instado a falar sobre as acusações do presidente do PSDB,  Sérgio Guerra.

A complicada situação em que se encontra o governador tucano, após a divulgação de provas e indícios de receber R$ 500 mil da empreiteira Delta, na ainda mais complicada história da venda de sua casa para o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, segundo o presidente do PSDB, é coisa do PT.

Isso mesmo. Sérgio Guerra atribui ao PT a coincidência entre a realização da CPMI que investiga a organização criminosa de Cachoeira, com o início do julgamento do chamado caso do mensalão no Supremo Tribunal Federal. Crivado por perguntas dos repórteres, Walter Pinheiro foi direto: “estão subestimando a competência do STF e a inteligência da população, quando deveriam, isso sim, encontrar explicações para as novas denúncias contra Perillo”.

“O deputado Sérgio Guerra pode falar o que quiser, mas é bom lembrar que não fomos nós que definimos nem o calendário do STF para julgar o mensalão nem que as  denúncias sobre a capilaridade da organização criminosa do Cachoeira estivessem em pauta agora”, disse Pinheiro.

Para ele, imaginar que o Supremo possa se pautar pelos desejos e pela vontade de um determinado partido ou mesmo do Governo é, no mínimo, uma demonstração de ingenuidade. “Não vejo como alguém possa imaginar que seja possível mudar o curso da história, seja manobrando aqui ou acolá, como se fosse possível o STF ser influenciado por um partido político. Se alguém for capaz de achar isso, está completamente enganado”, enfatizou o senador.

Reconvocação de Perillo
Parte da ira da direção do PSDB demonstrada na entrevista coletiva tem a ver com a reconvocação do governador para depor na CPI, não mais como testemunha, mas como réu – segundo o requerimento apresentado na noite de segunda-feira (16/07) pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Para Pinheiro, a direção do PSDB novamente errou o alvo ao acusar o PT de envolvimento na reconvocação de Perillo. Trata-se de uma ilação sem sentido, disse o senador, até porque não há uma posição fechada entre os parlamentares do PT que participam da CPI. Parte é a favor da reconvocação, parte – entre eles, os líderes do PT no Senado (Walter Pinheiro) e na Câmara (Jilmar Tatto) – é contra. Tanto para Pinheiro como para Tatto, a vinda de Perillo para depor novamente pode ser totalmente improdutiva. Ambos defendem, isso sim, que a CPI reúna as provas e indícios que já tem, e as remeta para a Procuradoria-Geral da República, que já encaminhou pedido de investigação sobre Perillo ao STJ.

Pinheiro defende, para o governador, a aplicação do mesmo remédio usado no caso do senador Demóstenes Torres, que foi cassado na última quarta-feira (11/07) pelo plenário do Senado. Mas, advertiu, essa missão não cabe à CPMI, mesmo porque não tem prerrogativas para tal. “Não temos como propor o afastamento do governador. O que podemos fazer é propor o encaminhamento à Procuradoria-Geral ou à Assembleia Legislativa de Goiás”.

“Defendo o encaminhamento das provas para o procurador, porque acho que nós já temos elementos suficientes. E o que Perillo viria vai fazer na CPMI?”, pergunta Pinheiro. “Ter uma nova oportunidade para se defender? Se ele quisesse falar sobre esse assunto (a quitação em dia das dívidas do governo estadual com a empresa Delta em troca de pagamentos pela venda da casa que pertencia a Perillo) já teria tratado disso em seu depoimento”, recordou.

Para o líder petista, assim que o recesso parlamentar de julho for encerrado e as atividades da CPMI forem retomadas, devem ser marcados os depoimentos do ex-presidente da Delta , Fernando Cavendish e do diretor do Dnit, Antônio Pagot. A convocação dos dois já foi aprovada.

PT Senado

Corrupção, Demóstenes Torres

Ao lado de Demóstenes Torres, ninguém menos que Marconi Perillo, José Serra, Geraldo Alckmin e Beto Richa

 

247 – Acabou.

Por 56 votos a favor, 19 contra e cinco abstenções, numa sessão histórica, o Senado cassou, pela segunda vez, um de seus membros – o único antecedente histórico era o do senador Luiz Estevão.

O goiano Demóstenes Torres, eleito pelo DEM, em 2002, e reeleito em 2010,  não foi apenas cassado. Foi também escorraçado por seus pares.

