A - Minhas Postagens, Corrupção, CPIs, Geraldo Alckmin, José Serra, São Paulo

PSDB de Alckmin e Serra barrou mais de 100 CPIs em 8 anos

A exemplo do patrono FHC, que nos seus oito anos de reinado sabotou as investigações sobre escândalos de corrupção – o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, ficou famoso no meio jurídico como “engavetador-geral” –, Alckmin adotou a mesma postura autoritária durante sua gestão em São Paulo. Ao todo, 69 pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) foram sabotados em seu governo.

Alckmin sempre tentou evitar qualquer investigação sobre as falcatruas do seu governo. Para isto, ele inclusive utilizou um artifício legal do período da ditadura militar para impedir a instalação das CPIs, o que exigia que os respectivos requerimentos fossem aprovados pela maioria absoluta dos deputados.

Publicamos abaixo os 69 pedidos de CPIs que o ex-governador barrou durante seu mandato:
1– CPI da compra de parlamentares. Investigação do uso de órgãos públicos e empresas estaduais, através de gastos de publicidade, em troca de apoio político nas eleições municipais de 2004;
2– CPI da Eletropaulo. Investigação de irregularidades no empréstimo concedido à empresa de energia;
3– CPI das ferrovias. Apuração da situação do Sistema Ferroviário do Estado de São Paulo;
4– CPI da CDHU. Investigação de denúncias de irregularidades nas obras da companhia de habitação;
5– CPI do Rodoanel (1). Apuração de irregularidades na execução do trecho oeste do Rodoanel Metropolitano, desde a elaboração do projeto até a conclusão das obras;
6– CPI da publicidade na Nossa Caixa. Apuração de irregularidades nos contratos de publicidade entre a Nossa Caixa e as agências Colucci&Associados e Full Jazz Comunicação;
7– CPI da Febem. Investigação da responsabilidade das autoridades pela inexistência de medidas para resolução dos problemas;
8– CPI da Sabesp. Investigação das reais causas da situação de precariedade no abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo;
9– CPI do Detran e do Poupatempo. Investigação dos ilícitos administrativos e criminais cometidos por agentes públicos e particulares nos serviços médicos, de lacração e de credenciamento de auto-escolas no Detran e no Poupatempo;
10– CPI do Viva-Leite. Apurar irregularidades nos programas Viva-Leite e Alimenta São Paulo de responsabilidade da empresa pública Codeagro;
11– CPI dos Boletins de Ocorrência. Investigação das irregularidades na elaboração de BOs com o objetivo de distorcer as estatísticas criminais do Estado;
12– CPI do Rodoanel (2). Apuração das irregularidades na execução do trecho norte do Rodoanel;
13– CPI das obras do Tietê. Investigação dos procedimentos administrativos, empréstimos, contratos aditivos, execução, planejamento e expectativa de gastos e a adequação ambiental das obras do rebaixamento da calha do Rio Tietê;
14– CPI do transporte. Investigação das práticas do abuso do poder econômico por parte das empresas prestadoras de serviços de transporte coletivo;
15– CPI da CDHU (2). Investigação das irregularidades na aquisição de apartamentos da CDHU;
16– CPI da guerra fiscal. Investigação das empresas favorecidas na guerra fiscal entre os Estados;
17– CPI dos bingos. Investigação do funcionamento das casas de bingo instaladas no Estado;
18– CPI da “indústria da multa”. Investigação de irregularidades nas aplicações das multas de trânsito;
19– CPI do futebol. Investigação de problemas pertinentes ao futebol no Estado, prática esportiva, clubes, Federação Paulista de Futebol e implicações comerciais e econômicas;
20– CPI dos cartórios. Apurar o procedimento dos Cartórios de Notas, de Registro de Títulos e Documentos, de Pessoas Físicas e Jurídicas e de Registro de Imóveis existentes no Estado;
21– CPI dos medicamentos. Apurar as irregularidades praticadas por indústrias de medicamentos e laboratórios farmacêuticos nacionais ou estrangeiros;
22– CPI da energia elétrica. Investigar irregularidades nos procedimentos adotados pelo governo na compra de energia pela Sabesp, Companhia Paulista de Transporte Metropolitano e Metrô;
23– CPI do transporte (2). Investigar práticas do abuso do poder econômico por parte das empresas prestadoras de serviços de transporte coletivo;
24– CPI das operadoras de saúde. Apurar as irregularidades praticadas pelas operadoras de saúde que infringem a Lei dos Planos de Saúde e o Código de Defesa do Consumidor;
25– CPI da contaminação. Investigar as graves denúncias de contaminação do solo por metais pesados e pesticidas na região Recanto dos Pássaros, em Paulínia, e na Vila Carioca, na capital;
26– CPI dos grileiros. Apurar a suposta ocorrência de uma indústria de invasões em terrenos urbanos e rurais no Estado;
27– CPI do ensino superior. Apurar a real situação do ensino praticado por instituições particulares;
28– CPI do meio ambiente. Investigar graves denúncias de contaminações e degradações ambientais;
29– CPI da Cetesb. Apurar a contaminação do solo, inclusive em 255 áreas já identificadas pela Cetesb;
30– CPI da poluição. Investigar denúncias relacionadas à falta de fiscalização e danos ambientais;
31– CPI da TV Cultura. Apurar denúncias sobre possibilidade do encerramento das atividades da TV Cultura;
32– CPI da FPA. Investigar desvirtuamento de verbas e doações, bem como a má gestão dos recursos financeiros da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura;
33– CPI dos grupos de extermínio. Investigar o possível envolvimento de policiais civis ou militares em grupos de extermínios;
34– CPI da água. Investigar denúncia de contaminação ambiental, especialmente em lençóis freáticos;
35– CPI da prostituição infantil. Investigar denúncias veiculadas pela mídia de exploração sexual, crimes de estupro, corrupção de menores, exploração de lenocínio, prostituição infantil, pedofilia e formação de quadrilha;
36– CPI das operadoras de seguro. Investigar e apurar práticas irregulares destas operadoras;
37– CPI da telefonia celular. Apurar a real situação da prestação dos serviços públicos de telefonia celular, fornecido pelas diversas concessionárias/operadoras que atuam na região;
38– CPI da saúde. Investigar a transferência de verbas do SUS para a Secretaria Estadual de Saúde;
39– CPI do transporte ferroviário. Investigar a situação do transporte ferroviário no Estado;
40– CPI da telefonia. Apurar as práticas irregulares das operadoras multinacionais de telefonia;
41– CPI do Ibope. Apurar os procedimentos dos institutos de aferição de audiência, especialmente do Ibope, na captação de informações em domicílios de telespectadores-consumidores, bem como na transmissão das informações colhidas aos interessados;
42– CPI da Coca-Cola. Investigar a empresa SPAL/Coca-Cola por sonegação fiscal de ICMS e por dumping na comercialização de seus produtos;
43– CPI das multas em rodovias. Investigar irregularidades na aplicação de multas por meios eletrônicos nas rodovias estaduais;
44– CPI dos veículos. Investigar irregularidades na comercialização de veículos automotores pelas montadoras, frotistas e empresas locadoras, com posterior revenda para terceiros;
45– CPI do leite. Analisar a comercialização e as perspectivas futuras para a produção de leite;
46– CPI dos combustíveis. Investigar irregularidades com relação à observância da Lei Federal nº 9.950/00, que proíbe o funcionamento de bombas de auto-serviço;
47– CPI do PCC. Apurar as denúncias sobre a execução de 12 membros do PCC, ocorrida em março de 2002, na Rodovia José Ermínio de Morais, em Sorocaba;
48– CPI da violência. Apurar a violência policial no Estado;
49– CPI do Hospital das Clínicas “Luzia de Pinho Mello”. Verificar irregularidades nas obras de ampliação e reforma do hospital;
50– CPI da Telefonica. Apurar a ocorrência de fraude tributária contra a arrecadação do ICMS envolvendo a multinacional espanhola Telefonica;
51– CPI da educação. Investigar irregularidades no processo de mudanças dos cursos técnicos;
52– CPI da pirataria. Investigar a participação de agentes públicos em crime de “pirataria”;
53– CPI das multas de trânsito. Investigar irregularidades no sistema de multas, no processo de pontuação e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação e nos cursos de reciclagem;
54– CPI da reciclagem. Apurar irregularidades na chamada “indústria da reciclagem” – na tecnologia de tratamento e reciclagem de óleos comestíveis de origem animal e vegetal;
55– CPI dos Shoppings Centers. Investigar irregularidades nas operações dos shoppings que estejam maculando o Código de Defesa do Consumidor;
56– CPI da sonegação. Investigar a corrupção, a sonegação e a renúncia fiscais no Estado;
57– CPI dos combustíveis (2). Investigar a adulteração de combustíveis;
58– CPI do crime organizado na área fiscal. Investigar a existência do crime organizado nesta área;
59– CPI do meio ambiente (2). Investigar e apurar danos ambientais no Estado;
60– CPI do Metrô. Investigar irregularidades na contratação e na manutenção das obras das Linhas 4-amarela e 2-verde;
61– CPI do tráfico de leilões. Apurar a prática de tráfico de influências na contratação de leiloeiros e de empresas para a realização de leilões da administração direta e indireta;
62– CPI das teles. Investigar irregularidades na prestação dos serviços de telefonia fixa e móvel e averiguar práticas lesivas ao Erário decorrente da má gestão fiscal;
63– CPI da guerra fiscal (2). Apurar na área tributária e fiscal do Estado a fuga de empresas e indústrias como conseqüência da chamada “guerra fiscal”;
64– CPI do sistema psiquiátrico. Investigar supostas irregularidades nas unidades públicas responsáveis pelas ações relativas à saúde mental;
65– CPI do Ipesp. Investigar a destinação de contribuições obtidas pelo instituto mediante desconto em folha de pagamento de funcionários que ocupam cargos na Assembléia Legislativa;
66– CPI dos juízes de futebol. Investigar a atuação do juiz Edílson Pereira de Carvalho e de outros árbitros e empresários acusados de integrarem um esquema de manipulação de resultados;
67– CPI da contaminação ambiental. Investigar as denúncias sobre contaminações ambientais;
68– CPI do trabalho rural. Investigar as condições atuais do trabalho rural no Estado;

69– CPI da Fazenda da “Canção Nova”. Investigar as irregularidades na cessão de fazenda de 87 hectares, localizada em Lorena, à rede católica “Canção Nova”, ligada ao secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita.

Pode parecer piada, mas não é. No site da ALESP, vemos que durante a 15ª legislatura (2003 a 2006), período que o Geraldo Alckmin governou, somente 3 CPI’s foram aceitas. Veja:

PSDB barrou mais 30 pedidos de CPIs na atual legislatura paulista

Os deputados da base de apoio ao Governo do PSDB em São Paulo conseguiram arquivar pelo menos 30 pedidos de CPIs na atual legislatura.

Entre 2007 e 2010, os deputados petistas apresentaram 26 destes pedidos de CPIs não protocolados; dois foram apresentados pelo PSOL e outros dois pelo PDT. Para romper o bloqueio, a Bancada impetrou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça, sob a justificativa de que as CPIs são formas de o Poder Legislativo exercer a sua função fiscalizadora.

Com a pressão, o presidente da Assembleia anunciou em julho de 2007 a instituição de cinco CPIs sob o critério de ordem cronológica da apresentação do pedido, que favoreceu mais uma manobra dos parlamentares dos partidos governistas. Eles passaram a protocolar, rapidamente, pedidos de CPIs de temas pouco relevantes e sem relação com o Governo do Estado, para atrasar as investigações que pudessem atingir o governo tucano.

2007

Esta estratégia garantiu a instauração de cinco CPIs anuais na Assembleia, desde 2007. Só que nenhuma das investigações atingiu os inúmeros escândalos amplamente denunciados da gestão tucana. A CPI da CDHU, por exemplo, foi encerrada em novembro do ano passado sem analisar documentos e ouvir envolvidos e testemunhas importantes na investigação das fraudes em licitações para a construção de casas populares.

No ano de 2007, os deputados petistas apresentaram 11 pedidos para a instauração de CPIs, arquivados devido ao boicote da base governista. No primeiro semestre, foram pedidas Comissões para investigar a Cratera do Metrô (acidente da Linha 4), a Máfia dos Caça-Níqueis, o baixo desempenho escolar, as ONGs no Governo Alckmin, o Ipesp, as fraudes na licitação do Metrô, a omissão de estatísticas criminais, os contratos sem licitação entre o Governo Alckmin e o Instituto Uniemp e a contratação de publicidade para o Banco Nossa Caixa.

No segundo semestre, houve pedido para uma CPI dos Imóveis Vagos, baseado na denúncia de que São Paulo teria 30 mil imóveis abandonados pelo governo tucano, e para a CPI das Rodovias, que investigaria a prorrogação dos contratos de concessão e os diferenciais de custo de pedágio (nos trechos do Estado e da União). Houve também um pedido de CPI do Sistema Prisional, para apurar o desvio do dinheiro público por agentes da Secretaria de Administração Penitenciária e de ONGs.

2008

A denúncia de que o então governador José Serra gastou R$ 108 milhões e patrocinou até despesas em casas noturnas com cartões corporativos motivou o primeiro pedido de CPI da Bancada do PT em 2008. A CPI dos Cartões Corporativos foi enterrada pelos tucanos, juntamente com os pedidos das CPIs da Segurança Particular, da Alstom e do Detran.

No segundo semestre de 2008, houve pedido para a instauração da CPI da contratação de empresas de segurança particular pelo CDHU e da CPI Operação Parasitas, cujo pedido foi baseado em notícias sobre fraudes em licitações, faturamento e suborno de agentes públicos nos principais hospitais públicos do Estado.

2009

No ano passado, as manobras para impedir investigações garantiram até a instauração de uma CPI que não funcionou. A CPI para investigar fraudes no licenciamento e no recolhimento de IPVA só teve uma reunião com quórum (número mínimo necessário de deputados) e foi extinta, 4 meses depois, devido ao boicote dos próprios parlamentares tucanos que a instituíram. Foram 120 dias sem atividades.

Os deputados da oposição apresentaram, em 2009, oito pedidos de CPIs. O PSOL pediu, na CPI do Iamspe, investigações sobre as perícias médicas no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual.

Os deputados petistas pediram Comissões para investigar corrupção na Polícia Civil, superfaturamento do Rodoanel, nos contratos do Programa Computador na Escola, desvios de verbas de operações sigilosas da Secretaria de Segurança, a prestação de serviços da Telefonica, as causas do desabamento das vigas do viaduto do Rodoanel e fraudes nas contratações pelo Governo de São Paulo de empresas já denunciadas no Distrito federal.

As denúncias sobre a Polícia Civil, baseadas em suspeitas de corrupção envolvendo o ex-secretário de Segurança Pública, Lauro Malheiros Neto, e investigadores foram alvo ainda de um pedido de CPI do PDT, também rejeitado por falta de assinaturas.

2010

Apesar do arquivamento de pedidos de CPIs, os escândalos envolvendo a Alston e as licitações do Metrô continuaram em 2010, ano em que o bloco governista boicotou outros três importantes pedidos de CPIs. Houve pedidos para investigar possíveis fraudes no Instituto de Criminalística de São Paulo e para a apuração de indícios de má gestão e irregularidades no Instituto Butantã.
As denúncias de falta de transparência na execução do orçamento do Judiciário de São Paulo foram alvo de um pedido de CPI do PSOL. Quase ao final de sua atuação, a atual legislatura, majoritariamente governista, valeu-se da regra numérica – são 94 da base de apoio ao governo do PSDB contra 23 deputados da oposição – para impedir o trabalho parlamentar de investigar.

As CPIs não julgam e não punem, mas tem o poder de fiscalizar, propor soluções e encaminhar suas conclusões ao Ministério Público, à Defensoria, ao Poder Executivo e ao Tribunal de Contas do Estado.

Durante as investigações, os deputados que integram as Comissões poderiam realizar vistorias e levantamentos em repartições públicas estaduais e outras entidades. Mas, o sistemático boicote tucano impediu que o atual grupo de parlamentares exercesse plenamente as funções legislativas.

Caos Urbano, Geraldo Alckmin, São Paulo

Tietê transborda pela 3ª vez no ano, SP tem dia de caos e solução só em 40 anos

Rio invade a Marginal em 6 pontos e tumultua a vida de milhares de pessoas; só um terço dos piscinões previstos em 1998 saiu do papel

Bruno Paes Manso, Diego Zanchetta, Eduardo reina, Paulo Saldana, Renato Machado, Rodrigo Brancatelli, Valéria França e Flávia Tavares – O Estado de S.Paulo

Ruas travadas, Marginal interditada, carros boiando, pessoas ilhadas. O drama paulistano das enchentes, que já atingiu a zona oeste da cidade no domingo, ganhou mais força ontem em outras regiões, principalmente norte e leste. O Rio Tietê, que ficou quatro anos sem alagamentos (entre 2005 e 2009), transbordou pela terceira vez em 50 dias. E, caso o prazo de investimentos governamentais seja mantido, São Paulo só vai livrar-se das enchentes em 40 anos.

Além do Tietê – que saiu do leito perto das Pontes das Bandeiras, Vila Maria, Aricanduva, Tatuapé e Limão – transbordaram o Córrego Aricanduva e o Rio Tamanduateí. A cidade registrou 49 pontos de alagamentos e os bombeiros receberam 136 chamados relacionados à chuva – dezenas na região do Aricanduva. Na zona norte, uma pessoa ficou ferida após a queda de um muro de supermercado. O rodízio de veículos foi suspenso à noite. Houve queda de energia no centro e 88 semáforos apagaram,

Também choveu forte em Guarulhos, Osasco, ABC, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Santos – onde a Defesa Civil municipal registrou 15 deslizamentos em morros, mas sem vítimas.

Em Santo André, a Avenida dos Estados ficou interditada próximo do centro da cidade, por causa do transbordamento do Tamanduateí. Em Guarulhos, uma cratera com 5 metros de comprimento foi aberta na Avenida Paulo Freire, ao lado do Córrego Boituva. Na capital, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou o segundo pior congestionamento do ano: 150 km, às 19h42. Alagamentos interromperam a circulação de duas linhas da CPTM – a 7-Rubi e a 10-Turquesa.

Futuro. A solução para São Paulo ficar livre das enchentes só deve vir em 2050. Atualmente, 45 piscinões – ou um terço do previsto em 1998 pelo Plano de Macrodrenagem do Alto Tietê – foi finalizado, o suficiente para armazenar 9 milhões de m³. Pelo projeto, para resolver o drama paulistano seria preciso fazer mais 91 reservatórios, com capacidade para 26,6 milhões de m³ (ou 9.500 piscinas olímpicas). Eles comportam temporais de até 80 mm – ontem na foz do Aricanduva caíram 82,5 mm, segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).

O superintendente do Daee, Amauri Pastorello, diz que há problemas para construir reservatórios na Região Metropolitana, que segue em ritmo lento. “Faltam terrenos para ampliar piscinões.”

Para Pastorello, a chuva de ontem, que começou na zona leste, foi de grande intensidade, o que diminuiu a velocidade no escoamento do Tietê.

A vazão ficou reduzida a partir do entroncamento com o Tamanduateí e o Aricanduva. O contrato com a empresa que faz desassoreamento do Tietê acaba em abril. O Daee quer concluir nova licitação até essa data. O objetivo é retirar neste ano 2,1 milhões de m³ de sujeira do rio.

Blog do Favre

José Serra, Saúde, São Paulo

Em São Paulo, José Serra vetou instalação de aparelhos de mamógrafos em todas as regiões do Estado

Para quem diz que José Serra entende de Saúde:
Serra vetou o projeto em 2009 e a Assembleia de São Paulo derrubou o veto
Projeto amplia direitos à mulher no Estado de São Paulo
Agora é lei: o governo do Estado tem 120 dias para criar a política de prevenção e combate ao câncer de mama. Isto porque, nesta quarta-feira (1/3), a Assembleia Legislativa paulista derrubou o veto que o ex-governador José Serra, em 2009, fez ao projeto de lei 791/2004 de autoria da deputada do PT, Beth Sahão.
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Em um de seus artigos, o projeto estabelece como diretriz a instalação de aparelhos de mamógrafos em todas as regiões do Estado, de modo que os exames sejam feitos nas cidades próximas às residências das mulheres. O projeto também determina a assistência à pessoa acometida do câncer de mama, com amparo médico, psicológico e social.
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Projetos importantes para as mulheres
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Pelo menos 20 projetos de lei de autoria de parlamentares do PT e que têm a mulher como tema principal encontram-se prontos na Assembleia Legislativa e não são colocados na Ordem do Dia à votação para que, caso aprovados, possam virar lei. A Bancada do PT (atualmente com 20 deputados) é minoria frente à base governista (com quase 70 deputados) e não consegue levar seu projetos ao Plenário.
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São importantes projetos de lei como o que garante atendimento integral às mulheres vítimas de violência e os que instituem a Carteira de Saúde da Mulher e o programa de vacinação contra o HPV (Papiloma Vírus Humano) na rede pública.
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Dentro da área do trabalho e da habitação, por exemplo, há propostas que versam sobre ações para capacitação profissional da mulher; reserva de 5% das vagas de emprego na área de construção de obras públicas; e que para sejam aplicados, no mínimo, 20% dos recursos estaduais destinados as unidades habitações, em benefício da mulher chefe de família.

Blog do Celso Jardim

São Paulo, Segurança

Governo tucano (Alckmin) em SP privatiza até dados sigilosos

O sociólogo Túlio Kahn, que é chefe da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento) da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, vende serviços de consultoria nos quais põe à disposição de empresas dados sigilosos sobre a violência no Estado, informa a reportagem de Mario Cesar Carvalho publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Alckmin afasta funcionário suspeito de vender dados sigilosos

Como sócio da Angra Consultoria, Kahn repassa a clientes informações cuja divulgação é vetada, “para não alarmar o público”.

Entre elas, estão que tipo de bens são levados com maior frequência em assaltos a condomínios de São Paulo e quais os furtos mais comuns na região de Campinas. Os contratos da Angra chegam a até R$ 250 mil.

Parte das informações criminais é publicada trimestralmente, de acordo com a resolução 160, que criou em 2001 as regras para divulgação de estatísticas.

A divulgação, porém, não inclui dados estratégicos, como o local do crime. Com isso, não dá para se saber a rua onde se mata mais na cidade de São Paulo ou as faculdades que concentram o furto de veículos. Não há esse veto para a clientela da Angra.

 

Caos Urbano, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, São Paulo

Mais do programa DEMoTucano “Arrasa São Paulo”

Apagão Elétrico, Geraldo Alckmin, São Paulo

Programa tucano “Hidrelétrica na Minha Casa”: Os consumidores de SP terão de se virar para gerar a própria energia

Programa Tucano: "Hidrelétrica na minha casa". Adaptável a qualquer cômodo da casa.

Sob risco de novos apagões, o governo de São Paulo vai propor que grandes consumidores do Estado, entre eles empreendimentos comerciais e residenciais, gerem a própria energia com geradores e saiam do sistema elétrico nos horários de pico. A proposta é do secretário de Energia de SP, José Aníbal, como uma das alternativas para o consumidor evitar o colapso do sistema. As informações são do Jornal Folha de São Paulo.

No mais recente apagão, um problema de transmissão deixou cerca de 2,5 milhões de pessoas sem energia na capital. O governo admite que novos apagões podem ocorrer na zona sul, principal região afetada dessa vez, e também na zona norte e na região do ABC. Porém, o  governo não pretende tornar a medida obrigatória.

O risco de colapso no abastecimento em São Paulo é conhecido há pelo menos três anos. Na época, os técnicos colocavam como urgência a construção de uma subestação para amenizar o risco de apagão na zona sul.

De concreto, o governo tem pouco para estimular a saída de consumidores do sistema elétrico. A pasta de Energia deve enviar à Secretaria da Fazenda um pedido para redução de ICMS sobre grupos geradores movidos a etanol, mas não é certa essa redução.

Para o professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP Célio Bermann, o governo “busca tirar soluções da cartola” que poderiam ser obtidas com gerenciamento e manutenção. Eu concordo com o professor na medida em que o solução encontrada pelo governo poderá evitar problemas no horário de pico, mas não ataca o aspecto estrutural da questão. O assunto, sem dúvida, é urgente e não só em São Paulo. Estamos falando daquela venha demanda do país por melhor e maior infra-estrutura que sustente nosso crescimento.

Mais informações para montar uma hidrelétrica

Folha de São Paulo

Caos Urbano, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, José Serra, São Paulo

Mais do “Alaga São Paulo”: Demotucanos provocam enxurrada de alagamentos em São Paulo

Choveu, alagou!

Essa é a lógica do mais eficaz programa dos demo-tucanos

Dia sim, dia não, Alckmin, Serra e Kassab exuberam com o “Alaga São Paulo

Durante todo o período dos desgovernos Alckmin, Serra e Kassab, quase diariamente, ocorrem dezenas de alagamentos cinematográficos.

E, como a maioria dos paulistas e paulistanos, a cada eleição, reconduzem essa galera, é sinal de que deve estar gostando.

Veja as imagens abaixo, extraídas do site Folha.com, em 16/2/2011.

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Carros aproveitam para fazer saliência na rua 

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Todo verão – dia sim, dia não – tem “Alaga São Paulo”! 

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Os eleitores de Alckmin, Serra e Kassab gostam do “Alaga São Paulo” 

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Tem coisa mais prazeirosa? 

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Essa criança, no cangote da mãe, aprendeu cedo como é bom votar nos tucanos…
Festival de Besteira na Imprensa