“O senhor feriu de morte a dignidade do mandato”, disse o senador Pedro Taques (PDT/MT), que relatou o processo na Comissão de Constituição e Justiça. Seu relatório foi aprovado por unanimidade.

“Quem lhe condena é o seu passado”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE), que relatou o processo no Conselho de Ética. Seu relatório foi também aprovado por unanimidade.

Tivesse sido aberta a votação da cassação no plenário, Demóstenes Torres teria sido escorraçado da vida pública também por uma votação unânime.

Demóstenes não fará falta ao Senado.

Enquanto exerceu seu mandato, ele foi um dos maiores inimigos da liberdade e do direito de defesa, sempre pronto a atirar pedras em quem quer que fosse, em troca de alguns instantes a mais de fama.

Demóstenes já vai tarde.

Adeus.

Aécio Neves, Corrupção, CPIs, Políticos do PSDB

CPI do Cachoeira avança, embora mídia e PSDB sejam contra

Leandro Fortes:
Não é a toa que há um esforço tremendo na mídia para passar a impressão de que a CPI do Cachoeira está fazendo água, com o perdão do trocadilho. Por toda parte, se lê e se ouve, quase sempre com base em declarações de políticos tucanos, que a CPI não vai dar em nada. Os senadores Álvaro Dias (PR) e Mário Couto (PA), ambos do PSDB, estão se especializando nisso. Couto chegou a dar um chilique e abandonar a comissão, como se alguém fosse sentir falta de sua presença histriônica. Pela Câmara, o trabalho de desmoralização da CPI é conduzido pelo deputado Carlos Sampaio, do PSDB de São Paulo.

Todos repetem, sempre que podem, que a CPI acabou. Na verdade, uma declaração que nada tem a ver com fatos, mas com desejos e urgências. O principal deles, abafar a subordinação do governador de Goiás, Marconi Perillo, ao esquema criminoso.

Enquanto os tucanos se revezam para dar declarações desse tipo a uma mídia também ansiosa pelo fim da CPI, um grupo liderado pelo relator Odair Cunha (PT-MG) trabalha diligentemente para ler, ouvir e relatar todo o material bruto das operações Monte Carlo e Vegas, da PF. Assim, vão se tornando cada vez mais nítidas as ligações da quadrilha de Carlinhos Cachoeira com políticos e jornalistas, esboço de um conluio que, quando vier a público, irá desmistificar boa parte do discurso udenista da oposição, sem falar na desconstrução de certa escola de jornalismo investigativo de araque.”

Agnelo Queiroz, Corrupção, CPIs, Políticos do PSDB

Deputado “tchutchuca” Fernando Francischini (PSDB/PR) articulou montagem de dossiê contra o gov. Agnelo Queiroz (PT)

247 – O site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, publicou, neste domingo, um documento ainda inédito da CPI do caso Cachoeira, que cita o procurador-geral da República, Roberto Gurgel (leia aqui).

São conversas que envolvem o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) e o araponga Idalberto Matias, o Dadá, além de personagens conhecidos da política brasiliense, como o ex-senador Alberto Fraga, do DEM, e os jornalistas Edson Sombra e Mino Pedrosa. Ambos, críticos ferozes da gestão de Agnelo Queiroz, do PT, no governo do Distrito Federal.

Já se sabia que Francischini pensava em mudar seu domicílio eleitoral do Paraná para Brasília, onde concorreria ao GDF em 2014 – a revelação foi feita, aqui, no 247. A novidade é que, pela primeira vez, há grampos que citam o nome do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Nos diálogos, interlocutores de Dadá articulam para que Gurgel apresente denúncia contra Agnelo Queiroz. O trabalho do grupo envolvia, ainda, a publicação de notícias em blogs políticos de Brasília contra o governador.

Num email interceptado pela Polícia Federal, Alberto Fraga sugere a Edson Sombra que fale com Mino Pedrosa para maneirar as denúncias contra Agnelo, para não prejudicar o trabalho do procurador-geral. “Você tem que falar com o Etelmino para ele ir com calma. Pois todo esse alvoroço pode até atrapalhar o trabalho que o Gurgel está fazendo junto com o Francischini”.

No início do ano, o deputado tucano denunciou, na revista Veja, a existência de uma central de grampos, no governo do Distrito Federal, contra adversários políticos de Agnelo Queiroz. Ele estaria entre os alvos, assim como os jornalistas Edson Sombra e Mino Pedrosa. Em abril, Francischini disse até que pediria a prisão do governador do Distrito Federal.

O que o documento publicado neste domingo revela, no entanto, é bem diferente. Era Francischini quem tramava com Dadá, Carlos Cachoeira, Alberto Fraga e blogueiros de Brasília a queda do governador. O que ainda não se sabe é qual era o grau de envolvimento do procurador Gurgel na trama.

Corrupção, CPIs, José Serra, São Paulo

Desembargador manda soltar o bicheiro Cachoeira. Qual foi a reação de José Serra?

Do Zero Hora:

Preso há mais de três meses no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, o contraventor Carlinhos Cachoeira teve seu pedido de habeas corpus aceito pelo desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1).

No entanto, o bicheiro deverá permanecer preso.

A informação foi confirmada pelo advogado de Cachoeira, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Segundo Thomaz Bastos, o seu cliente ainda tem outro mandado de prisão em vigor. Este expedido em decorrência da Operação Saint Michel, da Polícia Civil, que investiga desdobramento do esquema criminoso no Distrito Federal.

Thomaz Bastos afirmou que, neste sábado, deverá entrar com novo pedido na Justiça do DF para tentar obter a soltura também no processo da Saint Michel. Como o plantão do TJ do Distrito Federal funciona até a meia-noite de domingo, a tendência é que a decisão saia ainda no fim de semana, provavelmente no sábado, já que pedidos referentes a réus presos têm prioridade de tramitação.

O habeas corpus concedido nesta sexta-feira é relativo à Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. A defesa de Cachoeira havia entrado com pedido de extensão em outro habeas corpus deferido pelo desembargador Tourinho Neto na última quarta-feira, que determinou a soltura de José Olimpio de Queiroga Neto, que pertencia ao grupo de Cachoeira.

Cachoeira ainda pode ser beneficiado com a anulação das provas da operação da Polícia Federal, pois nesta terça-feira (12), o desembargador Tourinho Neto, um dos três magistrados da terceira turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que analisa o caso, considerou ilegais as gravações feitas pela PF. O processo parou por conta de um pedido de vista do também desembargador Cândido Ribeiro e não tem prazo para ser retomado, mas se Ribeiro ou o juiz federal Marcos Augusto de Sousa, que completa a terceira turma do TRF1, acompanharem o voto de Tourinho, Cachoeira será colocado em liberdade.

Além dos envolvidos na máfia do Cachoeira, como Demóstenes Torres (ex-DEM), José Serra também tem o que comemorar. O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), membro da CPMI do Cachoeira, quer que Serra explique os contratos firmados entre a Prefeitura de São Paulo, quando o tucano era prefeito, e a Delta Construções, empresa envolvida em escutas telefônicas da Polícia Federal nas investigações do contraventor. A Delta seria o braço operacional e financeiro do bicheiro.

Do ABCD Maior:

“A construtora Delta chegou à Prefeitura de São Paulo quando o Serra era prefeito e depois aprofundou suas contas com o governo do Estado, quando ele era governador”, justificou o deputado, em seu site.
Dr. Rosinha também quer ouvir o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), Paulo Viera de Souza, o Paulo Preto, que ficou conhecido durante as eleições de 2010, por ter supostamente “sumido” com R$ 4 milhões da campanha derrotada de Serra à presidência.

Caso
À revista IstoÉ, Pagot contou detalhes sobre como, no exercício do cargo de diretor do DNIT, foi pressionado pelo governo de José Serra a aprovar aditivos ao trecho sul do Rodoanel. De acordo com Pagot, um “procurador” de umas das empreiteiras da obra chegou a lhe avisar: “Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá”. Pagot garantiu que “60% eram para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”.

Pagot ainda contou que recebeu pressões para liberar R$ 264 milhões em aditivos para a conclusão do trecho sul do Rodoanel. Disse que, em meados de 2009, o então diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, solicitou uma audiência no DNIT. Levou assessores, engenheiros e um procurador para tentar convencer Pagot a liberar a quantia.

Segundo apuração do blog Transparência SP A Delta teve pelo menos 27 contratos com o governo do Estado de SP de 2002 a 2011, principalmente com o DER, o DAEE e a SABESP. Segue abaixo a lista de contratos:

 

Com a liberdade do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a anulação de provas,  a CPMI pode ter seus trabalhos paralisados e, assim José Serra não precisará explicar sua relação com a Delta. Por isso, José Serra tem muito a comemorar: